Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2023
Medicina›Endocrinologia
Código
qq970414
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Foniatria
Qual é o tumor maligno mais comum de tireoide?
ACarcinoma anaplásico.
BCarcinoma papilífero.
CTumor de Hürthle.
DCarcinoma folicular.
EAdenoma folicular.
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GabaritoB — Carcinoma papilífero.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Carcinoma papilífero: o tumor maligno mais comum da tireoide
Gabarito: letra B. O carcinoma papilífero é o tumor maligno mais comum da tireoide, representando cerca de 85% dos casos, conforme a classificação dos cânceres de tireoide. Ele é o principal representante do grupo dos Carcinomas Diferenciados da Tireoide (CDT), que também inclui o carcinoma folicular e o carcinoma de células de Hürthle.
O carcinoma papilífero é uma neoplasia maligna de origem epitelial, derivada das células foliculares da tireoide. Sua importância clínica é enorme: além de ser o tipo mais frequente, apresenta excelente prognóstico quando tratado adequadamente, com sobrevida em 10 anos superior a 90% na maioria dos casos. O tratamento padrão envolve tireoidectomia (total ou lobectomia, dependendo do risco) e, em casos selecionados, radioiodoterapia adjuvante.
A tabela abaixo resume os principais tipos de câncer de tireoide e suas frequências relativas, conforme os dados epidemiológicos clássicos:
Tipo de câncer
Porcentagem dos cânceres de tireoide
Idade de início (anos)
Prognóstico
Papilífero
85%
40 a 80
Bom
Folicular
10%
45 a 80
Razoável a bom
Medular
3%
20 a 50
Razoável
Anaplásico
1%
50 a 80
Sombrio
Linfoma
1%
25 a 70
Razoável
A distinção fundamental que a questão explora é entre os tumores malignos (carcinomas) e o adenoma folicular, que é benigno. Entre os malignos, a frequência decresce na ordem: papilífero > folicular > medular > anaplásico. O carcinoma anaplásico, embora seja o mais agressivo e de pior prognóstico, é justamente o mais raro — apenas 1% dos casos. Essa inversão entre agressividade e frequência é a pegadinha clássica da banca.
O diagnóstico do carcinoma papilífero é frequentemente realizado por punção aspirativa por agulha fina (PAAF), guiada por ultrassonografia, com classificação pelo Sistema de Bethesda. Diferentemente do carcinoma folicular, que não pode ser diagnosticado por citologia (exige estudo anatomopatológico da cápsula para identificar invasão capsular ou vascular), o papilífero apresenta características citológicas típicas, como núcleos em "vidro fosco" e pseudoinclusões nucleares.
Guarde a hierarquia de frequência dos tumores malignos da tireoide — papilífero (85%) > folicular (10%) > medular (3%) > anaplásico (1%) — e a distinção maligno × benigno (adenoma folicular). É exatamente nesses dois eixos que as alternativas se separam.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O carcinoma anaplásico é o tipo mais agressivo e de pior prognóstico, mas é o mais raro, correspondendo a apenas cerca de 1% dos cânceres de tireoide. A banca troca a característica de agressividade pela de frequência: o aluno que lembra que o anaplásico é o "pior" tipo pode ser induzido a marcá-lo como o "mais comum", o que é incorreto.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O carcinoma papilífero é, de fato, o tumor maligno mais comum da tireoide, representando aproximadamente 85% de todos os cânceres tireoidianos. Ele é o principal representante do grupo dos Carcinomas Diferenciados da Tireoide (CDT), conforme a classificação das neoplasias malignas da glândula. Seu prognóstico é excelente, com altas taxas de cura quando tratado precocemente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O tumor de Hürthle (ou carcinoma de células de Hürthle) é uma variante do carcinoma folicular e, portanto, está incluído no grupo dos Carcinomas Diferenciados da Tireoide. Sua frequência é muito menor que a do papilífero — representa uma pequena fração dos casos, não sendo o tipo mais comum.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O carcinoma folicular é o segundo tipo mais comum de câncer de tireoide, correspondendo a cerca de 10% dos casos. Embora seja um tumor maligno relevante, sua frequência é muito inferior à do carcinoma papilífero (85%). Além disso, o diagnóstico definitivo do folicular exige estudo anatomopatológico da cápsula, pois a citologia por PAAF não diferencia carcinoma folicular de adenoma folicular.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O adenoma folicular é um tumor benigno da tireoide, não maligno. Ele é um dos nódulos benignos mais comuns da glândula, juntamente com nódulos coloides e cistos benignos. A questão pede especificamente o tumor maligno mais comum, o que exclui imediatamente esta alternativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões clássicas: (1) trocar o carcinoma anaplásico (mais agressivo, mas raro — 1%) pelo mais comum, e (2) incluir o adenoma folicular (benigno) entre os tumores malignos. O candidato que memoriza apenas o nome "papilífero" sem associar à frequência de 85% pode cair na armadilha de escolher o anaplásico por ser o "mais grave". Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar a hierarquia de frequência, memorize a sequência decrescente: Papilífero (85%) > Folicular (10%) > Medular (3%) > Anaplásico (1%). Associe o papilífero ao "campeão de frequência" e o anaplásico ao "mais raro e mais agressivo". Essa ordem é cobrada recorrentemente em provas de endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço.