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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — IBFC 2023

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qq938322
Banca
IBFC
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Se um paciente apresentar algum critério de Vereckei como: Presença de uma onda R inicial na derivação aVR; Duração da onda R inicial ou da onda Q >40 ms; Presença de entalhes na porção inicial descendente de um complexo QRS predominantemente negativa; Rácio de activação-velocidade ventricular (vi/vt) <1; vi/vt é a excursão vertical (em milivolt) registrada durante os 40 ms iniciais (vi) e terminais (vt) 40 ms do complexo QRS. Assinale a alternativa que apresenta qual tipo de arritmia.
  1. ATaquicardia ventricular
  2. BTaquicardia sinusal
  3. CBradicardia sinusal
  4. DFibrilação atrial
  5. EFlutter atrial
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GabaritoA — Taquicardia ventricular

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Critérios de Vereckei e Taquicardia Ventricular

Gabarito: letra A. Os critérios de Vereckei são um conjunto de quatro achados eletrocardiográficos utilizados para diferenciar a taquicardia ventricular (TV) de uma taquicardia supraventricular com aberrância, em pacientes com taquicardia de QRS largo. A presença de qualquer um desses critérios — como a onda R inicial em aVR, a duração do QRS > 40 ms, os entalhes na porção descendente do QRS ou o rácio vi/vt < 1 — é altamente específica para o diagnóstico de TV.

Os critérios de Vereckei foram propostos como uma alternativa mais simples e rápida aos critérios clássicos de Brugada para o diagnóstico diferencial de taquicardias de QRS largo. Eles se baseiam na análise da morfologia do complexo QRS na derivação aVR, que é uma derivação que "olha" o coração de uma perspectiva específica. Em uma TV, a despolarização ventricular é anormal e lenta, o que se reflete em alterações características no início do QRS, como a presença de uma onda R inicial (em vez de uma onda Q ou S), um alargamento do QRS, entalhes (notching) e uma velocidade de ativação ventricular inicial mais lenta que a final.

Na prática clínica, quando um paciente apresenta taquicardia de QRS largo (duração > 120 ms), o médico deve rapidamente determinar se a origem é ventricular ou supraventricular. A TV é a causa mais comum e a mais perigosa, pois pode degenerar em fibrilação ventricular e parada cardíaca. Por isso, na dúvida, o paciente deve ser tratado como se tivesse TV. Os critérios de Vereckei ajudam a aumentar a precisão diagnóstica, mas a decisão de tratar não deve ser adiada por cálculos complexos.

A banca explora aqui a associação direta entre um critério eletrocardiográfico específico e o diagnóstico de TV. O candidato que não conhece os critérios de Vereckei pode se perder entre as opções de arritmias atriais (fibrilação e flutter) ou ritmos sinusais (taquicardia e bradicardia), que não apresentam essas alterações no QRS. A chave é lembrar que os critérios de Vereckei são um algoritmo para taquicardia de QRS largo, e o diagnóstico final é TV.

NÃO CAIA NESSA!

A banca não tenta confundir com um critério específico, mas sim testar se o candidato sabe que os critérios de Vereckei são usados para diagnosticar TV. A armadilha é o candidato associar os critérios a outras arritmias, como flutter atrial (que tem ondas F) ou taquicardia sinusal (que tem onda P normal). Lembre-se: critérios de QRS largo + análise de aVR = TV.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa correta é a letra A. Os critérios de Vereckei são especificamente descritos para o diagnóstico de taquicardia ventricular. A presença de qualquer um dos quatro critérios (onda R inicial em aVR, duração do QRS > 40 ms, entalhes na porção descendente do QRS, ou rácio vi/vt < 1) indica que a origem da taquicardia é ventricular. Isso ocorre porque, na TV, a ativação ventricular é anormal, lenta e assimétrica, o que se manifesta nessas alterações morfológicas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A taquicardia sinusal é um ritmo originado no nó sinusal, com onda P normal e QRS estreito. Não apresenta os critérios de Vereckei, que são específicos para QRS largo e origem ventricular. A taquicardia sinusal tem aceleração gradual, frequência entre 100 e 200 bpm e relação P:QRS 1:1, sem as alterações morfológicas descritas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A bradicardia sinusal é um ritmo lento (FC < 60 bpm) originado no nó sinusal, com onda P normal e QRS estreito. Não se aplica aos critérios de Vereckei, que são para taquicardias de QRS largo. A bradicardia sinusal não apresenta as alterações de ativação ventricular descritas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A fibrilação atrial é uma arritmia atrial caracterizada por ritmo irregular, ausência de onda P e presença de ondas f. O QRS geralmente é estreito, a menos que haja aberrância. Os critérios de Vereckei não se aplicam à fibrilação atrial, pois são específicos para taquicardia de QRS largo de origem ventricular.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O flutter atrial é uma arritmia atrial com ondas F em "dente de serra", frequência atrial de cerca de 300 bpm e QRS geralmente estreito. Não apresenta os critérios de Vereckei, que são para taquicardia de QRS largo. O flutter atrial tem características eletrocardiográficas distintas, como a atividade atrial contínua e regular.

Gabarito: letra A

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