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Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaEndocrinologia
Código
qq970236
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Endocrinologia Pediátrica
Um homem de 26 anos foi submetido à hipofisectomia devido a um tumor não funcionante (aproximadamente 3,2 cm). O procedimento aconteceu há cerca de 4 semanas, sem intercorrências. Considerando o manejo pós-operatório desse caso, assinale a alternativa que apresenta somente hormônio(s) para o(s) qual(is) deve ser solicitada dosagem para acompanhamento desse paciente.
  1. AFSH e LH.
  2. BProlactina e testosterona total.
  3. CTSH e ACTH.
  4. DT4 livre.
  5. ECortisol livre urinário e ACTH.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — T4 livre.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Manejo pós-operatório de hipofisectomia: qual hormônio dosar?

Gabarito: letra D. Após hipofisectomia por tumor não funcionante, o acompanhamento hormonal deve priorizar a dosagem de T4 livre, pois o eixo tireoidiano é o mais vulnerável à deficiência de TSH após cirurgia hipofisária, e o T4 livre é o marcador mais sensível e específico para avaliar a função tireoidiana nesse contexto (conceito de endocrinologia clínica). As demais alternativas incluem hormônios que não são os primeiros a serem monitorados ou que não refletem diretamente a função hipofisária pós-cirúrgica.

A hipofisectomia, especialmente em tumores não funcionantes (como o adenoma gonadotrófico, que pode secretar FSH/LH/subunidade alfa), visa remover a massa tumoral, mas frequentemente resulta em hipopituitarismo parcial ou total. O eixo mais comumente afetado e que requer monitoramento precoce é o tireoidiano. A deficiência de TSH leva a uma queda do T4 livre, que é o hormônio que deve ser dosado para avaliar a função tireoidiana, pois o TSH pode estar falsamente normal ou baixo, e o T4 livre reflete diretamente a produção tireoidiana estimulada pelo TSH. A dosagem de TSH isolada pode ser enganosa, pois em hipopituitarismo o TSH pode estar inapropriadamente normal, mas o T4 livre estará baixo, indicando a deficiência central.

Na prática, após a cirurgia, o paciente deve ser monitorado para as deficiências hormonais mais comuns: cortisol (eixo adrenal), TSH (eixo tireoidiano) e gonadotropinas (eixo gonadal). No entanto, a questão pede "somente hormônio(s) para o(s) qual(is) deve ser solicitada dosagem para acompanhamento", e a alternativa D (T4 livre) é a única que apresenta um único hormônio que é o marcador de escolha para avaliar o eixo tireoidiano. As outras alternativas incluem hormônios que, embora possam ser dosados, não são os únicos ou os mais específicos para o acompanhamento inicial, ou incluem hormônios que não são diretamente afetados pela cirurgia (como testosterona total, que depende da função gonadal, ou cortisol livre urinário, que não é o melhor marcador para avaliar a deficiência de ACTH).

A pegadinha da banca está em confundir o candidato com a dosagem de múltiplos hormônios, quando na verdade o acompanhamento pós-hipofisectomia deve ser focado nos eixos mais vulneráveis, e o T4 livre é o marcador mais direto para o eixo tireoidiano. O cortisol livre urinário, por exemplo, é usado para avaliar hipercortisolismo, não deficiência de ACTH, que é avaliada por cortisol sérico basal e teste de estimulação com cosintropina. Da mesma forma, FSH e LH são dosados para avaliar o eixo gonadal, mas não são os únicos hormônios a serem monitorados, e a testosterona total é um marcador de função gonadal, não de função hipofisária direta.

Portanto, a resposta correta é a letra D, pois o T4 livre é o hormônio que deve ser dosado para acompanhar a função tireoidiana após hipofisectomia, sendo o marcador mais sensível para detectar hipotireoidismo central.

  1. 1Avaliar eixos vulneráveis
  2. 2Tireoidiano: T4 livre
  3. 3Adrenal: cortisol sérico
  4. 4Gonadal: FSH/LH
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

FSH e LH são hormônios gonadotróficos, mas não são os únicos a serem monitorados. Após hipofisectomia, o eixo gonadal pode ser afetado, mas a dosagem de FSH e LH isoladamente não é suficiente para o acompanhamento, pois outros eixos (tireoidiano e adrenal) também precisam ser avaliados. Além disso, a questão pede "somente hormônio(s)", e FSH e LH não são os únicos hormônios a serem dosados.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Prolactina e testosterona total não são os hormônios de escolha para acompanhamento pós-hipofisectomia. A prolactina é mais relevante em prolactinomas, e a testosterona total é um marcador de função gonadal, não de função hipofisária direta. O acompanhamento deve focar nos eixos mais vulneráveis, como o tireoidiano (T4 livre) e o adrenal (cortisol).

Alternativa C — ❌ Incorreta

TSH e ACTH são hormônios hipofisários, mas a dosagem de TSH isolada pode ser enganosa, pois em hipopituitarismo o TSH pode estar inapropriadamente normal. O T4 livre é o marcador mais sensível para avaliar a função tireoidiana. Além disso, o ACTH é dosado para avaliar o eixo adrenal, mas o cortisol sérico é o marcador mais direto. A alternativa não apresenta o hormônio mais adequado para o acompanhamento.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O T4 livre é o hormônio de escolha para avaliar a função tireoidiana após hipofisectomia. A deficiência de TSH leva a uma queda do T4 livre, que é o marcador mais sensível e específico para detectar hipotireoidismo central. A dosagem de TSH isolada pode ser enganosa, pois pode estar falsamente normal, mas o T4 livre reflete diretamente a produção tireoidiana estimulada pelo TSH. Portanto, o T4 livre é o hormônio que deve ser dosado para acompanhamento pós-cirúrgico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Cortisol livre urinário e ACTH não são os hormônios de escolha para acompanhamento pós-hipofisectomia. O cortisol livre urinário é usado para avaliar hipercortisolismo, não deficiência de ACTH, que é avaliada por cortisol sérico basal e teste de estimulação com cosintropina. Além disso, o ACTH é dosado para avaliar o eixo adrenal, mas o cortisol sérico é o marcador mais direto. A alternativa não apresenta o hormônio mais adequado para o acompanhamento.

Gabarito: letra D

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