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Questão de Nutrição — Dietoterapia — FUNDATEC 2023

NutriçãoDietoterapia
Código
qq898455
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Campo Bom - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Nutricionista
A Doença Celíaca (DC) é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten (principal fração proteica presente no trigo, centeio e cevada), em indivíduos geneticamente predispostos. Os indivíduos com DC, quando expostos, podem apresentar três formas clínicas. Quais são as formas clínicas apresentadas por pessoas com DC?
  1. AForma branda, forma apática e forma oculta.
  2. BForma tradicional, forma excêntrica e forma habitual.
  3. CForma clássica ou típica, forma não clássica ou atípica e forma assintomática ou silenciosa.
  4. DForma inabitual, forma suave e forma leve.
  5. EForma leve, forma não leve e forma não característica.
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GabaritoC — Forma clássica ou típica, forma não clássica ou atípica e forma assintomática ou silenciosa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doença Celíaca: formas clínicas

Gabarito: letra C. A doença celíaca (DC) apresenta três formas clínicas: clássica ou típica, não clássica ou atípica e assintomática ou silenciosa. Essa classificação é amplamente aceita na literatura médica e em protocolos clínicos, como o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Celíaca, que descreve detalhadamente cada uma dessas apresentações.

A doença celíaca é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos. O glúten é a principal fração proteica presente no trigo, centeio e cevada. Quando um indivíduo predisposto ingere glúten, seu sistema imunológico monta uma resposta contra a mucosa intestinal, causando danos às vilosidades, o que compromete a absorção de nutrientes. Essa resposta imune é mediada por linfócitos T e envolve a enzima transglutaminase tecidual, que é o autoantígeno da doença.

A classificação das formas clínicas é fundamental para o diagnóstico e manejo, pois cada uma apresenta características distintas. A forma clássica ou típica é a mais conhecida, com manifestações predominantemente gastrointestinais, como diarreia crônica, esteatorreia, distensão abdominal e perda de peso. Já a forma não clássica ou atípica apresenta sintomas extraintestinais predominantes, como anemia ferropriva, osteoporose, dermatite herpetiforme, baixa estatura e fadiga, com manifestações digestivas ausentes ou em segundo plano. Por fim, a forma assintomática ou silenciosa é caracterizada por alterações sorológicas e histológicas compatíveis com a doença, mas sem manifestações clínicas aparentes, sendo frequentemente identificada por rastreamento populacional.

A distinção entre as formas é crucial, pois a forma não clássica pode passar despercebida, atrasando o diagnóstico. A forma assintomática, embora sem sintomas, ainda apresenta risco de complicações a longo prazo, como osteoporose e linfoma intestinal. O tratamento para todas as formas é a dieta isenta de glúten (DIG), que deve ser rigorosa e vitalícia. A adesão à dieta é monitorada por avaliação clínica, sorologia e, em alguns casos, biópsia de acompanhamento.

A banca explora a memorização da nomenclatura exata das três formas clínicas. As alternativas incorretas apresentam termos inventados ou que não correspondem à classificação estabelecida. O candidato deve reconhecer os termos "clássica ou típica", "não clássica ou atípica" e "assintomática ou silenciosa" como os corretos, sem se deixar confundir por variações como "branda", "apática", "tradicional" ou "habitual".

Alternativa A — ❌ Incorreta

Os termos "branda", "apática" e "oculta" não correspondem à classificação clínica da doença celíaca. "Oculta" pode até lembrar a forma assintomática, mas "branda" e "apática" não são termos técnicos utilizados na literatura para descrever as formas da DC. A classificação correta é clássica/típica, não clássica/atípica e assintomática/silenciosa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Tradicional", "excêntrica" e "habitual" são termos genéricos e não técnicos. A forma "tradicional" poderia ser confundida com a clássica, mas "excêntrica" e "habitual" não têm correspondência na classificação da doença celíaca. A banca cria distratores com adjetivos comuns para testar o conhecimento específico da nomenclatura.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa apresenta exatamente a classificação correta das três formas clínicas da doença celíaca: clássica ou típica, não clássica ou atípica e assintomática ou silenciosa. A forma clássica é caracterizada por sintomas gastrointestinais evidentes; a não clássica por sintomas extraintestinais predominantes; e a assintomática por alterações sorológicas e histológicas sem manifestações clínicas. Essa classificação é a mais aceita e utilizada na prática clínica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Inabitual", "suave" e "leve" não são termos da classificação clínica da doença celíaca. A banca tenta confundir com adjetivos que poderiam descrever a intensidade dos sintomas, mas a classificação não se baseia em gravidade, e sim na apresentação clínica predominante.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Leve", "não leve" e "não característica" são termos vagos e sem correspondência técnica. A classificação correta não utiliza esses adjetivos. A banca cria distratores com negações e termos genéricos para testar se o candidato conhece a nomenclatura específica.

Gabarito: letra C

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