Doença Celíaca: formas clínicas
Gabarito: letra C. A doença celíaca (DC) apresenta três formas clínicas: clássica ou típica, não clássica ou atípica e assintomática ou silenciosa. Essa classificação é amplamente aceita na literatura médica e em protocolos clínicos, como o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca, que descreve detalhadamente cada uma dessas apresentações.
A doença celíaca é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos. O glúten é a principal fração proteica presente no trigo, centeio e cevada. Quando um indivíduo predisposto ingere glúten, seu sistema imunológico monta uma resposta contra a mucosa intestinal, causando danos às vilosidades, o que compromete a absorção de nutrientes. Essa resposta imune é mediada por linfócitos T e envolve a enzima transglutaminase tecidual, que é o autoantígeno da doença.
A classificação das formas clínicas é fundamental para o diagnóstico e manejo, pois cada uma apresenta características distintas. A forma clássica ou típica é a mais conhecida, com manifestações predominantemente gastrointestinais, como diarreia crônica, esteatorreia, distensão abdominal e perda de peso. Já a forma não clássica ou atípica apresenta sintomas extraintestinais predominantes, como anemia ferropriva, osteoporose, dermatite herpetiforme, baixa estatura e fadiga, com manifestações digestivas ausentes ou em segundo plano. Por fim, a forma assintomática ou silenciosa é caracterizada por alterações sorológicas e histológicas compatíveis com a doença, mas sem manifestações clínicas aparentes, sendo frequentemente identificada por rastreamento populacional.
A distinção entre as formas é crucial, pois a forma não clássica pode passar despercebida, atrasando o diagnóstico. A forma assintomática, embora sem sintomas, ainda apresenta risco de complicações a longo prazo, como osteoporose e linfoma intestinal. O tratamento para todas as formas é a dieta isenta de glúten (DIG), que deve ser rigorosa e vitalícia. A adesão à dieta é monitorada por avaliação clínica, sorologia e, em alguns casos, biópsia de acompanhamento.
A banca explora a memorização da nomenclatura exata das três formas clínicas. As alternativas incorretas apresentam termos inventados ou que não correspondem à classificação estabelecida. O candidato deve reconhecer os termos "clássica ou típica", "não clássica ou atípica" e "assintomática ou silenciosa" como os corretos, sem se deixar confundir por variações como "branda", "apática", "tradicional" ou "habitual".
Alternativa A — ❌ Incorreta
Os termos "branda", "apática" e "oculta" não correspondem à classificação clínica da doença celíaca. "Oculta" pode até lembrar a forma assintomática, mas "branda" e "apática" não são termos técnicos utilizados na literatura para descrever as formas da DC. A classificação correta é clássica/típica, não clássica/atípica e assintomática/silenciosa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Tradicional", "excêntrica" e "habitual" são termos genéricos e não técnicos. A forma "tradicional" poderia ser confundida com a clássica, mas "excêntrica" e "habitual" não têm correspondência na classificação da doença celíaca. A banca cria distratores com adjetivos comuns para testar o conhecimento específico da nomenclatura.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa apresenta exatamente a classificação correta das três formas clínicas da doença celíaca: clássica ou típica, não clássica ou atípica e assintomática ou silenciosa. A forma clássica é caracterizada por sintomas gastrointestinais evidentes; a não clássica por sintomas extraintestinais predominantes; e a assintomática por alterações sorológicas e histológicas sem manifestações clínicas. Essa classificação é a mais aceita e utilizada na prática clínica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Inabitual", "suave" e "leve" não são termos da classificação clínica da doença celíaca. A banca tenta confundir com adjetivos que poderiam descrever a intensidade dos sintomas, mas a classificação não se baseia em gravidade, e sim na apresentação clínica predominante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Leve", "não leve" e "não característica" são termos vagos e sem correspondência técnica. A classificação correta não utiliza esses adjetivos. A banca cria distratores com negações e termos genéricos para testar se o candidato conhece a nomenclatura específica.
Gabarito: letra C