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Questão de Medicina — Pneumologia — FUNDATEC 2023

MedicinaPneumologia
Código
qq898813
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Casca - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínica Geral
A quimioprofilaxia para a tuberculose em pacientes com teste tuberculínico superior a 10 mm e imunossupressão deve ser feita com:
  1. ALevofloxacina.
  2. BRifampicina.
  3. CIsoniazida.
  4. DEtambutol.
  5. EPirazinamida.
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GabaritoC — Isoniazida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Quimioprofilaxia da tuberculose: o papel da isoniazida

Gabarito: letra C. A quimioprofilaxia (tratamento da infecção latente) da tuberculose em pacientes com teste tuberculínico ≥ 10 mm e imunossupressão é feita com isoniazida, o fármaco de escolha clássico para essa finalidade, conforme as recomendações do Ministério da Saúde. As demais alternativas (levofloxacina, rifampicina, etambutol e pirazinamida) não são a primeira escolha para quimioprofilaxia nesse cenário.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que pode se apresentar de duas formas principais: a tuberculose ativa (doença em atividade, com sintomas e transmissibilidade) e a infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) — também chamada de tuberculose latente —, na qual a pessoa está infectada, mas não desenvolveu a doença e não transmite. A quimioprofilaxia, ou tratamento da ILTB, tem como objetivo eliminar os bacilos latentes e prevenir a progressão para a forma ativa, especialmente em populações de alto risco, como os imunossuprimidos.

O diagnóstico da ILTB é feito pela prova tuberculínica (PT/PPD) ou pelo IGRA (Interferon-Gamma Release Assay). A interpretação do tamanho da enduração da PT depende do contexto clínico: em pacientes imunossuprimidos, como os que farão uso de imunossupressores ou vivem com HIV, o ponto de corte é ≥ 5 mm; já em pessoas sem imunossupressão e sem outros fatores de risco, o corte é ≥ 10 mm. O enunciado menciona "teste tuberculínico superior a 10 mm e imunossupressão" — nesse cenário, a indicação de tratar a ILTB é clara, e o fármaco de escolha é a isoniazida.

A isoniazida é o medicamento mais consagrado para a quimioprofilaxia da tuberculose, com décadas de uso e eficácia comprovada. O esquema clássico consiste em isoniazida na dose de 5-10 mg/kg/dia (máximo 300 mg/dia) por via oral, por 6 a 9 meses. Alternativas existem (como rifampicina por 4 meses ou isoniazida + rifapentina por 3 meses), mas a isoniazida isolada permanece como a primeira escolha na maioria dos protocolos, especialmente no contexto de imunossupressão. É importante destacar que a isoniazida pode causar hepatotoxicidade e neuropatia periférica, sendo recomendada a suplementação de piridoxina (vitamina B6) para prevenir a neuropatia.

A banca explora aqui a distinção entre o tratamento da tuberculose ativa e o tratamento da infecção latente (quimioprofilaxia). No tratamento da doença ativa, utiliza-se o esquema RHZE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) por 2 meses, seguido de RH (rifampicina e isoniazida) por 4 meses. Já na quimioprofilaxia, o fármaco isolado de escolha é a isoniazida. Essa confusão entre os dois contextos é a principal armadilha da questão: o candidato que pensa no tratamento da doença ativa pode ser tentado a escolher rifampicina ou o esquema combinado, mas a pergunta é especificamente sobre quimioprofilaxia.

Guarde o critério decisivo: quimioprofilaxia = isoniazida (em regra); tratamento da TB ativa = RHZE/RH. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Fármaco de escolha
Isoniazida (6-9 meses)
Piridoxina (previne neuropatia)
2Alternativas
Rifampicina (4 meses)
Isoniazida + rifapentina (3 meses)
3Não indicados
Levofloxacina (TB resistente)
Etambutol (TB ativa)
Pirazinamida (TB ativa)
Quimioprofilaxia (ILTB)
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Quimioprofilaxia (ILTB): Fármaco de escolha (Isoniazida (6-9 meses), Piridoxina (previne neuropatia)); Alternativas (Rifampicina (4 meses), Isoniazida + rifapentina (3 meses)); Não indicados (Levofloxacina (TB resistente), Etambutol (TB ativa), Pirazinamida (TB ativa))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A levofloxacina é uma fluoroquinolona usada no tratamento de tuberculose resistente (TB-MDR) ou como alternativa em casos de intolerância aos fármacos de primeira linha. Não é a primeira escolha para quimioprofilaxia da ILTB. Seu uso na profilaxia seria considerado apenas em situações muito específicas, como contato com cepa monorresistente à isoniazida, e mesmo assim não é o padrão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A rifampicina é um fármaco de primeira linha no tratamento da tuberculose ativa e também pode ser usada como alternativa na quimioprofilaxia (esquema de 4 meses), especialmente em casos de intolerância à isoniazida ou contato com cepa resistente a ela. No entanto, não é a primeira escolha para quimioprofilaxia em pacientes imunossuprimidos com PT ≥ 10 mm — o fármaco de escolha é a isoniazida. A banca oferece a rifampicina como distrator para confundir quem pensa no tratamento da doença ativa.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A isoniazida é o fármaco de escolha para a quimioprofilaxia da tuberculose (tratamento da ILTB). O esquema clássico é isoniazida 5-10 mg/kg/dia (máximo 300 mg/dia) por 6 a 9 meses, com suplementação de piridoxina (vitamina B6) para prevenir neuropatia periférica. Essa é a recomendação padrão do Ministério da Saúde para pacientes com PT ≥ 10 mm e imunossupressão, como os que farão uso de imunossupressores ou vivem com HIV.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O etambutol é um fármaco de primeira linha usado no tratamento da tuberculose ativa, compondo o esquema RHZE na fase intensiva. Não tem papel na quimioprofilaxia da ILTB. Sua principal toxicidade é ocular (neurite óptica), o que limita seu uso em situações específicas, mas nunca como profilático isolado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A pirazinamida também é um fármaco de primeira linha para o tratamento da tuberculose ativa, compondo o esquema RHZE na fase intensiva. Não é utilizada na quimioprofilaxia da ILTB. Sua principal toxicidade é hepática e articular (hiperuricemia), mas não é indicada para profilaxia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre tratamento da tuberculose ativa e quimioprofilaxia (ILTB). No tratamento da doença ativa, o esquema é RHZE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol) — e é por isso que rifampicina, etambutol e pirazinamida aparecem como distratores. Mas a pergunta é sobre quimioprofilaxia, e nesse contexto o fármaco de escolha é a isoniazida isolada. Fique atento: se a questão falar em "tratamento da infecção latente" ou "quimioprofilaxia", a resposta quase sempre será isoniazida.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um quadro mental: TB ativa → RHZE (2 meses) + RH (4 meses); ILTB/quimioprofilaxia → isoniazida (6-9 meses) como primeira escolha, com alternativas como rifampicina (4 meses) ou isoniazida + rifapentina (3 meses). Na prova, leia com atenção se a pergunta é sobre tratamento da doença ou profilaxia — essa é a chave para não errar.

Gabarito: letra C — a quimioprofilaxia da tuberculose em pacientes com PT ≥ 10 mm e imunossupressão é feita com isoniazida.

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