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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaOncologia
Código
qq969494
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Ano Adicional: Cirurgia Plástica - PRM Área de Atuação: Atendimento ao Queimado
Uma paciente é diagnosticada com melanoma em estágio avançado, com metástases em linfonodos e órgãos distantes. Qual é o tratamento mais adequado para essa paciente?
  1. ACirurgia de excisão ampliada da lesão.
  2. BImunoterapia com checkpoint imunológico.
  3. CRadioterapia localizada nos linfonodos.
  4. DAplicação de crioterapia na lesão.
  5. ETratamento com corticosteroides tópicos.
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GabaritoB — Imunoterapia com checkpoint imunológico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Melanoma metastático: imunoterapia como base do tratamento sistêmico

Gabarito: letra B. Para melanoma em estágio avançado, com metástases em linfonodos e órgãos distantes (doença metastática), o tratamento mais adequado é a imunoterapia com inibidores de checkpoint imunológico (anti-PD-1 e anti-CTLA-4), que promovem respostas duráveis e melhora da sobrevida. A cirurgia com margens amplas é a base da terapia curativa apenas para doença localizada, e a radioterapia tem papel paliativo em situações específicas, como metástases cerebrais ou ósseas sintomáticas.

O melanoma é uma neoplasia cutânea de alta agressividade quando diagnosticada em fase avançada. O estadiamento utiliza o sistema TNM do AJCC, e a presença de metástases à distância caracteriza o estágio IV. Nesse cenário, a doença é considerada incurável na maioria dos casos, e o objetivo do tratamento passa a ser o controle da doença, a melhora da qualidade de vida e o prolongamento da sobrevida. A escolha terapêutica depende de fatores como a presença de mutações (especialmente BRAF V600), o desempenho clínico do paciente e a extensão da doença.

A imunoterapia revolucionou o tratamento do melanoma metastático. Os anticorpos monoclonais anti-PD-1 (como pembrolizumabe e nivolumabe) e anti-CTLA-4 (ipilimumabe) bloqueiam reguladores negativos da função dos linfócitos T, levando à ativação do sistema imune contra as células tumorais. Essa abordagem produz respostas duráveis e melhora a sobrevida global, sendo considerada a base fundamental da terapia sistêmica para melanoma metastático. Em tumores com mutação BRAF V600, a terapia-alvo com inibidores de BRAF e MEK (dabrafenibe e trametinibe) também é uma opção eficaz, com altas taxas de resposta, mas a imunoterapia permanece como pilar central.

A cirurgia de excisão ampliada é o tratamento de escolha para melanoma localizado, com margens de 1 a 2 cm dependendo da profundidade de Breslow. Em doença metastática, a cirurgia pode ter papel paliativo em casos selecionados (como ressecção de metástases únicas), mas não é o tratamento sistêmico adequado. A radioterapia é utilizada principalmente para controle local de metástases cerebrais, dor óssea, compressão medular ou lesões cutâneas/subcutâneas sintomáticas — sempre em caráter paliativo. A crioterapia e os corticosteroides tópicos são opções para lesões cutâneas superficiais ou condições inflamatórias, sem papel no tratamento do melanoma metastático.

A quimioterapia citotóxica, historicamente utilizada, mostrou-se pouco efetiva no melanoma metastático, sendo superada pela imunoterapia e pela terapia-alvo. A compreensão da biologia tumoral e dos mecanismos de escape imunológico foi crucial para o desenvolvimento dessas novas estratégias. A decisão terapêutica deve ser individualizada e discutida em equipe multidisciplinar, considerando o perfil molecular do tumor e as condições clínicas da paciente.

A pegadinha central desta questão está em associar o tratamento do melanoma metastático às opções locais (cirurgia, radioterapia, crioterapia) ou a tratamentos inespecíficos (corticosteroides), quando a abordagem correta é a terapia sistêmica com imunoterapia. O candidato deve reconhecer que, em doença avançada, o tratamento é sistêmico e baseado em imunoterapia ou terapia-alvo, não em modalidades locais.

1Tratamento sistêmico
Imunoterapia (anti-PD-1, anti-CTLA-4)
Terapia-alvo (BRAF/MEK, se mutação)
2Tratamento local (paliativo)
Cirurgia (metástase única)
Radioterapia (cérebro, osso)
3Sem papel
Crioterapia
Corticosteroides tópicos
Melanoma metastático (estágio IV)
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Melanoma metastático (estágio IV): Tratamento sistêmico (Imunoterapia (anti-PD-1, anti-CTLA-4), Terapia-alvo (BRAF/MEK, se mutação)); Tratamento local (paliativo) (Cirurgia (metástase única), Radioterapia (cérebro, osso)); Sem papel (Crioterapia, Corticosteroides tópicos)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A cirurgia de excisão ampliada é o tratamento de escolha para melanoma localizado, com margens de 1 a 2 cm, e pode ser considerada em casos selecionados de doença metastática ressecável. No entanto, em paciente com metástases em linfonodos e órgãos distantes, a cirurgia isolada não é o tratamento mais adequado, pois não aborda a doença sistêmica. O erro está em aplicar uma modalidade local a uma doença disseminada.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A imunoterapia com inibidores de checkpoint imunológico (anti-PD-1 e anti-CTLA-4) é a base do tratamento sistêmico do melanoma metastático. Esses agentes bloqueiam reguladores negativos da resposta imune dos linfócitos T, promovendo ativação imunológica contra o tumor e produzindo respostas duráveis com melhora da sobrevida. É a opção mais adequada para a paciente descrita, com doença avançada e metastática.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A radioterapia localizada nos linfonodos tem papel paliativo no melanoma metastático, sendo utilizada para controle de sintomas como dor, compressão medular ou metástases cerebrais. Não é o tratamento sistêmico de escolha para doença disseminada, pois não trata as metástases à distância de forma abrangente. O erro está em considerar uma modalidade local como tratamento principal para doença metastática.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A crioterapia é uma técnica ablativa local, indicada para lesões cutâneas superficiais, como ceratoses actínicas ou pequenos carcinomas basocelulares. Não tem papel no tratamento do melanoma metastático, que exige abordagem sistêmica. O erro está em aplicar uma técnica de destruição local a uma doença disseminada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os corticosteroides tópicos são utilizados para condições inflamatórias cutâneas, como dermatites e eczemas. Não têm atividade antitumoral e não são indicados no tratamento do melanoma, seja localizado ou metastático. O erro está em confundir uma medicação sintomática com uma terapia oncológica efetiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre tratamento local (cirurgia, radioterapia, crioterapia) e tratamento sistêmico (imunoterapia, terapia-alvo) no melanoma metastático. O candidato pode ser induzido a escolher a cirurgia por ser o tratamento clássico do melanoma, mas em doença avançada a abordagem correta é a imunoterapia. Lembre-se: doença metastática exige terapia sistêmica, não modalidades locais.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de oncologia, identifique primeiro o estágio da doença. Se houver metástases à distância, o tratamento é sistêmico (imunoterapia, terapia-alvo, quimioterapia). Modalidades locais (cirurgia, radioterapia) são reservadas para doença localizada ou para paliação de sintomas específicos. Essa distinção resolve a maioria das questões sobre tratamento oncológico.

Gabarito: letra B

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