Questão de Medicina — Oftalmologia — INSTITUTO AOCP 2023
Medicina›Oftalmologia
Código
qq969760
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Ano Adicional: Transplante de Córnea
As drusas são o sinal clínico mais característico da degeneração macular relacionada à idade. Sobre elas, é correto afirmar que
Asão depósitos branco-amarelados discretamente elevados, localizados entre a membrana de Bruch e o EPR.
Bna angiofluoresceínografia, as drusas moles aparecem hiperfluorescentes por defeito em janela.
Cna angiofluoresceínografia, as drusas duras são hipofluorescentes por bloqueio no início do exame e depois captam contraste e tornam-se hiperfluorescentes.
Das drusas duras estão mais associadas à possibilidade de evolução para formas graves de DMRI que outros tipos de drusas.
Eas drusas duras se localizam exclusivamente na mácula.
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GabaritoA — são depósitos branco-amarelados discretamente elevados, localizados entre a membrana de Bruch e o EPR.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Drusas na Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
Gabarito: letra A. As drusas são depósitos extracelulares localizados entre a membrana de Bruch e o epitélio pigmentar da retina (EPR), apresentando-se como lesões branco-amareladas discretamente elevadas — exatamente o que descreve a alternativa A. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre a apresentação angiográfica e o risco de progressão das drusas.
As drusas representam o acúmulo de material lipídico e proteico entre a membrana de Bruch e o EPR, sendo o achado mais precoce e característico da DMRI. Elas são classificadas em duras (pequenas, < 63 µm, bem delimitadas) e moles (maiores, ≥ 125 µm, com bordas mal definidas), e essa distinção tem implicações prognósticas importantes: as drusas moles estão mais associadas à progressão para formas avançadas da doença, enquanto as duras são consideradas de menor risco.
Na angiografia fluoresceínica, o comportamento das drusas reflete a integridade do EPR. As drusas duras, por serem pequenas e bem delimitadas, permitem a visualização da fluorescência coroidea através do EPR atrófico, manifestando-se como hiperfluorescência por defeito em janela. Já as drusas moles, por serem maiores e mais confluentes, podem apresentar hipofluorescência inicial por bloqueio, com captação tardia do contraste. É importante destacar que a hiperfluorescência por defeito em janela é característica das drusas duras, não das moles.
O risco de evolução para DMRI avançada é maior nas drusas moles, especialmente quando são numerosas, confluentes ou associadas a alterações pigmentares do EPR. As drusas duras, embora também possam estar presentes na DMRI, não carregam o mesmo risco prognóstico. Além disso, as drusas não se localizam exclusivamente na mácula — podem ocorrer em outras regiões da retina, embora sejam mais frequentes na região macular.
A compreensão dessas características é essencial para o diagnóstico e a estratificação de risco na DMRI, permitindo identificar pacientes que se beneficiariam de acompanhamento mais próximo e intervenções precoces. A classificação AREDS, amplamente utilizada, baseia-se justamente no tamanho e na extensão das drusas para categorizar a doença em estágios.
Guarde a distinção entre drusas duras e moles: é exatamente nela que as alternativas se dividem — a localização anatômica, o padrão angiográfico e o risco de progressão são os critérios decisivos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente a localização e a aparência das drusas: depósitos branco-amarelados, discretamente elevados, localizados entre a membrana de Bruch e o EPR. Essa é a definição clássica de drusa, confirmada pela histopatologia e pela observação clínica na biomicroscopia do fundo de olho.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa inverte o padrão angiográfico: as drusas moles não aparecem hiperfluorescentes por defeito em janela. Esse padrão é característico das drusas duras, que são pequenas e permitem a visualização da fluorescência coroidea através do EPR. As drusas moles, por serem maiores e confluentes, tendem a apresentar hipofluorescência inicial por bloqueio, com possível captação tardia.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa descreve erroneamente o comportamento das drusas duras na angiografia. As drusas duras são hiperfluorescentes por defeito em janela desde o início do exame, sem o padrão de bloqueio inicial seguido de captação tardia descrito. Esse padrão de hipofluorescência inicial com hiperfluorescência tardia é mais compatível com drusas moles ou com outras lesões que causam bloqueio, como hemorragias ou exsudatos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa inverte o risco prognóstico: são as drusas moles que estão mais associadas à evolução para formas graves de DMRI, não as duras. As drusas moles, especialmente quando numerosas e confluentes, indicam maior risco de neovascularização coroidea e atrofia geográfica. As drusas duras são consideradas de menor risco.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que as drusas duras se localizam exclusivamente na mácula, o que é falso. Embora sejam mais frequentes na região macular, as drusas podem ocorrer em outras áreas da retina, como a periferia. A localização exclusivamente macular não é uma característica das drusas duras.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre drusas duras e moles, invertendo o padrão angiográfico (defeito em janela) e o risco de progressão. Lembre-se: duras = pequenas, bem delimitadas, hiperfluorescentes por defeito em janela, menor risco; moles = grandes, confluentes, hipofluorescentes iniciais, maior risco. Com treino, você identifica essas trocas rapidamente 💪