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Questão de Medicina — Pneumologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaPneumologia
Código
qq969918
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Alergia e Imunologia Pediátrica
Sobre os testes de broncoprovocação, assinale a alternativa correta.
  1. AA provocação induzida por exercício é positiva somente em asmáticos, o que permite realizar o diagnóstico diante do teste positivo.
  2. BA PC20 é a concentração necessária de metacolina para causar uma queda de 20% no VEF 1.
  3. CO teste de provocação positivo com metacolina é confirmatório do diagnóstico de asma.
  4. DAlimentos como café, chá e chocolate podem aumentar a reatividade do teste e devem ser evitados por 24 horas.
  5. EInfecções respiratórias podem reduzir a responsividade brônquica no teste, devendo-se realizá-lo somente após duas semanas do quadro.
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GabaritoB — A PC20 é a concentração necessária de metacolina para causar uma queda de 20% no VEF 1.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Testes de broncoprovocação na asma

Gabarito: letra B. A PC20 é, por definição, a concentração de metacolina necessária para provocar uma queda de 20% no VEF1 em relação ao valor basal — é o parâmetro que quantifica a hiper-responsividade brônquica no teste de broncoprovocação com metacolina. As demais alternativas distorcem a interpretação do teste: o resultado positivo não é confirmatório de asma (apenas o negativo ajuda a excluir), e fatores como infecções respiratórias e certos alimentos alteram a reatividade brônquica de forma oposta à descrita.

Os testes de broncoprovocação são ferramentas diagnósticas utilizadas quando há suspeita de asma, mas a espirometria basal é normal ou não conclusiva. O princípio é simples: expor o paciente a um agente broncoconstritor (metacolina, histamina, manitol, solução salina hipertônica) ou a um estímulo físico (exercício, hiperventilação) e medir a resposta das vias aéreas por meio do VEF1. Em indivíduos normais, há apenas um leve broncoespasmo; em asmáticos, a queda do VEF1 ocorre com doses muito menores do agente, refletindo a hiper-responsividade brônquica característica da doença.

O resultado do teste é expresso pela PC20 (concentração provocativa que causa queda de 20% no VEF1) ou PD20 (dose provocativa). Quanto menor a PC20, maior a hiper-responsividade. Valores de PC20 ≤ 8 mg/mL são geralmente considerados positivos, mas o ponto crucial é que positividade não é sinônimo de asma: outras condições (DPOC, rinite alérgica, fibrose cística, obesidade) também podem cursar com hiper-responsividade brônquica. Por outro lado, um teste negativo tem alto valor preditivo negativo — ou seja, ajuda a excluir asma quando a probabilidade pré-teste é baixa.

A interpretação clínica exige cuidado com fatores que alteram a reatividade. Infecções respiratórias virais recentes aumentam a responsividade brônquica (podem causar falso-positivo), por isso recomenda-se aguardar pelo menos 4 a 6 semanas após o quadro. Já substâncias como cafeína (café, chá, chocolate) e broncodilatadores reduzem a reatividade, devendo ser suspensos antes do exame — a cafeína, por exemplo, deve ser evitada por pelo menos 12 horas. O exercício, por sua vez, pode desencadear broncoespasmo tanto em asmáticos quanto em indivíduos normais (especialmente atletas), não sendo específico para o diagnóstico.

A banca explora exatamente essas inversões: troca o efeito de infecções (aumentam, não reduzem), inverte a orientação sobre alimentos (devem ser evitados, mas porque reduzem a reatividade, não porque aumentam), e superestima o valor diagnóstico do teste (positivo não confirma, negativo é que ajuda a excluir). Guarde o par PC20 = queda de 20% no VEF1 e a assimetria positivo não confirma / negativo exclui — são os dois eixos que separam as alternativas.

