Questão de Biologia — Principais doenças endêmicas no Brasil — IBFC 2023
Biologia›Principais doenças endêmicas no Brasil
Código
qq937593
Banca
IBFC
Órgão
SEED-PR
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
DOCÊNCIA DOS COMPONENTES CURRICULARES DA MATRIZ - BIOLOGIA
A dengue tornou-se, ao longo dos anos, uma doença endêmica no Brasil e apresenta picos sazonais e ciclos epidêmicos. A transmissão, embora mais intensa no verão, pode ocorrer durante todo o ano, em especial nas regiões de clima quente e úmido. Sobre os picos sazonais e ciclos epidêmicos de dengue, assinale a alternativa que apresenta as suas causas principais.
AA introdução de um novo vírus, a baixa cobertura vacinal e um período insuficiente para produzir um agrupamento significativo de suscetíveis pelo acúmulo das coortes dos nascidos após a primeira epidemia
BA introdução de um novo vírus, a falta de antibióticos eficientes e um período insuficiente para produzir um agrupamento significativo de suscetíveis pelo acúmulo das coortes dos nascidos antes da primeira epidemia
CA introdução de um novo genótipo (ou linhagem) e um período suficiente para produzir um agrupamento significativo de suscetíveis pelo acúmulo das coortes dos nascidos após a primeira epidemia
DA introdução de um novo genótipo (ou linhagem), a baixa cobertura vacinal e um período suficiente para produzir um agrupamento significativo de suscetíveis pelo acúmulo das coortes dos nascidos antes da primeira epidemia
EA introdução de um novo genótipo (ou linhagem), a efetividade das intervenções de controle e um período suficiente para produzir um agrupamento significativo de suscetíveis pelo acúmulo das coortes dos nascidos após a primeira epidemia
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GabaritoC — A introdução de um novo genótipo (ou linhagem) e um período suficiente para produzir um agrupamento significativo de suscetíveis pelo acúmulo das coortes dos nascidos após a primeira epidemia
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Dengue: picos sazonais e ciclos epidêmicos
Gabarito: letra C. Os ciclos epidêmicos da dengue são explicados pela introdução de um novo genótipo (ou linhagem) viral, que encontra uma população sem imunidade específica, e pelo acúmulo de suscetíveis — as coortes de nascidos após a primeira epidemia —, que leva um período suficiente para atingir massa crítica de pessoas vulneráveis. A alternativa C reúne exatamente esses dois fatores, enquanto as demais trocam termos como "vírus" por "genótipo", "após" por "antes" ou inserem elementos sem relação causal direta, como baixa cobertura vacinal ou falta de antibióticos.
A dengue é uma arbovirose causada por um Flavivírus, com quatro sorotipos conhecidos (DENV-1 a DENV-4). A infecção por um sorotipo confere imunidade permanente contra ele, mas apenas temporária e parcial contra os demais. Essa característica é a chave para entender os ciclos epidêmicos: quando um novo genótipo ou sorotipo é introduzido em uma região, ele encontra uma população sem imunidade prévia, o que favorece a disseminação rápida. Além disso, entre uma epidemia e outra, acumulam-se indivíduos que nunca foram expostos ao vírus — principalmente os nascidos após o último surto —, formando um contingente de suscetíveis que, quando atinge tamanho suficiente, permite a ocorrência de novo pico epidêmico.
A sazonalidade, por sua vez, está ligada às condições ambientais: o verão, com calor e umidade, favorece a proliferação do mosquito vetor Aedes aegypti e a transmissão viral. Mas o ciclo epidêmico em si não depende de fatores como cobertura vacinal (a vacina contra dengue não é amplamente usada no controle de surtos) nem de antibióticos (ineficazes contra vírus). A alternativa correta captura a essência do modelo epidemiológico clássico: novo genótipo + acúmulo de suscetíveis.
Ciclos epidêmicos da dengue
1Causas principais
Introdução de novo genótipo (linhagem)
População sem imunidade específica
Acúmulo de suscetíveis
Coortes nascidas após a epidemia
Período suficiente para massa crítica
2Fatores que NÃO explicam
Baixa cobertura vacinal
Falta de antibióticos
Efetividade do controle vetorial
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está em "baixa cobertura vacinal" e em "vírus" no lugar de "genótipo". A vacina contra dengue (Qdenga, por exemplo) não é a principal causa dos ciclos epidêmicos; o fator central é a dinâmica de suscetíveis e a introdução de novas variantes virais. Além disso, o termo "vírus" é genérico demais — o que importa é a introdução de um novo genótipo ou sorotipo, pois a população já tem contato com os sorotipos circulantes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Apresenta dois erros: "falta de antibióticos eficientes" (antibióticos não têm efeito sobre vírus, então não influenciam a dinâmica da dengue) e "nascidos antes da primeira epidemia" (esses indivíduos já teriam sido expostos e desenvolvido imunidade; os suscetíveis são os nascidos após a epidemia, que não tiveram contato com o vírus).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reúne os dois fatores essenciais: a introdução de um novo genótipo (ou linhagem) viral e o acúmulo de suscetíveis representado pelas coortes de nascidos após a primeira epidemia, que leva um período suficiente para que esse grupo atinja tamanho capaz de sustentar novo surto. É o modelo clássico de ciclos epidêmicos de dengue.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao incluir "baixa cobertura vacinal" (não é causa primária dos ciclos) e ao dizer "nascidos antes da primeira epidemia" (inverte a lógica: suscetíveis são os que nasceram depois, sem exposição prévia).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A "efetividade das intervenções de controle" não é causa dos ciclos epidêmicos; pelo contrário, intervenções eficazes reduzem a transmissão. O que gera o ciclo é a combinação de novo genótipo + acúmulo de suscetíveis, não o sucesso do controle vetorial.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca "genótipo" por "vírus" e inverte "após" por "antes" para confundir. Lembre-se: o que importa é a introdução de um novo genótipo (não apenas "vírus") e o acúmulo de suscetíveis nascidos após a epidemia — quem nasceu antes já teve contato e desenvolveu imunidade. Fique atento a esses detalhes na prova!
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre ciclos epidêmicos, foque nos fatores que aumentam o número de suscetíveis (novas coortes, novos sorotipos) e nas condições ambientais que favorecem o vetor. Ignore fatores como antibióticos ou vacinação, que não explicam a periodicidade dos surtos.