Em relação à etiologia genética das deficiências intelectuais, assinale a alternativa incorreta.
AAumento de número de cromossomos costumam ter como consequência deficiência intelectual
BMicrodeleções e duplicações cromossômicas são importantes causas de deficiência intelectual
CO sequenciamento gênico pode descobrir a etiologia de alguns casos de deficiência intelectual
DAlguns erros do metabolismo, se não tratados cursam com deficiência intelectual
EA síndrome Alcóolico-Fetal, é uma importante causa genética de deficiência intelectual
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GabaritoE — A síndrome Alcóolico-Fetal, é uma importante causa genética de deficiência intelectual
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Etiologia genética das deficiências intelectuais
Gabarito: letra E. A alternativa incorreta é a que afirma ser a síndrome alcoólica fetal uma importante causa genética de deficiência intelectual — na verdade, ela é uma causa ambiental (teratógena), resultante da exposição do feto ao álcool durante a gestação, e não de uma alteração no material genético. As demais alternativas descrevem corretamente causas genéticas: aneuploidias (como a trissomia do 21), microdeleções/duplicações, mutações gênicas detectáveis por sequenciamento e erros inatos do metabolismo.
A deficiência intelectual (DI) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits no funcionamento intelectual e adaptativo, com início no período do desenvolvimento. Suas causas são múltiplas e podem ser classificadas em genéticas (cromossômicas, gênicas, epigenéticas) e ambientais (infecciosas, tóxicas, traumáticas, nutricionais). A distinção entre essas categorias é fundamental na prática clínica e genética, pois orienta a investigação diagnóstica, o aconselhamento genético e as possibilidades de tratamento ou prevenção.
Entre as causas genéticas, destacam-se:
Alterações cromossômicas numéricas (aneuploidias): como a trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down), que cursa com DI em graus variáveis. A presença de um cromossomo extra altera o equilíbrio da expressão gênica e compromete o desenvolvimento neurológico.
Alterações cromossômicas estruturais: microdeleções e microduplicações (doenças por CNVs — variações no número de cópias), como a síndrome de Williams (deleção 7q11.23) e a síndrome de DiGeorge (deleção 22q11.2), que frequentemente cursam com DI.
Mutações gênicas: alterações em genes específicos que podem ser identificadas por sequenciamento de nova geração (painéis de genes, exoma ou genoma), permitindo o diagnóstico etiológico de muitos casos antes idiopáticos.
Erros inatos do metabolismo: como fenilcetonúria, galactosemia e hipotireoidismo congênito, que, se não tratados precocemente, levam ao acúmulo de substâncias tóxicas ou à deficiência de compostos essenciais, causando dano cerebral e DI. O tratamento dietético ou medicamentoso precoce pode prevenir ou minimizar o déficit.
Por outro lado, a síndrome alcoólica fetal (SAF) é a principal causa evitável de DI no mundo, mas sua etiologia é ambiental: o álcool é um teratógeno que atravessa a barreira placentária e interfere no desenvolvimento fetal, especialmente do sistema nervoso central. Não há alteração no DNA do feto; a exposição intrauterina ao etanol é o fator causal. Portanto, classificá-la como causa genética é um erro conceitual.
A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode associar "síndrome" a "genética", mas nem toda síndrome é genética. O próprio material de apoio destaca que "as síndromes não são necessariamente de etiologia genética", citando a síndrome alcoólica fetal como exemplo de causa ambiental.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca "causa de deficiência intelectual" por "causa genética". A SAF é causa de DI, mas não é genética — é ambiental (teratógena). Fique atento: nem toda síndrome é genética; a palavra "síndrome" indica apenas um padrão de anomalias com elo etiopatogênico comum, que pode ser ambiental.
Causas de deficiência intelectual
1Genéticas
Aneuploidias (ex.: trissomia 21)
Microdeleções/duplicações (CNVs)
Mutações gênicas (sequenciamento)
Erros inatos do metabolismo
2Ambientais
Infecciosas
Tóxicas
Síndrome alcoólica fetal (teratógena)
Traumáticas
Nutricionais
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Alternativa A — ✅ Correta
Aumento do número de cromossomos (aneuploidias, como a trissomia do 21) é uma causa genética bem estabelecida de deficiência intelectual. O desequilíbrio na dosagem gênica compromete o neurodesenvolvimento.
Alternativa B — ✅ Correta
Microdeleções e duplicações cromossômicas (CNVs) são causas importantes de DI, muitas vezes detectadas por técnicas como microarray cromossômico. Exemplos: síndrome de Williams, síndrome de DiGeorge.
Alternativa C — ✅ Correta
O sequenciamento gênico (painéis, exoma, genoma) permite identificar mutações em genes associados à DI, esclarecendo a etiologia de muitos casos. É uma ferramenta essencial na investigação diagnóstica.
Alternativa D — ✅ Correta
Erros inatos do metabolismo (ex.: fenilcetonúria, galactosemia) cursam com DI se não tratados precocemente. O tratamento dietético ou medicamentoso pode prevenir o dano neurológico.
Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A síndrome alcoólica fetal é causada pela exposição intrauterina ao álcool, um teratógeno — portanto, é uma causa ambiental, não genética. A alternativa a classifica erroneamente como causa genética, sendo esta a incorreta pedida.
Gabarito: letra E — a única alternativa incorreta, pois a síndrome alcoólica fetal é causa ambiental (teratógena), e não genética, de deficiência intelectual.