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Questão de Medicina — Envenenamentos e Acidentes — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaEnvenenamentos e Acidentes
Código
qq969506
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Ano Adicional: Cirurgia Plástica - PRM Área de Atuação: Atendimento ao Queimado
Um paciente de 45 anos foi admitido na unidade de queimados com queimaduras graves em seu tronco, membros superiores e cabeça. Após a fase aguda do tratamento, o médico está preocupado com o desenvolvimento de contraturas e deformidades articulares. Qual é a principal intervenção fisioterapêutica para prevenir contraturas articulares em pacientes com queimaduras graves?
  1. AAlongamento passivo das articulações.
  2. BImobilização completa dos membros afetados.
  3. CRestrição do movimento articular.
  4. DFortalecimento ativo dos músculos afetados.
  5. EMassagem profunda nas áreas queimadas.
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GabaritoA — Alongamento passivo das articulações.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prevenção de contraturas articulares em queimaduras graves

Gabarito: letra A. A principal intervenção fisioterapêutica para prevenir contraturas articulares em pacientes com queimaduras graves é o alongamento passivo das articulações, pois mantém a amplitude de movimento (ADM) e impede o encurtamento dos tecidos moles durante o processo de cicatrização. As demais alternativas (imobilização completa, restrição do movimento, fortalecimento ativo e massagem profunda) são inadequadas ou até contraindicadas nesse contexto.

O paciente grande queimado, como o descrito no enunciado (tronco, membros superiores e cabeça), apresenta alto risco de desenvolver contraturas articulares e deformidades. Isso ocorre porque a pele queimada, ao cicatrizar, sofre um processo de contração da ferida e formação de cicatriz hipertrófica, que tende a encurtar os tecidos e limitar a movimentação articular. A fisioterapia tem papel fundamental na reabilitação, atuando desde a fase aguda até a fase de reabilitação tardia.

O alongamento passivo é a técnica de eleição para prevenir contraturas, pois o terapeuta movimenta a articulação do paciente dentro da amplitude disponível, sem que ele realize esforço ativo. Esse alongamento deve ser realizado de forma suave, progressiva e frequente, respeitando os limites de dor e a integridade dos enxertos de pele, quando presentes. O objetivo é manter a elasticidade dos tecidos, evitar o encurtamento muscular e capsular, e preservar a função articular.

A imobilização completa (alternativa B) e a restrição do movimento articular (alternativa C) são condutas opostas ao princípio da prevenção de contraturas. Embora em alguns momentos específicos (como após enxertia de pele) possa ser necessária uma imobilização temporária para proteger o enxerto, a imobilização prolongada é justamente um dos fatores que predispõem à formação de contraturas, pois favorece o encurtamento dos tecidos e a rigidez articular. O fortalecimento ativo (alternativa D) é importante na fase de reabilitação, mas não é a principal intervenção para prevenir contraturas na fase aguda, pois o paciente pode não ter condições de realizar esforço ativo e o foco inicial é a manutenção da ADM. A massagem profunda (alternativa E) é contraindicada nas áreas queimadas, especialmente na fase aguda, pois pode causar dor, lesar o tecido em cicatrização e aumentar o risco de infecção.

A abordagem fisioterapêutica no paciente queimado envolve um conjunto de medidas, incluindo o posicionamento adequado no leito, o uso de órteses e talas em posição funcional, e a mobilização precoce. O alongamento passivo é a base desse processo, sendo realizado em todas as articulações afetadas, com ênfase nas áreas de maior risco, como mãos, punhos, cotovelos, ombros e joelhos. A frequência e a intensidade do alongamento devem ser ajustadas conforme a tolerância do paciente e a fase de cicatrização.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o que é adequado na fase aguda (prevenção de contraturas) e o que é adequado na fase de reabilitação (fortalecimento). O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa D (fortalecimento ativo), mas a questão pergunta especificamente sobre a prevenção de contraturas, e não sobre a recuperação da força muscular. O alongamento passivo é a resposta correta porque atua diretamente na manutenção da ADM, que é o fator crítico para evitar o encurtamento dos tecidos.

  1. 1Fase aguda: alongamento passivo
  2. 2Posicionamento e órteses
  3. 3Mobilização precoce
  4. 4Reabilitação: fortalecimento ativo
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O alongamento passivo das articulações é a principal intervenção fisioterapêutica para prevenir contraturas em pacientes com queimaduras graves. Ele mantém a amplitude de movimento, alonga os tecidos moles em processo de cicatrização e impede o encurtamento muscular e capsular, que são a base fisiopatológica das contraturas. Essa técnica deve ser iniciada precocemente, de forma suave e progressiva, respeitando a dor e a integridade dos enxertos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A imobilização completa dos membros afetados é contraindicada como medida preventiva de contraturas. Embora possa ser necessária temporariamente após procedimentos cirúrgicos (como enxertia de pele), a imobilização prolongada favorece o encurtamento dos tecidos, a rigidez articular e a formação de contraturas, exatamente o oposto do que se deseja. O posicionamento funcional e a mobilização precoce são as condutas recomendadas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A restrição do movimento articular é igualmente inadequada, pois a falta de movimentação leva à atrofia muscular, à rigidez capsular e ao encurtamento dos tecidos, predispondo à formação de contraturas. O princípio da prevenção é justamente o oposto: manter a articulação em movimento, dentro dos limites tolerados, para preservar a ADM.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O fortalecimento ativo dos músculos afetados é uma conduta importante na fase de reabilitação, mas não é a principal intervenção para prevenir contraturas na fase aguda. Nessa fase, o foco é a manutenção da ADM por meio de alongamento passivo, pois o paciente pode não ter condições de realizar esforço ativo devido à dor, ao edema e à fragilidade dos tecidos. O fortalecimento será introduzido progressivamente, após a estabilização do quadro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A massagem profunda nas áreas queimadas é contraindicada, especialmente na fase aguda. Ela pode causar dor intensa, lesar o tecido em cicatrização, aumentar o risco de infecção e até mesmo deslocar enxertos de pele. A massagem, quando indicada, deve ser suave e realizada apenas em áreas não queimadas ou após a completa cicatrização, com o objetivo de mobilizar cicatrizes, e não como medida preventiva de contraturas.

Gabarito: letra A

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