Questão de Medicina — Oncologia — FUNDATEC 2023
- Código
- qq906710
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SPGG - RS
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Clínica Geral)
- APróstata.
- BPele.
- CEstômago.
- DCólon.
- EBexiga.
GabaritoA — Próstata.
Gabarito: letra A. O IMC elevado (sobrepeso/obesidade) tem efeito protetor para o câncer de próstata, pois a obesidade está associada a menor risco de desenvolvimento dessa neoplasia, conforme evidências epidemiológicas e a literatura médica (fatores de risco para neoplasias). As demais neoplasias listadas (pele, estômago, cólon e bexiga) têm a obesidade como fator de risco ou não apresentam efeito protetor consistente.
O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma medida que relaciona peso e altura, sendo utilizado como indicador de obesidade. A relação entre obesidade e câncer é complexa: enquanto o excesso de peso aumenta o risco de diversos tumores (como endométrio, mama pós-menopausa, cólon, rim, esôfago, entre outros), para o câncer de próstata a obesidade parece exercer um efeito protetor, possivelmente devido a alterações hormonais (menores níveis de testosterona biodisponível) e outros mecanismos metabólicos. Essa associação inversa é um ponto clássico cobrado em provas de oncologia e clínica médica.
A tabela de fatores de risco para neoplasias (fonte de apoio) lista para a próstata: idade avançada, cor negra e história familiar — não menciona obesidade como fator de risco. Já para estômago, cólon e bexiga, a obesidade não aparece como fator protetor; pelo contrário, a obesidade é fator de risco para câncer colorretal e de estômago (especialmente cárdia), e para bexiga não há evidência de proteção. Para pele, o principal fator é exposição solar, e a obesidade não tem papel protetor.
Na prática clínica, o conhecimento dessa relação é importante para aconselhamento de pacientes: embora a obesidade seja um fator de risco para muitas neoplasias, no caso específico do câncer de próstata, o IMC elevado está associado a menor incidência. No entanto, isso não significa que a obesidade seja recomendada como medida preventiva — os malefícios cardiovasculares e metabólicos superam qualquer possível benefício oncológico.
A pegadinha da banca está em inverter o senso comum: como a obesidade é amplamente conhecida como fator de risco para câncer, o candidato tende a marcar uma das neoplasias em que ela é fator de risco (cólon, estômago), esquecendo que a próstata é a exceção. Guarde: IMC elevado protege para próstata; aumenta risco para endométrio, mama pós-menopausa, cólon, rim, esôfago (adenocarcinoma) e vesícula biliar.
O IMC elevado tem efeito protetor para o câncer de próstata. Estudos epidemiológicos mostram que homens obesos têm menor risco de desenvolver câncer de próstata, especialmente os de baixo grau. A tabela de fatores de risco para neoplasias não lista obesidade como fator de risco para próstata, e a literatura médica (como o conteúdo de apoio sobre fatores de risco) corrobora essa associação inversa.
Para pele, o principal fator de risco é a exposição solar; a obesidade não tem efeito protetor. O IMC elevado não reduz o risco de câncer de pele (melanoma e não melanoma). A alternativa confunde a proteção da próstata com outros sítios.
Para estômago, a obesidade é fator de risco para adenocarcinoma de cárdia, não protetor. A tabela de fatores de risco lista para estômago: sangue tipo A, anemia perniciosa, tabagismo e ausência de refrigeração — não há efeito protetor do IMC elevado.
Para cólon, a obesidade é fator de risco bem estabelecido (aumenta o risco de câncer colorretal), não protetor. A tabela lista dieta rica em gorduras e pobre em fibras, história familiar, polipose e doenças inflamatórias — a obesidade se enquadra como fator de risco, não proteção.
Para bexiga, não há evidência de efeito protetor do IMC elevado. Os fatores de risco para bexiga incluem tabagismo, cor branca, residência urbana e exposição a corantes/borracha/couro. A obesidade não aparece como fator protetor.
Gabarito: letra A
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