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Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — FUNDATEC 2023

MedicinaFarmacologia e Anestesiologia
Código
qq906711
Banca
FUNDATEC
Órgão
SPGG - RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico (Clínica Geral)
O uso de azatioprina pode aumentar o risco de neoplasia de:
  1. ABexiga.
  2. BPulmão.
  3. CLinfoma Não Hodgkin.
  4. DRim.
  5. ELeucemia Mieloide Aguda.
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GabaritoC — Linfoma Não Hodgkin.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Azatioprina e risco de neoplasias

Gabarito: letra C. O uso de azatioprina está associado ao aumento do risco de Linfoma Não Hodgkin, conforme reconhecido na literatura e em protocolos clínicos — o próprio contexto de tratamento da doença de Crohn menciona explicitamente essa associação. As demais alternativas (bexiga, pulmão, rim e leucemia mieloide aguda) não correspondem à neoplasia classicamente relacionada ao uso desse imunossupressor.

A azatioprina é um imunossupressor derivado da 6-mercaptopurina, amplamente utilizado em doenças autoimunes (como doença de Crohn, retocolite ulcerativa, lúpus, artrite reumatoide), em transplantes de órgãos e em dermatologia. Seu mecanismo de ação envolve a inibição da síntese de purinas, levando à supressão da proliferação de linfócitos T e B. Essa imunossupressão, embora eficaz para controlar a atividade da doença, tem como consequência indesejada o aumento do risco de neoplasias, especialmente as relacionadas ao sistema linfático.

A associação entre azatioprina e linfoma não Hodgkin é bem documentada. O risco é maior em pacientes que usam o medicamento por períodos prolongados, como aqueles com doença inflamatória intestinal ou após transplante de órgãos. O mecanismo proposto envolve a diminuição da vigilância imunológica contra células malignas e a possível ação oncogênica direta dos metabólitos da azatioprina. Além do linfoma não Hodgkin, outros tumores como carcinoma de pele não melanoma e melanoma também têm risco aumentado, mas a associação mais clássica e cobrada em provas é com o linfoma.

É importante distinguir a azatioprina de outros imunossupressores que têm associações neoplásicas diferentes. Por exemplo, a ciclofosfamida está associada a cistite hemorrágica e câncer de bexiga; o micofenolato de mofetila tem menor risco oncogênico comparado a outros agentes; e os inibidores de calcineurina (ciclosporina, tacrolimo) aumentam o risco de linfomas e tumores de pele. Essa diferenciação é crucial para responder questões que pedem a neoplasia específica de cada fármaco.

A pegadinha desta questão está em associar a azatioprina a neoplasias que são típicas de outros medicamentos ou que não têm relação comprovada. O candidato que confunde azatioprina com ciclofosfamida pode marcar bexiga; o que pensa em tabagismo ou outras causas pode marcar pulmão. A banca explora exatamente essa confusão entre os efeitos adversos de diferentes imunossupressores.

Guarde a associação clássica: azatioprina → linfoma não Hodgkin. Essa é a relação mais cobrada e a que resolve a questão.

Azatioprina
  • 1Mecanismo
    • Inibição da síntese de purinas
    • Supressão de linfócitos T e B
  • 2Risco neoplásico
    • Linfoma Não Hodgkin (clássico)
    • Carcinoma de pele não melanoma
    • Melanoma
  • 3Distinção de outros imunossupressores
    • Ciclofosfamida → câncer de bexiga
    • Ciclosporina/tacrolimo → linfomas e tumores de pele
    • Micofenolato → menor risco oncogênico
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

O câncer de bexiga é uma complicação clássica do uso de ciclofosfamida, não da azatioprina. A ciclofosfamida, por seu metabólito acroleína, causa cistite hemorrágica e aumenta o risco de carcinoma urotelial. A azatioprina não tem essa associação estabelecida.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O câncer de pulmão não é uma neoplasia associada ao uso de azatioprina. O principal fator de risco para câncer de pulmão é o tabagismo. Não há evidência consistente de que a azatioprina aumente especificamente o risco de neoplasia pulmonar.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A azatioprina está associada ao aumento do risco de Linfoma Não Hodgkin. Essa é a associação mais documentada e reconhecida em protocolos clínicos. O contexto de tratamento da doença de Crohn menciona explicitamente: "Discute-se o aumento de risco de linfoma não Hodgkin em pacientes em uso de azatioprina". O mecanismo envolve a imunossupressão prolongada e a diminuição da vigilância imunológica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O câncer de rim não é uma neoplasia classicamente associada à azatioprina. A nefrotoxicidade é mais relacionada a outros imunossupressores, como a ciclosporina e o tacrolimo, mas mesmo nesses casos o risco é de disfunção renal, não especificamente de neoplasia renal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A leucemia mieloide aguda não é a neoplasia associada à azatioprina. Embora a azatioprina possa causar mielossupressão (diminuição das células sanguíneas), o risco aumentado de leucemia mieloide aguda é mais associado a agentes alquilantes, como a ciclofosfamida e a mostarda nitrogenada, em contexto de quimioterapia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os efeitos adversos de diferentes imunossupressores. A ciclofosfamida está associada a câncer de bexiga e leucemia; a azatioprina, a linfoma não Hodgkin. Memorize a associação clássica de cada fármaco para não cair nessa armadilha.

Gabarito: letra C — Linfoma Não Hodgkin.

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