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Questão de Odontologia — Odontologia Pré-Clínica — FUNDATEC 2023

OdontologiaOdontologia Pré-Clínica
Código
qq904488
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Sapucaia do Sul - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Cirurgião-Dentista da Família
O amálgama é um material que por quase 200 anos resolveu com excelência a questão de como restaurar de forma direta os dentes posteriores. No entanto, a descontinuidade de seu uso tem sido uma discussão mundial há vários anos. Considerando as orientações do Ministério da Saúde (2022) e da Anvisa (2019) sobre o uso de amálgama para restaurações dentárias, assinale a alternativa correta.
  1. AUm estudo encomendado pela Coordenação Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, realizado pela Cochrane Brazil (2020), teve como uma de suas recomendações finais: “A recomendação é a favor do amálgama comparado a resinas compostas em dentes posteriores permanentes (Classe I e II). Há evidências de baixa qualidade, com diferenças clinicamente significativas, de que a restauração de amálgama versus restauração de resina composta apresenta menor risco de falha e menor risco de cárie secundária. Para a taxa de fratura não houve diferença entre as restaurações, com baixa qualidade da evidência”.
  2. BA Anvisa proibiu, por meio da RDC nº 173, a fabricação, a importação, a comercialização e o uso, em serviços de saúde, dos elementos mercúrio e pó para liga de amálgama; portanto, estão proibidas as restaurações dentárias com amálgama no Brasil desde 2019.
  3. CA COP 4.2 — Convenção de Minamata, que ocorreu na Indonésia em março de 2022, editou uma resolução sobre o mercúrio, contra o uso de amálgama dentário em restaurações de dentes.
  4. DA falta de adesividade do amálgama dentário aos tecidos dentários, que contribuía para uma prática em desacordo com procedimentos de menor invasividade, deixou de ser um problema com o desenvolvimento de novos materiais e sistemas adesivos.
  5. EA Coordenação Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, embasada em evidência científica e respaldada pelo assessoramento técnico de pesquisadores de instituições de ensino superior do Brasil, orienta pela descontinuidade absoluta de uso de amálgama dentário, seguindo o que foi pactuado pelas partes na Convenção de Minamata sobre o mercúrio.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Um estudo encomendado pela Coordenação Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, realizado pela Cochrane Brazil (2020), teve como uma de suas recomendações finais: “A recomendação é a favor do amálgama comparado a resinas compostas em dentes posteriores permanentes (Classe I e II). Há evidências de baixa qualidade, com diferenças clinicamente significativas, de que a restauração de amálgama versus restauração de resina composta apresenta menor risco de falha e menor risco de cárie secundária. Para a taxa de fratura não houve diferença entre as restaurações, com baixa qualidade da evidência”.

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