Questão de Medicina Legal — Odontologia Legal — IDECAN 2023
Medicina Legal›Odontologia Legal
Código
qq945483
Banca
IDECAN
Órgão
SSP-SE
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Perito Odonto-Legal
Dentre os diversos métodos de identificação humana, a Odontologia se destaca quando os corpos estão carbonizados, mutilados ou putrefeitos, circunstâncias em que normalmente as impressões digitais estão destruídas. Entretanto, há casos especiais em que corpos íntegros necessitam de uma avaliação odontológica forense, como nos casos de estrangeiros que não possuem registro civil de suas impressões digitais ou quando há histórico/evidência de trauma intraoral em corpos com rigidez mandibular instalada. Para tanto, várias técnicas de acesso e incisões estão descritas na literatura odontológica para amparar uma autópsia oral e, neste contexto, marque a alternativa correta que contém uma técnica indicada para subsidiar a referida forma de autópsia, em corpo íntegro, não mutiladora (conservadora) dos tecidos faciais, em um caso hipotético de suicídio com tiro na boca.
ATécnica de Luntz e Luntz (1973)
BTécnica de Morlang (1982)
CTécnica de Heit e colaboradores (2014)
DTécnica de Correa Ramires (1990)
ETécnica de Ferreira e colaboradores (1997)
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GabaritoC — Técnica de Heit e colaboradores (2014)
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Identificação Humana: Técnicas de Autópsia Oral em Corpos Íntegros
Gabarito: letra C. A técnica de Heit e colaboradores (2014) é a única indicada para realizar uma autópsia oral não mutiladora (conservadora) em corpo íntegro, especialmente em casos de suicídio por tiro na boca. Ela permite acesso à cavidade oral sem incisões faciais externas, preservando a estética facial – requisito do enunciado.
A banca cobra o conhecimento específico sobre as técnicas de autópsia oral na Odontologia Legal. O diferencial está na característica de conservadorismo: em corpos íntegros, a técnica deve evitar danos estéticos. Vejamos por que cada alternativa está errada:
Alternativa A — ❌ Incorreta
Técnica de Luntz e Luntz (1973). Essa técnica é mais antiga e envolve incisões externas na face, sendo considerada mutiladora. Não se aplica ao caso de corpo íntegro com necessidade de preservação estética.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Técnica de Morlang (1982). Embora seja uma técnica clássica, também requer incisões faciais e exposição óssea, não sendo conservadora.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Técnica de Heit e colaboradores (2014). Descrita como uma técnica minimamente invasiva, com acesso exclusivamente intraoral. Utiliza afastadores e não deixa cicatrizes externas, ideal para os casos descritos no enunciado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Técnica de Correa Ramires (1990). É uma técnica para exame de mandíbula e maxila, mas usualmente requer incisões externas, não sendo a mais conservadora.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Técnica de Ferreira e colaboradores (1997). Também não é considerada conservadora, pois envolve descolamento de tecidos faciais e incisões mais amplas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre técnicas clássicas (mais invasivas) e modernas conservadoras. O candidato pode ser tentado a marcar Luntz ou Morlang por serem mais conhecidas, mas o enunciado pede expressamente técnica não mutiladora. A Heit et al. (2014) é a resposta menos óbvia, mas correta.