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Questão de Medicina — Hematologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaHematologia
Código
qq968878
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Multiprofisisonal e em Área Profissional da Saúde - Biomedicina
Paciente de 43 anos, sexo feminino, foi levada ao hospital universitário após acidente de trânsito com fratura exposta e perda de sangue, necessitando de transfusão sanguínea. Entre os exames realizados pelo Banco de Sangue, antes da transfusão, um deles foi o Teste de Coombs indireto, que tem como objetivo
  1. Apesquisar amostra negativa para Rh.
  2. Bidentificar pacientes com anemia falciforme.
  3. Cidentificar anticorpos anti-HBS.
  4. Didentificar a presença de anticorpos livres no plasma ou no soro.
  5. Epesquisar tipo sanguíneo do receptor x doador.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — identificar a presença de anticorpos livres no plasma ou no soro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teste de Coombs indireto na rotina transfusional

Gabarito: letra D. O Teste de Coombs indireto (TAI) tem como objetivo identificar a presença de anticorpos livres (irregulares) no plasma ou no soro do paciente, sendo essencial na triagem pré-transfusional para prevenir reações hemolíticas. Esse exame detecta anticorpos IgG que podem reagir com antígenos de hemácias do doador, e sua realização é obrigatória antes de qualquer transfusão, conforme as boas práticas em hemoterapia.

O Teste de Coombs indireto é um dos pilares da segurança transfusional. Ele funciona em duas etapas: primeiro, o soro do paciente é incubado com hemácias-teste de antígenos conhecidos; depois, adiciona-se a antiglobulina humana (reagente de Coombs), que promove a aglutinação se houver anticorpos IgG ligados às hemácias. A presença de aglutinação indica que o paciente possui anticorpos irregulares circulantes, o que exige a seleção de unidades de sangue compatíveis (fenotipadas ou com antígenos negativos para os anticorpos identificados).

Na prática clínica, o TAI é usado em três situações principais: (1) triagem pré-transfusional — para detectar aloanticorpos que possam causar reação hemolítica; (2) investigação de doença hemolítica perinatal — para avaliar risco de anemia fetal em gestantes Rh negativo sensibilizadas; e (3) avaliação de reações transfusionais — para identificar anticorpos formados após transfusões anteriores. No caso da paciente do enunciado, que sofreu fratura exposta com perda sanguínea e necessita de transfusão, o TAI é realizado justamente para garantir que não haja anticorpos que incompatibilizem as hemácias do doador.

A distinção fundamental que a banca explora é entre o Coombs direto e o Coombs indireto. O teste direto pesquisa anticorpos já aderidos às hemácias do paciente (útil na anemia hemolítica autoimune e na doença hemolítica do recém-nascido); o indireto pesquisa anticorpos livres no soro/plasma (útil na triagem pré-transfusional e na identificação de aloanticorpos). Essa diferença é o critério decisivo para separar as alternativas: a letra D descreve exatamente o Coombs indireto, enquanto as demais confundem o exame com outros testes ou conceitos.

A pegadinha desta questão está em associar o Coombs indireto a outros exames laboratoriais. O candidato que não domina a diferença entre os testes imuno-hematológicos pode marcar a letra E (tipagem sanguínea) ou a letra A (pesquisa de Rh), mas nenhuma delas corresponde ao objetivo do TAI. A tipagem ABO/Rh é feita por outros métodos (hemaglutinação direta), e a pesquisa de anticorpos anti-HBs é um teste sorológico para hepatite B, não relacionado à hemoterapia. Guarde a fronteira entre Coombs direto e indireto: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Teste de Coombs
  • 1Direto
    • Anticorpos aderidos às hemácias
    • Anemia hemolítica autoimune
    • DHRN
  • 2Indireto (TAI)
    • Anticorpos livres no soro/plasma
    • Triagem pré-transfusional
    • DHRN materno
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A pesquisa de amostra negativa para Rh não é o objetivo do Coombs indireto. A determinação do fator Rh é feita pela tipagem sanguínea (teste de aglutinação direta com anti-D), não pelo TAI. O Coombs indireto pesquisa anticorpos, não antígenos. A confusão aqui é trocar a finalidade do exame: tipagem (antígenos) versus pesquisa de anticorpos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O diagnóstico de anemia falciforme é confirmado pela eletroforese de hemoglobina, que demonstra a presença de hemoglobina S (HbS) em proporção elevada (85–98%). O Coombs indireto não tem relação com hemoglobinopatias. A banca insere essa alternativa para testar se o candidato associa exames hematológicos a doenças específicas de forma equivocada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A pesquisa de anticorpos anti-HBs é um teste sorológico para hepatite B (avalia imunidade pós-vacinação ou infecção prévia), realizado por métodos de imunoensaio (ELISA, quimioluminescência). Não é um teste imuno-hematológico e não faz parte da rotina pré-transfusional. A confusão aqui é entre anticorpos contra agentes infecciosos e anticorpos contra antígenos eritrocitários.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O Teste de Coombs indireto pesquisa anticorpos livres (irregulares) no plasma ou soro do paciente. Na rotina pré-transfusional, ele é essencial para detectar aloanticorpos que possam reagir com hemácias do doador, prevenindo reações hemolíticas transfusionais. A descrição da alternativa espelha exatamente a definição do exame: anticorpos livres no soro/plasma, detectados pela técnica de antiglobulina indireta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A pesquisa de tipo sanguíneo do receptor versus doador é feita pela tipagem ABO/Rh e pela prova cruzada (teste de compatibilidade), não pelo Coombs indireto. A prova cruzada verifica a compatibilidade entre o soro do receptor e as hemácias do doador, mas o TAI é um teste de triagem que antecede essa etapa. A alternativa confunde a finalidade do TAI com a da tipagem e da prova cruzada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a finalidade do Coombs indireto por outros exames da rotina transfusional: tipagem sanguínea (letra E), pesquisa de Rh (letra A) e testes sorológicos (letra C). O candidato que não domina a diferença entre Coombs direto (anticorpos aderidos às hemácias) e indireto (anticorpos livres no soro) cai facilmente. Lembre-se: o TAI é a triagem de anticorpos irregulares, não a tipagem nem a prova cruzada. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um quadro mental dos testes imuno-hematológicos: Coombs direto = anticorpos nas hemácias (anemia hemolítica autoimune, DHRN); Coombs indireto = anticorpos livres no soro (triagem pré-transfusional, DHRN materno); Tipagem ABO/Rh = antígenos nas hemácias; Prova cruzada = compatibilidade soro do receptor × hemácias do doador. Essa distinção é cobrada recorrentemente em provas de hematologia e hemoterapia.

Gabarito: letra D — o Teste de Coombs indireto identifica anticorpos livres no plasma ou soro, essencial na triagem pré-transfusional.

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