Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — INSTITUTO AOCP 2023
Medicina›Alergia e Imunologia
Código
qq969908
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Alergia e Imunologia Pediátrica
Os testes de provocação oral para medicamentos são o padrão-ouro para confirmação diagnóstica, contudo são contraindicados em alguns casos, EXCETO
Ano caso de asma não controlada.
Bno caso de gravidez.
Cno caso de uso de betabloqueadores.
Dno caso de rinoconjuntivite alérgica.
Eno caso de doença cardíaca que não permita uso de adrenalina.
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GabaritoD — no caso de rinoconjuntivite alérgica.
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Testes de provocação oral para medicamentos: contraindicações
Gabarito: letra D. A rinoconjuntivite alérgica não é contraindicação para o teste de provocação oral com medicamentos — pelo contrário, é uma condição que pode até coexistir com a suspeita de alergia medicamentosa, mas não impede a realização do procedimento. As contraindicações clássicas incluem asma não controlada, gravidez, uso de betabloqueadores e doença cardíaca que impeça o uso de adrenalina (necessária para o manejo de reações anafiláticas). A questão pede a alternativa que não contraindica, ou seja, a exceção.
O teste de provocação oral (TPO) é o padrão-ouro para confirmar ou excluir o diagnóstico de alergia a medicamentos. Consiste na administração gradual e controlada do fármaco suspeito, sob supervisão médica, em ambiente com recursos para tratar reações adversas, incluindo anafilaxia. O objetivo é reproduzir os sintomas de forma segura, permitindo ao médico definir se o paciente realmente é alérgico àquele medicamento.
A lógica das contraindicações está na segurança do paciente durante o procedimento. Se o paciente tem asma não controlada, uma reação anafilática pode desencadear broncoespasmo grave, de difícil manejo. Na gravidez, o risco de reação sistêmica pode afetar o feto, e o tratamento da anafilaxia (adrenalina) também traz riscos. O uso de betabloqueadores interfere na resposta à adrenalina, tornando o tratamento de uma possível anafilaxia menos eficaz. E, se o paciente tem doença cardíaca que impede o uso de adrenalina, não há como tratar uma reação grave com segurança.
A rinoconjuntivite alérgica, por sua vez, é uma condição inflamatória das mucosas nasal e ocular, mediada por IgE, que não aumenta o risco de reações sistêmicas graves durante o TPO. Ela pode até ser uma manifestação de alergia a algum medicamento, mas não contraindica o teste. Na prática, o paciente com rinoconjuntivite alérgica pode realizar o TPO normalmente, desde que não apresente as outras contraindicações listadas.
A pegadinha da banca está em inverter a lógica: o candidato pode pensar que qualquer condição alérgica contraindica o teste, mas a rinoconjuntivite alérgica é uma exceção — ela não é contraindicação. As demais alternativas (asma não controlada, gravidez, betabloqueadores e doença cardíaca) são contraindicações reais, pois comprometem a segurança do procedimento.
Teste de provocação oral (TPO): Padrão-ouro (Confirma alergia a medicamentos, Administração gradual e controlada); Contraindicações (Asma não controlada, Gravidez, Betabloqueadores, Doença cardíaca (sem adrenalina)); Não contraindica (Rinoconjuntivite alérgica)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A asma não controlada é uma contraindicação real para o TPO. Durante o teste, uma reação alérgica pode desencadear broncoespasmo grave, e o manejo da anafilaxia em um paciente com asma descontrolada é muito mais difícil. Por isso, o teste deve ser adiado até que a asma esteja controlada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A gravidez é uma contraindicação real para o TPO. O risco de reação anafilática materna pode comprometer a oxigenação fetal, e o uso de adrenalina (tratamento de primeira linha para anafilaxia) pode causar vasoconstrição uterina e sofrimento fetal. O teste é adiado para após o parto, se ainda for necessário.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O uso de betabloqueadores é uma contraindicação real para o TPO. Os betabloqueadores antagonizam os efeitos da adrenalina, que é o medicamento essencial para tratar uma reação anafilática. Se o paciente estiver em uso de betabloqueador, a resposta ao tratamento da anafilaxia fica comprometida, aumentando o risco de desfecho fatal.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A rinoconjuntivite alérgica não é contraindicação para o TPO. Ela é uma condição alérgica localizada (mucosa nasal e ocular), que não aumenta o risco de reações sistêmicas graves durante o teste. O paciente pode realizar o TPO normalmente, desde que não apresente as outras contraindicações (asma não controlada, gravidez, betabloqueadores, doença cardíaca). A banca explora a confusão entre "condição alérgica" e "contraindicação" — nem toda condição alérgica impede o teste.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A doença cardíaca que não permita o uso de adrenalina é uma contraindicação real para o TPO. A adrenalina é o tratamento de primeira linha para anafilaxia; se o paciente não pode usá-la (por exemplo, em cardiopatias graves), não há como tratar uma reação grave com segurança. O teste é contraindicado.
Gabarito: letra D — a rinoconjuntivite alérgica é a única alternativa que não contraindica o teste de provocação oral para medicamentos.