Questão de Português — Vocativo e Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal, Adjunto Adverbial e Aposto — FUNDATEC 2023
Português›Vocativo e Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal, Adjunto Adverbial e Aposto
Código
qq907422
Banca
FUNDATEC
Órgão
IFC-SC
Ano
2023
Nível
Médio
Assinale a alternativa que indica a correta função sintática da oração sublinhada no trecho a seguir: “resistência dos líderes que temiam que a produtividade caísse”.
ASujeito.
BObjeto Direto.
CObjeto Indireto.
DAdjunto Adnominal.
EAdjunto Adverbial.
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GabaritoD — Adjunto Adnominal.
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Função sintática de oração com pronome relativo
Gabarito: letra D. A oração sublinhada "que temiam que a produtividade caísse" exerce função de adjunto adnominal do substantivo "líderes", pois é uma oração subordinada adjetiva introduzida pelo pronome relativo "que", caracterizando o antecedente.
A análise começa pelo verbo da oração: "temiam" (3ª pessoa do plural), cujo sujeito é o pronome relativo "que", que retoma "líderes". A oração "que temiam que a produtividade caísse" está diretamente ligada ao substantivo "líderes", atribuindo-lhe uma característica (líderes que temiam algo). Isso é típico de adjunto adnominal, termo acessório que modifica um substantivo, podendo vir com ou sem preposição (aqui sem preposição).
Importante não confundir com objeto direto ou indireto. Embora o verbo "temer" seja transitivo direto (temer algo), a oração não está completando o verbo de outra oração; ela está qualificando um nome. O "que" é pronome relativo, não conjunção integrante. Se fosse conjunção integrante (ex.: "Os líderes temiam que a produtividade caísse"), aí sim teríamos uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Mas no trecho dado, "que temiam..." é uma oração adjetiva restritiva, introduzida por pronome relativo, funcionando como adjunto adnominal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a possível confusão entre oração subordinada adjetiva (adjunto adnominal) e oração subordinada substantiva (objeto). O aluno que identificar o verbo "temiam" como transitivo pode ser levado a achar que a oração é objeto direto. Porém, o pronome relativo "que" retoma "líderes" e inicia uma caracterização, não um complemento verbal.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Sujeito: a oração não exerce função de sujeito de nenhum verbo. O sujeito de "temiam" é o próprio pronome relativo "que" (líderes), e a oração como um todo não é sujeito de outra estrutura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Objeto Direto: o verbo "temer" é transitivo direto, mas aqui o "que" é relativo; a oração não completa o sentido de nenhum verbo da oração principal. Ela modifica um nome.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Objeto Indireto: não há preposição exigida por verbo da oração principal. A oração não é introduzida por preposição e não completa verbo transitivo indireto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Adjunto Adnominal: a oração "que temiam que a produtividade caísse" é uma oração subordinada adjetiva restritiva, que modifica o substantivo "líderes", funcionando como adjunto adnominal. Confirma-se pela possibilidade de substituição por um adjetivo: "líderes temerosos" (embora não exato, mostra a função adjetiva).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Adjunto Adverbial: a oração não indica circunstância (tempo, causa, modo etc.) em relação a um verbo. Ela qualifica um nome, não modifica verbo, adjetivo ou advérbio.
Conclusão: A única função sintática compatível com a estrutura da oração sublinhada é adjunto adnominal. Letra D.
PEGA ESSA DICA!
6CTPF
As 9 conjunções subordinativas adverbiais: 6 começam com C (Causal, Comparativa, Concessiva, Condicional, Conformativa, Consecutiva) e 1 com cada uma de T (Temporal), P (Proporcional) e F (Final).