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Questão de Direito Civil — Responsabilidade civil — FUNDATEC 2023

Direito CivilResponsabilidade civil
Código
qq906285
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Uruguaiana - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Procurador da Fazenda
O dano moral in re ipsa:
  1. ASomente ocorre nas hipóteses de responsabilidade objetiva.
  2. BDispensa a prova da culpa, mas exige a comprovação do dano.
  3. CDispensa a prova do dano.
  4. DÉ aquele que proporciona indenização em valor fixado pelo legislador.
  5. EÉ incompatível com indenizações imputáveis a entes públicos.
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GabaritoC — Dispensa a prova do dano.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dano moral in re ipsa

Gabarito: letra C. O dano moral in re ipsa é aquele que se presume da própria conduta ilícita, dispensando a vítima de comprovar o prejuízo concreto. Basta demonstrar a violação do direito para que o dano seja considerado existente. Trata-se de construção doutrinária e jurisprudencial pacífica, aplicável tanto na responsabilidade subjetiva quanto na objetiva.

Dano moral in re ipsa
  • 1Conceito
    • Dano presumido da conduta ilícita
    • Dispensa prova do dano
    • Basta violação do direito
  • 2Regime de responsabilidade
    • Subjetiva (culpa)
    • Objetiva (risco)
  • 3Características
    • Independe de prova do prejuízo concreto
    • Quantum indenizatório
      • Arbitrado pelo juiz
      • Não prefixado em lei
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o dano moral in re ipsa só ocorre na responsabilidade objetiva. Erro: o conceito de dano presumido independe do regime de responsabilidade; pode ocorrer tanto na responsabilidade subjetiva (ex.: ofensa à honra por ato culposo) quanto na objetiva (ex.: ato ilícito de pessoa jurídica de direito público). A classificação diz respeito à necessidade de prova do dano, não ao fundamento da obrigação de indenizar.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que o dano in re ipsa dispensa a prova da culpa, mas exige a comprovação do dano. Erro: a característica central do dano in re ipsa é justamente o contrário — dispensa a prova do dano, não a da culpa. A culpa (ou o nexo causal) continua sendo elemento a ser demonstrado, a menos que o regime seja objetivo. O que se presume é a existência do prejuízo moral a partir do fato ilícito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os termos: o candidato confunde “dispensa a prova do dano” com “dispensa a prova da culpa”. Memorize: *in re ipsa* = o dano está na própria coisa, ou seja, não precisa ser provado separadamente.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que o dano moral in re ipsa dispensa a prova do dano. Correto. É a definição clássica: o dano moral é presumido da violação do direito, não exigindo que a vítima demonstre efetivo sofrimento ou prejuízo concreto. Exemplo clássico: a publicação de notícia falsa e ofensiva gera, por si só, o dever de indenizar.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o dano in re ipsa proporciona indenização em valor fixado pelo legislador. Erro: o quantum indenizatório do dano moral (inclusive o in re ipsa) não é prefixado em lei; cabe ao juiz arbitrá-lo com base em critérios como proporcionalidade, razoabilidade, gravidade da ofensa e condição das partes (art. 944 do Código Civil). Não há tabela legal de valores.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o dano in re ipsa é incompatível com indenizações imputáveis a entes públicos. Erro: o dano moral presumido é plenamente aplicável à responsabilidade civil do Estado (arts. 37, §6º, da CF e 43 do CC). Em casos como prisão ilegal, erro médico em hospital público ou ofensa à honra por agente público, o dano moral é in re ipsa — independe de prova do sofrimento.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o dano in re ipsa na prova, pergunte-se: “a violação do direito, por si só, já indica a existência de dano moral?” Se sim, a prova do dano é dispensada. Exemplos comuns: inscrição indevida em cadastro de inadimplentes, ofensa à honra, morte causada por ato ilícito. Já danos morais que exigem prova (in re filia) são raros e excepcionais.

Gabarito: letra C — o dano moral in re ipsa dispensa a prova do dano.

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