Questão de Medicina — Neurologia — IADES 2023
MedicinaNeurologia
- Código
- qq928521
- Banca
- IADES
- Órgão
- SMS de São Paulo - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Endocrinologia e Metabologia
Uma paciente de 21 anos de idade, previamente hígida, foi encaminhada ao serviço de emergência do hospital por suspeita inicial de meningite, pois relata que despertou subitamente durante a madrugada com cefaleia de forte intensidade, holocraniana, com episódio de fraqueza e vômito.Durante o transporte pré-hospitalar, a paciente evoluiu com episódio de síncope e rebaixamento de nível de consciência. Foi admitida no pronto atendimento em crise convulsiva inédita tônico-clônica, sem liberação esfincteriana.Após administração de 10 mg de diazepam IV, evoluiu com melhora no nível de consciência, mantendo cefaleia refratária à analgesia (dipirona 1 g IV).Apresentou nova crise convulsiva, mantendo sonolência e confusão, foi administrado ataque de fenitoína IV (10 mg/kg).Paciente sem história de trauma, febre ou outros sinais/sintomas.Ao seguinte exame físico, apresenta escala de coma de Glasgow 13 (desorientação temporal leve e sonolência), Agitação psicomotora, com pouca colaboração ao exame, Tax. = 36,8 °C, PA = 119 mmHg x 67 mmHg, FC = 104 bpm, SatO₂ = 98%, em ar ambiente, FR = 19 irpm, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem deficits motores, reflexos osteotendíneos simétricos (2/5), sensibilidade tátil e dolorosa aparentemente preservada, limitação de mirada superior ocular bilateral, duvidosa rigidez de nuca.De acordo com o caso clínico, assinale a alternativa correta.
- ANão há dados que sugerem um caso de cefaleia secundária.
- BO primeiro diagnóstico diferencial a ser descartado é migrânea com aura.
- CO primeiro exame a ser realizado, nesse caso, é a punção lombar.
- DNão existe nenhum indício de que essa paciente possa apresentar, em exame de imagem, um aneurisma da artéria carótida interna.
- EEntre os sinais de alarme que despertam atenção para possibilidade de cefaleia secundária, estão a cefaleia de forte intensidade que levou a paciente a despertar durante a madrugada.