Os linfomas estão entre os três grupos de neoplasias mais comuns da infância e manifestam-se frequentemente pela presença de adenomegalias. As adenomegalias que traduzem uma neoplasia maligna têm características como, EXCETO:
AEndurecidas.
BAderidas a planos profundos.
CDolorosas à palpação.
DCom gânglios medindo mais de 3 cm.
ESem evidência de lesão localizada.
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GabaritoC — Dolorosas à palpação.
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Adenomegalias e neoplasias malignas na infância
Gabarito: letra C. A questão pede a característica que NÃO traduz neoplasia maligna — e, entre as opções, a única que foge ao padrão é a letra C (dolorosas à palpação), pois linfonodos metastáticos ou linfomatosos costumam ser indolores, ao contrário das adenomegalias inflamatórias/infecciosas, que são dolorosas. As demais alternativas (endurecidas, aderidas a planos profundos, > 3 cm e sem lesão localizada) são características clássicas de malignidade, conforme a semiologia oncológica pediátrica.
O linfoma é uma neoplasia do sistema linfático que, na criança, manifesta-se tipicamente por adenomegalias — aumento de linfonodos. A semiologia clínica ajuda a distinguir uma adenomegalia benigna (reativa, infecciosa) de uma maligna (linfoma, leucemia, metástase). Os sinais que apontam para malignidade são: consistência endurecida (pétrea), aderência a planos profundos (não móvel), tamanho > 3 cm, crescimento progressivo, ausência de sinais flogísticos locais (dor, rubor, calor) e ausência de foco infeccioso que justifique o aumento. Por outro lado, adenomegalias inflamatórias costumam ser dolorosas, móveis, de consistência elástica/firme e frequentemente acompanhadas de infecção local ou sistêmica.
A dor à palpação é um dado que sugere processo inflamatório agudo (ex.: linfadenite bacteriana, mononucleose), não neoplasia. Nos linfomas, os linfonodos são classicamente indolores, o que muitas vezes retarda a procura por atendimento. Essa é a pegadinha da questão: o candidato pode associar "dor" a algo grave, mas na semiologia oncológica a dor é um sinal de benignidade relativa — o que chama atenção para malignidade é justamente a ausência de dor.
Na prática clínica, a avaliação de uma adenomegalia pediátrica segue uma lógica: primeiro afastar causas infecciosas comuns; se o linfonodo for > 3 cm, endurecido, aderido, indolor e sem causa aparente, a hipótese de neoplasia (linfoma, leucemia) deve ser levantada e a biópsia excisional é o padrão-ouro para o diagnóstico. O material de apoio reforça que "um linfonodo supraclavicular aumentado sugere fortemente neoplasia maligna" e que, na dúvida, a biópsia excisional deve ser realizada.
Guarde o contraste: dor = processo inflamatório; indolor + endurecido + aderido + > 3 cm = suspeita de malignidade. É exatamente nesse contraste que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ✅ Correta (é característica de malignidade)
Linfonodos malignos são tipicamente endurecidos (consistência pétrea), devido à proliferação celular neoplásica que substitui o tecido linfóide normal. Essa é uma característica clássica descrita na semiologia oncológica.
Alternativa B — ✅ Correta (é característica de malignidade)
A aderência a planos profundos (pele, músculo, fáscia) indica invasão local do tumor, o que é típico de neoplasias malignas. Linfonodos benignos geralmente são móveis e não aderidos.
Alternativa C — ❌ Incorreta (NÃO é característica de malignidade) ⟵ GABARITO
A dor à palpação é um sinal de processo inflamatório/infeccioso, não de neoplasia. Linfonodos malignos (linfoma, metástase) são classicamente indolores. A banca explora a inversão: o candidato pode achar que "dor" indica gravidade, mas na semiologia oncológica é o oposto.
Alternativa D — ✅ Correta (é característica de malignidade)
Linfonodos com mais de 3 cm são considerados suspeitos para malignidade, especialmente quando associados a outras características (endurecidos, aderidos, indolores). O tamanho > 3 cm é um dos critérios clínicos que indicam necessidade de investigação mais aprofundada.
Alternativa E — ✅ Correta (é característica de malignidade)
A ausência de lesão localizada (sem foco infeccioso ou inflamatório que justifique a adenomegalia) é um dado que favorece a hipótese de neoplasia. Quando não há causa aparente, a biópsia deve ser considerada, como mencionado no material de apoio.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte o sinal clássico: em semiologia, dor sugere inflamação, não câncer. O linfonodo maligno é indolor. Fique atento: se a alternativa diz "dolorosas", ela está descrevendo adenomegalia benigna — é a exceção pedida pelo "EXCETO".
Gabarito: letra C — a única característica que NÃO traduz neoplasia maligna é "dolorosas à palpação".