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Questão de Medicina — Dermatologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaDermatologia
Código
qq969491
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Ano Adicional: Cirurgia Plástica - PRM Área de Atuação: Atendimento ao Queimado
Um paciente idoso apresenta múltiplas lesões suspeitas de carcinoma basocelular em áreas fotoexpostas. Algumas das lesões exibem aparência clássica de "nódulo pérola", enquanto outras são mais superficiais e pigmentadas. Qual é o tratamento mais apropriado para essas lesões?
  1. ACirurgia de Mohs para todas as lesões.
  2. BRadioterapia para todas as lesões.
  3. CTerapia fotodinâmica para todas as lesões.
  4. DImunoterapia com checkpoint imunológico.
  5. EAbordagem individualizada de tratamento, considerando as características de cada lesão.
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GabaritoE — Abordagem individualizada de tratamento, considerando as características de cada lesão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma basocelular: abordagem terapêutica individualizada

Gabarito: letra E. O tratamento do carcinoma basocelular (CBC) deve ser individualizado, considerando o subtipo clínico, a localização, o tamanho, a profundidade e as condições do paciente — não existe uma única modalidade aplicável a todas as lesões. A cirurgia convencional é a primeira escolha na maioria dos casos, mas lesões superficiais podem ser tratadas com métodos destrutivos, e lesões de alto risco podem exigir cirurgia micrográfica de Mohs. Essa é a lógica que a alternativa correta espelha.

O carcinoma basocelular é a neoplasia maligna mais frequente no ser humano, originando-se das células da camada basal da epiderme. Está fortemente associado à exposição à radiação ultravioleta, especialmente UVB, e se manifesta em áreas fotoexpostas, como face e pescoço. Clinicamente, apresenta-se como lesão tumoral, muitas vezes ulcerada, com bordas arredondadas, roliças e peroladas — o clássico "nódulo pérola" —, podendo variar conforme o subtipo: nodular, superficial, esclerodermiforme, pigmentado e fibroepitelioma de Pinkus.

A escolha terapêutica depende diretamente dessas características. Para lesões de baixo risco, a cirurgia convencional com margens de 4 mm é a primeira escolha. Lesões maiores, infiltrativas, recidivadas ou em áreas de alto risco (como periorbitária) podem exigir cirurgia micrográfica de Mohs. Lesões superficiais podem ser tratadas com métodos destrutivos, como curetagem e eletrodessecação, crioterapia, laser de CO₂, imiquimode ou terapia fotodinâmica. A radioterapia é uma opção para pacientes idosos ou lesões em áreas de difícil acesso cirúrgico, mas não é indicada para todas as lesões. A imunoterapia com checkpoint imunológico é reservada para casos avançados ou metastáticos, não para lesões localizadas.

A pegadinha desta questão está na tentação de escolher uma modalidade única para todas as lesões. O enunciado descreve lesões com aparências distintas — algumas nodulares clássicas, outras superficiais e pigmentadas —, o que reforça a necessidade de uma abordagem individualizada. O tratamento ideal é aquele que considera cada lesão em seu contexto, respeitando os princípios de eficácia oncológica e preservação estética e funcional.

Guarde o critério decisivo: a modalidade terapêutica do CBC é definida caso a caso, com base no subtipo, risco e localização — é exatamente essa individualização que as alternativas A a D ignoram e a alternativa E consagra.

Tratamento do CBC
  • 1Individualizado (caso a caso)
    • Subtipo clínico
    • Tamanho e profundidade
    • Localização e risco
  • 2Modalidades
    • Cirurgia convencional (baixo risco)
    • Mohs (alto risco/recidivada)
    • Métodos destrutivos (superficial)
    • Radioterapia (idoso/difícil acesso)
    • Imunoterapia (avançado/metastático)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A cirurgia de Mohs é uma técnica de alta precisão, indicada para lesões de alto risco, recidivadas, em áreas de grande importância funcional ou estética (como periorbitária), ou com margens mal definidas. Não é indicada para todas as lesões, especialmente as superficiais de baixo risco, que podem ser tratadas com métodos mais simples e menos invasivos. A alternativa erra ao generalizar a indicação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A radioterapia é uma opção válida para pacientes idosos, lesões em áreas de difícil acesso cirúrgico ou como coadjuvante pós-cirúrgica. No entanto, não é o tratamento de primeira escolha para a maioria dos CBCs, e seu uso indiscriminado para todas as lesões não é recomendado, pois a cirurgia oferece melhor controle local e permite análise histopatológica da margem. A alternativa erra ao tornar a radioterapia a modalidade universal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A terapia fotodinâmica é eficaz para CBCs superficiais e lesões intraepiteliais, como ceratoses actínicas e doença de Bowen. Porém, não é indicada para lesões nodulares ou infiltrativas, pois não atinge profundidade suficiente para erradicar o tumor. A alternativa erra ao aplicar essa modalidade a todas as lesões, incluindo as nodulares clássicas descritas no enunciado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A imunoterapia com checkpoint imunológico (como inibidores de PD-1) é uma terapia sistêmica reservada para CBCs avançados, metastáticos ou irressecáveis, que não respondem a outras modalidades. Não tem indicação para lesões localizadas e ressecáveis, como as descritas no enunciado. A alternativa erra ao propor uma terapia sistêmica agressiva para lesões que podem ser tratadas localmente.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A abordagem individualizada é o princípio fundamental do tratamento do CBC. Cada lesão deve ser avaliada quanto ao subtipo clínico (nodular, superficial, esclerodermiforme, pigmentado), tamanho, localização, profundidade e risco de recidiva, para então escolher a modalidade terapêutica mais adequada — cirurgia convencional, Mohs, métodos destrutivos, radioterapia ou terapia fotodinâmica. A alternativa correta reflete exatamente essa lógica, reconhecendo que lesões com características distintas exigem tratamentos distintos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a escolher uma modalidade única e "definitiva" (Mohs, radioterapia, terapia fotodinâmica) para todas as lesões. A armadilha está em ignorar que o CBC tem subtipos e riscos diferentes, e que o tratamento é sempre individualizado. Lembre-se: a cirurgia é a base, mas a escolha depende da lesão — não existe "tamanho único" em oncologia cutânea.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, desconfie de alternativas que usam "todas" ou "sempre" para tratamentos oncológicos. A regra de ouro é: lesão superficial → métodos destrutivos; lesão nodular de baixo risco → cirurgia convencional; lesão de alto risco/recidivada → Mohs; lesão avançada/metastática → terapia sistêmica. Essa hierarquia resolve a maioria das questões sobre CBC.

Gabarito: letra E

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