Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2023
- Código
- qq970177
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Emergência Pediátrica
- A14.
- B9.
- C10.
- D8.
- E12.
GabaritoB — 9.
Gabarito: letra B — a conta chega a 9 pontos — alternativa B.
A Escala de Coma de Glasgow é um instrumento usado para avaliar o nível de consciência de uma pessoa, principalmente após um trauma na cabeça. Ela mede três coisas independentes: a abertura dos olhos, a resposta verbal e a resposta motora. Cada uma recebe uma pontuação conforme a melhor resposta que o paciente consegue dar, e o total varia de 3 (pior estado) a 15 (melhor).
A pontuação final é a soma das três subescalas: abertura ocular (1 a 4), resposta verbal (1 a 5) e resposta motora (1 a 6). Quanto maior a pontuação em cada item, melhor a função neurológica. Por exemplo, abrir os olhos espontaneamente vale 4, mas só abrir à dor vale 2; falar de forma orientada vale 5, mas emitir sons incompreensíveis vale 2; obedecer a comandos vale 6, mas localizar a dor vale 5. A soma desses valores classifica o trauma em leve (13 a 15), moderado (9 a 12) ou grave (8 ou menos).
Esta questão cobra exatamente a soma das três subescalas a partir das respostas descritas no caso. O passo a passo é identificar a pontuação de cada item e somá-las.
abertura ocular à dor
emite sons incompreensíveis
localiza a dor ao estímulo doloroso
O que queremos: a pontuação na Escala de Coma de Glasgow
A Escala de Coma de Glasgow é dividida em três partes independentes, e a primeira é a abertura ocular. Ela avalia o quanto o paciente consegue abrir os olhos, do mais espontâneo ao mais difícil.
Por que esta fórmula: A pontuação da abertura ocular segue uma ordem fixa: espontânea = 4, à voz = 3, à dor = 2, nenhuma = 1. Como o paciente abre os olhos apenas à dor, a pontuação é 2.
Confundir 'à dor' (2) com 'à voz' (3) — o enunciado diz claramente que é à dor.
A segunda parte da escala avalia o que o paciente fala ou emite. Isso mostra o funcionamento da linguagem e da consciência.
Por que esta fórmula: A resposta verbal tem cinco níveis: orientado = 5, confuso = 4, palavras inapropriadas = 3, sons incompreensíveis = 2, nenhuma = 1. O paciente emite sons incompreensíveis, então vale 2.
Trocar 'sons incompreensíveis' (2) por 'palavras inapropriadas' (3) — isso daria 10 no total, mas o enunciado é claro.
A terceira parte é a resposta motora, que avalia o movimento do corpo em resposta a estímulos. É a mais importante para o prognóstico.
Por que esta fórmula: A resposta motora tem seis níveis: obedece comandos = 6, localiza dor = 5, retirada à dor = 4, flexão anormal = 3, extensão anormal = 2, nenhuma = 1. O paciente localiza a dor, então vale 5.
Confundir 'localiza a dor' (5) com 'retirada à dor' (4) — localizar é um movimento mais organizado e vale mais.
A pontuação final da Escala de Coma de Glasgow é a soma das três partes. Sem somar, não temos o escore que a questão pede.
Por que esta fórmula: A escala é aditiva por definição: o total é a soma da abertura ocular, da resposta verbal e da resposta motora.
De onde vem cada valor: = passo 1: 2 · = passo 2: 2 · = passo 3: 5
Esquecer de somar um dos componentes ou somar errado — confira sempre os três valores.
Resposta: 9 pontos — alternativa B
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