Questão de Química — Transformações Químicas e Energia — IBFC 2023
- Código
- qq936320
- Banca
- IBFC
- Órgão
- SEAD-GO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Ambiental - Engenharia Química
- AV - F - V
- BV - V - F
- CV - F - F
- DF - V - V
- EF - F - V
GabaritoC — V - F - F
Gabarito: letra C — sequência V - F - F. A primeira afirmativa descreve corretamente as semirreações da corrosão do ferro (oxidação no ânodo e redução do oxigênio no cátodo); a segunda inverte o critério de escolha do metal de sacrifício (o magnésio tem potencial de redução mais negativo, não o ferro); e a terceira erra ao afirmar que a proteção independe do meio corrosivo, quando o meio é fator determinante do processo. A base é a eletroquímica da corrosão, com os conceitos de ânodo/cátodo, potencial de redução e influência do eletrólito.
A corrosão é um processo eletroquímico espontâneo em que o metal perde elétrons (oxidação) e outra espécie os recebe (redução). No caso do ferro exposto ao ar úmido, o ferro metálico atua como ânodo, oxidando-se a Fe²⁺ e liberando elétrons; esses elétrons são consumidos no cátodo pela redução do oxigênio em meio ácido, formando água. As duas semirreações somadas representam a corrosão do ferro, que posteriormente leva à formação de ferrugem (óxidos hidratados).
A proteção catódica por metal de sacrifício baseia-se na diferença de potencial de redução: conecta-se à estrutura um metal mais facilmente oxidável (potencial de redução mais negativo), que passa a ser o ânodo do sistema, corroendo-se no lugar do ferro. O magnésio, o zinco e o alumínio são exemplos clássicos. O critério decisivo é justamente o potencial de redução — quanto mais negativo, maior a tendência a oxidar e, portanto, melhor o metal como ânodo de sacrifício.
O meio corrosivo (umidade, sais, pH, temperatura, presença de oxigênio) é fator primário na corrosão: ele define a velocidade e o tipo de ataque. A escolha do método de proteção (revestimentos, inibidores, proteção catódica) depende diretamente das características do meio. Afirmar que o meio é secundário contraria o fundamento do fenômeno.
A pegadinha central está na segunda afirmativa: a banca inverte a relação de potenciais. O candidato que memoriza "metal de sacrifício protege" sem entender o critério do potencial de redução tende a aceitar a frase como correta. Guarde a regra: o metal de sacrifício é o que tem potencial de redução MAIS NEGATIVO — é ele que oxida no lugar do ferro.
A afirmativa descreve corretamente as semirreações da corrosão do ferro em meio ácido. No ânodo ocorre a oxidação: Fe → Fe²⁺ + 2e⁻ (o ferro perde elétrons). No cátodo ocorre a redução do oxigênio: O₂ + 4H⁺ + 4e⁻ → 2H₂O (o oxigênio ganha elétrons, formando água). As duas equações estão balanceadas em massa e carga, e representam o processo eletroquímico da corrosão. A afirmativa está correta.
O erro está na relação de potenciais. O magnésio é usado como metal de sacrifício porque possui potencial de redução mais negativo que o ferro — ou seja, oxida mais facilmente, tornando-se o ânodo e protegendo o ferro (que vira cátodo). A afirmativa inverte essa relação ao dizer que o ferro tem potencial mais negativo que o magnésio. Se isso fosse verdade, o ferro oxidaria primeiro e o magnésio não o protegeria. A afirmativa está falsa.
A proteção contra corrosão depende diretamente do meio corrosivo. O meio (umidade, sais dissolvidos, pH, temperatura, presença de oxigênio) determina a agressividade do ataque e a escolha do método de proteção. Afirmar que o meio é fator secundário contraria o princípio fundamental da corrosão: sem meio corrosivo (eletrólito), não há processo eletroquímico. A afirmativa está falsa.
Conclusão: Verdadeiras apenas a 1ª afirmativa. Sequência V - F - F → letra C.
Gabarito: letra C
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