Questão de Medicina — Oftalmologia — FUNDATEC 2023
- Código
- qq906730
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SPGG - RS
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico (Clínica Geral)
- AAzitromicina.
- BMinociclina.
- CCorticoide.
- DCiprofloxacino.
- EClaritromicina.
GabaritoB — Minociclina.
Gabarito: letra B. O tratamento de escolha para formas graves de rosácea é a minociclina por via oral, um antibiótico do grupo das tetraciclinas, que atua reduzindo a inflamação e a proliferação bacteriana associadas à doença. As demais opções (azitromicina, corticoide, ciprofloxacino e claritromicina) não são a primeira escolha nesse cenário, seja por menor eficácia, por perfil de efeitos adversos ou por não serem antibióticos de primeira linha para rosácea.
A rosácea é uma dermatose inflamatória crônica que afeta principalmente a face, manifestando-se por eritema, telangiectasias, pápulas e pústulas. Nas formas graves, o tratamento sistêmico é necessário, e os antibióticos orais são a base da terapia. As tetraciclinas, especialmente a minociclina e a doxiciclina, são os fármacos de escolha devido à sua ação anti-inflamatória, que vai além do efeito antibacteriano. Elas inibem a quimiotaxia de neutrófilos e a produção de citocinas pró-inflamatórias, controlando a resposta inflamatória característica da doença.
A minociclina é preferida em relação a outras tetraciclinas por apresentar melhor penetração tecidual e menor fotossensibilidade, embora possa causar hiperpigmentação e tontura em alguns pacientes. A doxiciclina é uma alternativa igualmente eficaz. O tratamento geralmente é mantido por semanas a meses, com ajuste conforme a resposta clínica.
Os macrolídeos (azitromicina e claritromicina) também têm ação anti-inflamatória e podem ser usados em casos de intolerância ou contraindicação às tetraciclinas, mas não são a primeira escolha. O corticoide oral não é indicado como tratamento de escolha, pois pode agravar a rosácea a longo prazo, causando efeito rebote e atrofia cutânea. O ciprofloxacino, uma fluoroquinolona, não tem papel estabelecido no tratamento da rosácea.
A banca explora a confusão entre os antibióticos de diferentes classes, testando se o candidato conhece a hierarquia terapêutica. A pegadinha está em oferecer alternativas que são antibióticos de amplo espectro, mas que não são a primeira linha para rosácea. O candidato que não domina o protocolo pode ser tentado a escolher um macrolídeo ou uma fluoroquinolona, mas a resposta correta é a tetraciclina.
A azitromicina é um macrolídeo com ação anti-inflamatória, mas não é o tratamento de escolha para formas graves de rosácea. Ela pode ser considerada em casos de intolerância às tetraciclinas, mas não é a primeira opção. A banca a inclui como distrator para testar o conhecimento da hierarquia terapêutica.
A minociclina é uma tetraciclina, classe de antibióticos que constitui o tratamento de escolha para formas graves de rosácea. Sua eficácia se deve à ação anti-inflamatória, que reduz a resposta imunológica exacerbada na pele. É a alternativa correta, conforme os protocolos dermatológicos.
O corticoide oral não é indicado como tratamento de escolha para rosácea grave. Seu uso prolongado pode causar efeito rebote, agravando o quadro, além de atrofia cutânea e outros efeitos sistêmicos. A banca o inclui para testar se o candidato sabe que corticoides não são a primeira linha nessa condição.
O ciprofloxacino é uma fluoroquinolona, antibiótico de amplo espectro, mas sem papel estabelecido no tratamento da rosácea. Não possui a ação anti-inflamatória específica das tetraciclinas e não é utilizado na prática clínica para essa finalidade.
A claritromicina, assim como a azitromicina, é um macrolídeo. Embora tenha alguma ação anti-inflamatória, não é o tratamento de escolha para rosácea grave. É uma alternativa de segunda linha, usada apenas em casos específicos de intolerância às tetraciclinas.
Gabarito: letra B
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