(Disponível em: secom.ufg.br/n/44121-a-guerra-que-salvou-vidas – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 30, o emprego da conjunção “Como” possui sentido:
AComparativo.
BConcessivo.
CAdversativo.
DConsecutivo.
ECausal.
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GabaritoE — Causal.
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Valor semântico da conjunção "Como"
Gabarito: letra E. Na linha 30, a conjunção "Como" tem sentido causal, pois introduz uma oração que expressa a causa do fato declarado na oração principal. No texto, o trecho em que "Como" aparece indica o motivo que levou à ação descrita — e é exatamente esse o valor que a banca pede.
Para resolver, você não precisa decorar a lista de conjunções: basta substituir "Como" por "porque", "já que" ou "visto que" e verificar se a frase continua com o mesmo sentido. Se sim, o valor é causal. É o que ocorre aqui.
Conjunção "Como": Causal (Equivale a "porque", "já que", "visto que", Inicia o período); Comparativo (Equivale a "tal qual", "assim como", Compara dois elementos); Concessivo (Típico de "embora", "ainda que", Ideia contrária sem impedir); Adversativo (Típico de "mas", "porém", "contudo", Oposição); Consecutivo (Típico de "tão... que", "de modo que", Consequência)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O sentido comparativo ocorre quando "como" estabelece uma comparação entre dois elementos, equivalendo a "tal qual", "assim como" (ex.: Ela é ágil como o vento). No trecho da linha 30, não há dois termos sendo comparados; há uma relação de causa e efeito. A banca oferece essa opção porque "como" é mais frequentemente comparativo no uso cotidiano, mas o contexto do texto aponta para causa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O sentido concessivo é típico de conjunções como "embora", "ainda que", "mesmo que" — expressam uma ideia contrária à da oração principal, sem impedi-la (ex.: Embora chovesse, fomos à praia). "Como" não tem valor concessivo; ele não expressa oposição ou ressalva. A alternativa tenta confundir quem não domina a diferença entre concessão e causa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O sentido adversativo é o de oposição, marcado por "mas", "porém", "contudo" (ex.: Estudou, mas não passou). A conjunção "Como" não é adversativa em nenhum contexto. A banca inclui essa opção apenas para completar o leque de valores possíveis, mas ela não tem qualquer relação com o trecho.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O sentido consecutivo expressa consequência, introduzido por "tão... que", "tanto... que", "de modo que" (ex.: Falou tão alto que acordou todos). Na linha 30, a oração introduzida por "Como" não é consequência, mas sim a causa do que se afirma. Cuidado: causa e consequência são relações inversas — a banca explora exatamente essa confusão.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A conjunção "Como" é causal quando equivale a "porque", "já que", "visto que" e, geralmente, inicia o período. No texto, o trecho da linha 30 apresenta "Como" introduzindo a razão do que é dito em seguida. A substituição por "porque" mantém o sentido, confirmando o valor causal. É o gabarito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca aposta no uso mais comum de "como" (comparativo) para induzir ao erro. A dica é sempre testar a substituição por "porque" — se funcionar, é causa.
PEGA ESSA DICA!
Ao encontrar "como" em início de oração, desconfie: se puder trocar por "já que" ou "visto que", o valor é causal; se houver dois elementos comparados, é comparativo; se equivaler a "conforme", é conformativo.