Questão de Português — Ortografia — FUNDATEC 2023
- Código
- qq907322
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-SC
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior


- AMáquinas.
- BNós.
- CAngústias.
- DTrás.
- EDá.


GabaritoD — Trás.
Gabarito: letra D. A supressão do acento em trás geraria a forma tras, que não existe em Língua Portuguesa. As demais palavras, sem o acento, continuam existindo com outra classe gramatical ou grafia: maquinas (verbo), nos (pronome oblíquo/artigo), angustias (verbo) e da (preposição). A questão cobra o acento diferencial — aquele que distingue palavras homógrafas — e, no caso de trás, o acento é obrigatório para marcar a palavra existente, pois a forma sem acento não é dicionarizada.
A banca pede que você identifique qual palavra, ao perder o acento, deixa de existir no idioma. Isso exige conhecer as formas homógrafas (mesma grafia, sentidos diferentes) e saber que algumas palavras só existem com o acento. Vejamos cada caso.
Palavra | Sem acento | Existe? | Classe da forma sem acento |
|---|---|---|---|
Máquinas | maquinas | ✅ | Verbo maquinar |
Nós | nos | ✅ | Pronome oblíquo / contração |
Angústias | angustias | ✅ | Verbo angustiar |
Trás | tras | ❌ | Inexistente |
Dá | da | ✅ | Preposição |
Máquinas (substantivo, proparoxítona) sem acento vira maquinas — forma do verbo maquinar (2ª pessoa do singular do presente do indicativo: "tu maquinas"). Como a forma verbal existe, a supressão não gera palavra inexistente. A banca explora a confusão entre substantivo e verbo homógrafos.
Nós (pronome pessoal do caso reto) sem acento vira nos — pronome oblíquo átono ("ele nos viu") ou contração de em + os ("nos livros"). A forma sem acento existe, portanto a supressão não cria palavra inexistente. Aqui o acento é diferencial (distingue pronome reto de oblíquo), mas ambas as formas são válidas.
Angústias (substantivo, proparoxítona) sem acento vira angustias — forma do verbo angustiar (2ª pessoa do singular do presente: "tu angustias"). A forma verbal existe, então a supressão não gera palavra inexistente. Mesmo padrão da alternativa A: substantivo → verbo.
Trás (advérbio de lugar, como em "para trás") sem acento vira tras — forma que não existe no vocabulário oficial. Não há verbo trasar nem outra palavra tras dicionarizada. O acento em trás é obrigatório justamente porque a forma sem acento é inexistente. É o único caso em que a supressão gera uma não-palavra.
Dá (verbo dar, 3ª pessoa do singular do presente) sem acento vira da — preposição ("da casa"). A forma sem acento existe, portanto a supressão não cria palavra inexistente. O acento é diferencial entre verbo e preposição, mas ambas as grafias são válidas.
A banca mistura acento diferencial (que distingue palavras existentes, como nós/nos, dá/da) com acento obrigatório (que marca a única forma existente, como trás). A alternativa D é a única em que a forma sem acento não é dicionarizada — as demais têm par homógrafo válido.
Ao resolver questões de "supressão do acento", pergunte-se: "a forma sem acento existe no dicionário?" Se existir (mesmo com outra classe), a supressão não gera palavra inexistente. Só marque quando a forma sem acento for inexistente — caso raro, como trás.
Gabarito: letra D — única em que a supressão do acento produz forma inexistente.
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