No trecho “O que norteia nosso caminho e nos impele a fazer boas escolhas”, a conjunção “e” une as orações estabelecendo uma relação de:
AAdversidade.
BExplicação.
CAdição.
DConclusão.
EConsequência.
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GabaritoC — Adição.
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Conjunção "e": relação de adição entre orações
Gabarito: letra C. No trecho “O que norteia nosso caminho e nos impele a fazer boas escolhas”, a conjunção "e" une as orações estabelecendo relação de adição — as duas ações (nortear o caminho e impelir a fazer boas escolhas) são somadas, sem qualquer valor de oposição, explicação, conclusão ou consequência. A passagem que ancora a resposta está no 2º parágrafo do texto:
"o que norteia nosso caminho e nos impele a fazer boas escolhas é a certeza de que, quaisquer que sejam nossos caminhos e escolhas, o muro nos aguarda"
A conjunção "e" é, por excelência, a coordenativa aditiva: ela acrescenta uma oração à outra, ambas com o mesmo peso sintático e semântico. Aqui, "nortear o caminho" e "impele a fazer boas escolhas" são dois efeitos da mesma causa (a certeza do muro), somados — não há contraste, causa, conclusão ou consequência entre eles.
Conjunção "e"
1Valor aditivo (soma)
"e também"
"e ainda"
2Outros valores possíveis
Adversidade ("mas")
Conclusão ("portanto")
Consequência ("de modo que")
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Adversidade é a relação de oposição/contraste, típica das conjunções mas, porém, contudo, todavia, entretanto. No trecho, não há qualquer ideia de oposição entre "nortear o caminho" e "impele a fazer boas escolhas" — as duas ações se complementam, não se opõem. A banca oferece essa alternativa para testar se o candidato confunde o valor semântico da conjunção.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Explicação é a relação em que uma oração justifica a outra, típica das conjunções pois (anteposto), porque, que (em valor explicativo). No trecho, a segunda oração não explica a primeira; ela apenas se soma a ela. Não há qualquer marca de justificativa ou razão.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Adição é a relação de soma/acréscimo entre orações, típica da conjunção "e" (também nem, mas também, como também). No trecho, "nortear nosso caminho" e "nos impele a fazer boas escolhas" são duas ações acrescentadas uma à outra, ambas atribuídas ao mesmo sujeito (a certeza do muro). A conjunção "e" é a coordenativa aditiva por excelência — é exatamente o que ocorre aqui.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Conclusão é a relação em que uma oração encerra/deduz a ideia da anterior, típica das conjunções logo, portanto, por isso, assim, então. No trecho, a segunda oração não conclui nada a partir da primeira; ela apenas se acrescenta. Não há valor conclusivo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Consequência é a relação em que uma oração expressa o efeito/resultado da outra, típica das conjunções tanto que, de modo que, de forma que (orações subordinadas consecutivas). No trecho, "nos impele a fazer boas escolhas" não é consequência de "nortear nosso caminho" — as duas são ações paralelas somadas pela conjunção "e". Não há relação de causa e efeito entre elas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polissemia da conjunção "e", que em outros contextos pode ter valor adversativo (ex.: "estudou muito e não passou"). Aqui, porém, o valor é claramente aditivo — as duas orações se somam, sem qualquer traço de oposição, explicação, conclusão ou consequência. A dica é testar a substituição: se puder trocar "e" por "e também" sem alterar o sentido, é adição.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar o valor da conjunção, substitua-a por outra de mesmo valor e veja se o sentido se mantém. No trecho, "O que norteia nosso caminho e também nos impele..." preserva o sentido — confirma a adição. Se a substituição por "mas" ou "portanto" mudasse o sentido, o valor seria outro.