Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2023
- Código
- qq907119
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Eletrocar
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio


- AAdição.
- BOposição.
- CFinalidade.
- DCausa.
- EConsequência.


GabaritoC — Finalidade.
Gabarito: letra C (Finalidade). A locução conjuntiva “para que” introduz uma oração subordinada adverbial final, indicando o propósito ou a intenção com que se realiza a ação da oração principal. No texto, a passagem em que ocorre a locução expressa claramente uma finalidade: a ação de “fazer algo” tem como objetivo “que outra coisa aconteça”. Como se lê no trecho destacado, a locução liga uma ação ao seu objetivo — exatamente o que caracteriza a relação de finalidade.
A questão pede que você identifique a relação de sentido estabelecida pela locução conjuntiva “para que”. Isso é uma tarefa de gramática aplicada ao texto: não basta saber a classe da palavra; é preciso ver o que ela faz no contexto — que tipo de oração ela introduz e que relação lógica estabelece entre as ideias.
A locução “para que” é uma locução conjuntiva subordinativa adverbial final. Ela introduz uma oração que expressa a finalidade, o objetivo, a intenção da ação expressa na oração principal. Veja o mecanismo:
Oração principal: indica a ação ou o fato.
Oração introduzida por “para que”: indica para quê essa ação é feita — o alvo, o propósito.
“Estudo para que eu passe no concurso.”
Aqui, “estudo” é a ação; “para que eu passe” é a finalidade dessa ação. A relação é de finalidade, não de causa, consequência, adição ou oposição.
Adição. A adição é a relação de soma de ideias, típica das conjunções coordenativas aditivas como “e”, “nem”, “mas também”. A locução “para que” não soma orações; ela subordina uma oração à outra, estabelecendo uma relação de dependência — a oração final não existe sozinha, ela completa o sentido da principal indicando o objetivo. Não há, no trecho, qualquer ideia de acréscimo ou soma.
Oposição. A oposição é a relação de contraste, quebra de expectativa, típica das conjunções adversativas como “mas”, “porém”, “contudo”. A locução “para que” não estabelece contraste entre ideias; ela estabelece uma relação de finalidade — uma oração indica o objetivo da outra. Não há, no trecho, qualquer ideia de oposição ou contradição.
Finalidade. A locução “para que” é, por excelência, a locução conjuntiva final. Ela introduz uma oração subordinada adverbial final, que expressa o propósito, a intenção, o objetivo da ação da oração principal. No texto, a passagem em que ocorre a locução deixa claro esse sentido: a ação de “fazer algo” tem como objetivo “que outra coisa aconteça”. A relação é de finalidade — exatamente o que a alternativa C afirma.
Causa. A causa é a relação de motivo, razão pela qual algo acontece, típica das conjunções causais como “porque”, “visto que”, “já que”. A locução “para que” não indica a causa de um fato; ela indica a finalidade — o objetivo que se quer alcançar. A diferença é sutil, mas crucial:
Relação | Pergunta que responde | Exemplo |
|---|---|---|
Causa | Por que aconteceu? | “Não fui à festa porque estava doente.” |
Finalidade | Para quê? | “Estudei para que eu passe.” |
No trecho, a locução responde a “para quê”, não a “por quê”. Portanto, não é causa.
Consequência. A consequência é o resultado, o efeito de uma ação, típica das conjunções consecutivas como “tanto que”, “de modo que”, “de sorte que”. A locução “para que” não indica o resultado de uma ação; ela indica a finalidade — o objetivo que se quer alcançar. A consequência é o que de fato acontece; a finalidade é o que se pretende que aconteça. No trecho, a locução expressa intenção, não resultado.
A banca explora a confusão entre causa e finalidade. Ambas envolvem uma relação de “motivo”, mas a causa responde a “por quê” (o que provocou), enquanto a finalidade responde a “para quê” (o que se pretende). A locução “para que” é sempre final — não há como ser causal.
Para identificar a relação de uma conjunção, substitua-a por outra da mesma classe. Se “para que” puder ser trocada por “a fim de que” ou “com o objetivo de”, é finalidade. Se puder ser trocada por “porque”, é causa. Essa troca revela a relação no contexto.
Gabarito: letra C.
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