Questão de Medicina — Angiologia — IESES 2023
MedicinaAngiologia
- Código
- qq950445
- Banca
- IESES
- Órgão
- Prefeitura de Gaspar - SC
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Angiologista
As complicações advindas do tromboembolismo endovenoso (TEV) geram sequelas à população acometida de forma aguda, causando óbito em 0,2% dos casos de embolia pulmonar ou tardia. O TEV também resulta em quadros de hipertensão pulmonar (4%) e síndrome pós-trombótica (50%). A profilaxia deve ser realizada de forma rotineira, já que a maioria dos pacientes é assintomática e/ou apresenta sintomas frustros. Sabe-se que, quando a profilaxia é aplicada de forma eficaz, é possível reduzir em dois terços os casos de trombose venosa profunda (TVP) e em um terço os de tromboembolismo pulmonar (TEP).Em relação à profilaxia medicamentosa é correto afirmar:
- ADabigatrana: São antagonistas da vitamina K. Atuam sobre os fatores II, VII, IX e X e sobre as proteínas C e S. As doses de cumarínicos devem ser ajustadas de modo a manter a razão normalizada internacional (RNI) entre 2 e 3. São agentes altamente eficazes, mas exigem controle laboratorial.
- BFondaparinux: Trata-se de fármaco antifator Xa. A dose recomendada na profilaxia do TEV é 0,3 mL (2.850 UI), por via subcutânea. Deve ser empregada com cautela em pacientes frágeis; naqueles com insuficiência renal, as doses devem ser corrigidas pelo peso corporal e pelo clearance de creatinina.
- CHeparina não fracionada: Polissacarídeo natural. Seu efeito anticoagulante dá-se por meio da interação com a antitrombina III, mudando sua conformação natural e acelerando a inativação dos fatores XIIa, XIa, Xa e IIa. Os dois últimos são os mais afetados. Apenas um terço da dose liga-se à antitrombina III, promovendo ação anticoagulante. Sua eliminação é renal; não precisa de ajuste na dose. A dose recomendada é de 5.000 UI, por via subcutânea, duas a três vezes ao dia.
- DNadroparina: É um inibidor sintético do fator Xa, cuja ação é mediada pela antitrombina III. Sua administração deve ser feita por via subcutânea, na dose de 2,5 mg a cada 24 horas, com extrema cautela em pacientes frágeis. Faz-se uma ressalva em pacientes cirúrgicos: a primeira dose só deve ser administrada 6 horas após a cirurgia, pelo risco aumentado de sangramento. A associação de cumarínicos e salicílicos não é permitida.