Questão de Educação Física — Anatomia e Fisiologia do Corpo e Movimento — IADES 2023
Educação FísicaAnatomia e Fisiologia do Corpo e Movimento
- Código
- qq928734
- Banca
- IADES
- Órgão
- SMS de São Paulo - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Multiprofissional - Educação Física
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o transtorno do espectro do autismo (TEA) é classificado como um dos transtornos do neurodesenvolvimento, caracterizado pelas dificuldades de comunicação e interação social e pelos comportamentos restritos e repetitivos. É muito comum que pessoas com TEA tenham comorbidades, ou seja, a ocorrência de duas ou mais doenças relacionadas no mesmo paciente e ao mesmo tempo. Portanto, além de questões comportamentais, pessoas com TEA
- Aque sejam adultas e idosas, quando recebem acompanhamento multidisciplinar, nele deve haver muita ênfase no desenvolvimento de habilidades de base motora, como coordenação motora fina, pois, devido à rigidez cognitiva característica do transtorno, à esse ponto, é tarde para aprimorar habilidades funcionais, possibilidades de comunicação e ampliar seu repertório de comportamentos sociais.
- Bcomumente apresentam alterações motoras que podem ser sutis ou muito limitantes, como alterações de postura e de equilíbrio, incoordenação motora global e fina, hipotonia, dificuldades no sequenciamento motor e em lidar com objetos.
- Capresentam boa estabilidade de controle postural, baixa oscilação, maior dependência da visão, necessitando de grande número de ajustes antecipatórios e menor variabilidade nos ajustes compensatórios, tomando, de forma geral processamento vestibular e proprioceptivo típicos.
- Dtendem a apresentar algum grau de hipotonia, o que aumenta o risco de subluxação do quadril e alteração estrutural do crescimento ósseo com rotações além do aumento da curva do arco plantar, que pode interferir na base de apoio e no equilíbrio, com instabilidade de tornozelo, joelho e quadril, mudando a mecânica da marcha.
- Etêm o brincar comprometido na infância no período sensório-motor, na fase exploratório sensorial e motora primária, devido às dificuldades com relação às habilidades motoras grossas e finas. Já na fase do brincar simbólico (faz-de-conta e jogos com regras complexas), essas crianças tendem a otimizar suas habilidades sociais por terem eficiência no uso dos sistemas de neurônios-espelho e habilidades de imitação.