Questão de Psicologia — Teorias e Técnicas Psicoterápicas — IADES 2023
PsicologiaTeorias e Técnicas Psicoterápicas
- Código
- qq927197
- Banca
- IADES
- Órgão
- SES-DF
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência - Grupo 12 – Programa(s)- Psicoterapia, Psiquiatria da Infância e Adolescência e Psicogeriatria
Bia tem 22 anos e abriu a primeira ferida no braço há quase uma década e ainda não pode dizer que alcançou remissão completa do comportamento conhecido como cutting. Aos 13, quando fez o primeiro corte, a jovem se sentia triste e a relação com o pai era péssima. "Queria chamar a atenção de alguma forma. Dizer que eu estava ali e mostrar meu sofrimento", conta. A jovem voltou a se cortar aos 17, e a crise foi muito mais intensa. "Tanto os machucados quanto as crises foram piores. Eu desenvolvi métodos para me ferir: me queimava, me cortava, batia a cabeça na parede", diz. No auge da crise, Bia afirma ter passado uns dois ou três dias agonizando no quarto, machucando-se e tomando remédios. "O engraçado é que a pessoa para quem eu pedi ajuda foi o meu pai, justamente com quem mais eu tinha problema. Mas só fiz isso quando eu já estava toda machucada, com as pernas dilaceradas de tantos cortes", relata. (adaptado de Ailim-Cabral, Adriana Bernardes. Conheça histórias de pessoas que venceram o distúrbio da automutilação. Correio Brasilense, publicado em 21/04/2014).Para prevenir da cronificação do comportamento autolesivo sem intenção suicida de Bia, qual teria sido a melhor abordagem indicada?
- AExemplificar com casos reais de adolescentes com características semelhantes as consequências de curto e médio prazo do comportamento.
- BIndicar terapia sistêmica familiar para melhoria da qualidade da relação entre Bia e seu pai aliada a treinamento individual da adolescente para regulação dos impulsos.
- CComunicar a escola e os amigos próximos de Bia sobre o comportamento para reforçar a vigilância e prevenir o condicionamento do ato de ferir-se com a sensação de alívio.
- DInserir os pais em um programa de orientação parental para qualificar a solução de problemas no ambiente doméstico e incentivar o manejo disciplinar mais rígido para treinar a adolescente a tolerar melhor frustrações.