Um paciente de 51 anos sofre um traumatismo craniano após acidente automobilístico com fratura de osso temporal. Em sua tomografia computadorizada de crânio, realizada 1 hora após o trauma, evidencia-se um hematoma intracraniano extra-axial com formato biconvexo adjacente à fratura que comprime o cérebro. Podemos afirmar que se trata de um(a)?
AHematoma subdural por lesão de veias encefálicas.
BHematoma extradural por lesão de veias encefálicas.
CHematoma subdural por lesão da artéria meníngea média.
DHematoma extradural por lesão da artéria meníngea média.
EHemorragia subaracnoide por lesão de artérias encefálicas.
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GabaritoD — Hematoma extradural por lesão da artéria meníngea média.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Hematoma Extradural (Epidural) no Traumatismo Cranioencefálico
Gabarito: letra D. O quadro descrito — hematoma extra-axial biconvexo (lenticular) adjacente a fratura de osso temporal, comprimindo o cérebro — é a apresentação clássica do hematoma extradural, causado pela laceração da artéria meníngea média, que cursa com sangramento arterial entre a calota craniana e a dura-máter. As alternativas que mencionam hematoma subdural ou veias encefálicas estão incorretas, pois o subdural tem formato de crescente e origem venosa (veias pontinas).
O hematoma extradural (também chamado epidural) é uma coleção sanguínea que se acumula entre a calota craniana e a dura-máter. Sua causa mais frequente é a laceração da artéria meníngea média, que passa por um sulco no osso temporal — exatamente a região fraturada no paciente do enunciado. Por ser um sangramento arterial, sob pressão, o sangue vai "descolando" a dura-máter do osso, formando uma coleção que, na tomografia, tem o formato biconvexo ou lenticular (como uma lente de aumento). Esse acúmulo rápido aumenta a pressão intracraniana e comprime o cérebro, podendo levar a herniação e morte se não tratado cirurgicamente com urgência.
O hematoma subdural, por sua vez, é um sangramento venoso, que ocorre entre a dura-máter e a aracnoide, por lesão das veias pontinas (que drenam o córtex cerebral para os seios venosos durais). Por ser venoso e se espalhar pelo espaço subdural, ele assume o formato de crescente na tomografia, e costuma estar associado a lesão cerebral subjacente (contusão, edema). Já a hemorragia subaracnóidea traumática ocorre por rompimento de pequenos vasos nas cisternas e fissuras, com sangue no espaço subaracnóideo, preenchendo sulcos e cisternas — não forma coleção biconvexa.
A distinção entre esses hematomas é um dos pontos mais cobrados em neurologia de emergência, e a banca explora exatamente a associação entre o formato na TC e o vaso lesado. O quadro abaixo resume as diferenças essenciais:
Característica
Hematoma Extradural
Hematoma Subdural
Localização
Entre crânio e dura-máter
Entre dura-máter e aracnoide
Vaso lesado
Artéria meníngea média (em geral)
Veias pontinas
Tipo de sangramento
Arterial (rápido)
Venoso (lento)
Formato na TC
Biconvexo / lenticular
Crescente
Associação com fratura
Frequente (osso temporal)
Menos frequente
Lesão cerebral subjacente
Rara (prognóstico melhor)
Frequente
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o vaso e o formato entre os hematomas. O candidato que decora "extradural = artéria meníngea média" sem associar ao formato biconvexo pode cair na alternativa C (subdural com artéria meníngea média) ou na B (extradural com veias encefálicas). A chave é lembrar: extradural = arterial = biconvexo; subdural = venoso = crescente. Com esse par fixado, você elimina as alternativas erradas de imediato.
Hematoma extradural
1Localização
Entre crânio e dura-máter
2Vaso lesado
Artéria meníngea média
3Formato na TC
Biconvexo / lenticular
4Associação
Fratura de osso temporal
5Hematoma subdural
Localização
Entre dura-máter e aracnoide
Vaso lesado
Veias pontinas
Formato na TC
Crescente
Associação
Lesão cerebral subjacente
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que se trata de hematoma subdural por lesão de veias encefálicas. O erro está no tipo de hematoma: o formato biconvexo é característico do extradural, não do subdural (que é em crescente). Embora a origem venosa (veias pontinas) esteja correta para o subdural, ela não se aplica ao caso descrito, que tem apresentação típica de extradural.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona hematoma extradural, o que está correto quanto ao tipo, mas erra ao atribuir a lesão a veias encefálicas. O hematoma extradural é causado, na grande maioria dos casos, pela laceração da artéria meníngea média — um sangramento arterial. As veias encefálicas (pontinas) são a origem do hematoma subdural, não do extradural.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra ao classificar o hematoma como subdural. O formato biconvexo e a associação com fratura de osso temporal são típicos do extradural. Embora a artéria meníngea média seja o vaso corretamente lesado, ela está associada ao hematoma extradural, não ao subdural. A alternativa mistura o vaso de um com o tipo de outro.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente o caso: hematoma extradural por lesão da artéria meníngea média. O sangramento arterial entre a calota craniana e a dura-máter, adjacente à fratura do osso temporal, forma a coleção biconvexa que comprime o cérebro. É a apresentação clássica e a resposta correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Classifica o quadro como hemorragia subaracnóidea, que se caracteriza por sangue no espaço subaracnóideo, preenchendo sulcos e cisternas, sem formar coleção biconvexa. Além disso, a origem é o rompimento de pequenos vasos ou aneurismas, não a artéria meníngea média. O formato e a localização descritos no enunciado não correspondem a essa entidade.
Gabarito: letra D — hematoma extradural por lesão da artéria meníngea média, com formato biconvexo adjacente à fratura temporal.