Incursões estrangeiras em Sergipe (séculos XVI e XVII)
Gabarito: alternativa C — apenas as afirmativas III e IV estão corretas. A análise histórica mostra que a afirmativa I confunde os agentes do escambo (franceses, não ingleses) e exagera os produtos negociados; a afirmativa II erra ao atribuir a Francisco Pereira Coutinho uma capitania sergipana que não existia como unidade autônoma no sistema de capitanias.
Afirmativa I — ❌ Incorreta
A expedição de Gaspar de Lemos (1500) não registra visita a Sergipe na primeira década do século. Além disso, os primeiros contatos pacíficos e o escambo de pau-brasil foram realizados por franceses, não ingleses. Produtos como cana-de-açúcar e algodão só seriam cultivados mais tarde, não fazendo parte do comércio inicial.
Afirmativa II — ❌ Incorreta
No sistema de capitanias hereditárias (1534), o território do atual Sergipe integrava a Capitania da Bahia, cujo donatário era Francisco Pereira Coutinho. Não houve uma capitania separada para Sergipe naquele momento, e portanto não há registro de venda dessas terras ao donatário da Bahia (seria uma venda para si mesmo).
Afirmativa III — ✅ Correta
Durante a União Ibérica (1580–1640), Filipe II da Espanha ordenou a construção do arraial que deu origem à cidade de São Cristóvão (1590), que se tornou a sede da capitania subalterna de Sergipe Del Rey, subordinada à Bahia.
Afirmativa IV — ✅ Correta
Os rios (São Francisco, Real, Vaza-Barris, etc.) foram essenciais para a colonização do interior sergipano no século XVII, servindo como vias de navegação e como locais de fixação de vilas ribeirinhas.
Gabarito: letra C (apenas as afirmativas III e IV).