1Parâmetro
PC20 = queda de 20% no VEF1
Quanto menor, maior a hiper-responsividade
2Interpretação
Positivo não confirma asma
Negativo ajuda a excluir
3Fatores que alteram a reatividade
Infecção respiratória (aumenta)
Cafeína (reduz)
Broncodilatador (reduz)
Teste de broncoprovocação
LEVELsoulevel.com.br
Teste de broncoprovocação: Parâmetro (PC20 = queda de 20% no VEF1, Quanto menor, maior a hiper-responsividade); Interpretação (Positivo não confirma asma, Negativo ajuda a excluir); Fatores que alteram a reatividade (Infecção respiratória (aumenta), Cafeína (reduz), Broncodilatador (reduz))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a provocação por exercício é positiva somente em asmáticos e que um teste positivo permite o diagnóstico. Há dois erros: (1) o broncoespasmo induzido por exercício pode ocorrer em não asmáticos, como atletas de alto rendimento ou indivíduos com rinite alérgica — não é específico; (2) mesmo nos asmáticos, o teste positivo não é diagnóstico isolado, pois a hiper-responsividade brônquica pode estar presente em outras condições. O diagnóstico de asma é clínico-funcional, exigindo documentação de obstrução reversível e/ou variabilidade do fluxo aéreo, não apenas um teste de provocação positivo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A PC20 é exatamente a concentração de metacolina que provoca queda de 20% no VEF1 em relação ao valor basal. É a medida padrão para expressar o resultado do teste de broncoprovocação com metacolina: quanto menor a concentração necessária, maior a hiper-responsividade brônquica. O termo "PC20" vem de "concentração provocativa" que causa 20% de queda no VEF1 — definição literal e objetiva, sem qualquer ressalva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O teste de provocação positivo com metacolina não é confirmatório de asma. A hiper-responsividade brônquica pode ocorrer em outras doenças (DPOC, rinite, fibrose cística) e até em indivíduos assintomáticos. O valor do teste positivo é limitado; o que realmente ajuda é o resultado negativo, que tem alto valor preditivo negativo e auxilia a excluir asma. A alternativa inverte o papel do teste: positivo não confirma, negativo exclui.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Café, chá e chocolate contêm cafeína, que é um broncodilatador leve — portanto, reduzem a reatividade brônquica, não a aumentam. A orientação correta é evitar essas substâncias antes do teste (geralmente por 12 horas) para não mascarar a resposta broncoconstritora e gerar um falso-negativo. A alternativa acerta ao dizer que devem ser evitados, mas erra o mecanismo: não aumentam a reatividade, diminuem.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Infecções respiratórias aumentam a responsividade brônquica, não a reduzem. Durante e após um quadro infeccioso, há inflamação das vias aéreas que intensifica a resposta ao agente broncoconstritor, podendo causar falso-positivo. Por isso, recomenda-se aguardar a resolução completa do quadro — na prática, 4 a 6 semanas — antes de realizar o teste. A alternativa inverte o efeito: infecções aumentam a reatividade, e o intervalo recomendado é maior que duas semanas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte sistematicamente os efeitos: infecções respiratórias aumentam a reatividade (não reduzem), e cafeína reduz a reatividade (não aumenta). O candidato que memoriza "evitar café antes do teste" sem entender o mecanismo cai na letra D; o que sabe que infecção "atrapalha" o teste, mas não sabe como, cai na letra E. O fio condutor é sempre o mesmo: pergunte-se "isso aumenta ou diminui a broncoconstrição?" — cafeína e broncodilatadores diminuem; infecção e inflamação aumentam.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte o quadro mental: PC20 = queda de 20% no VEF1 (definição literal); positivo não confirma asma (apenas sugere hiper-responsividade); negativo ajuda a excluir (alto valor preditivo negativo); infecção aumenta reatividade (aguardar 4-6 semanas); cafeína reduz reatividade (suspender 12h). Esses cinco pontos cobrem 90% das questões sobre broncoprovocação.

Gabarito: letra B

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