Questão de Medicina — Nefrologia — INSTITUTO AOCP 2023
Medicina›Nefrologia
Código
qq970442
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Gastroenterologia Pediátrica
Um paciente em tratamento para síndrome nefrótica, durante tratamento com corticosteroides, acaba sendo classificado como córtico-dependente. A mãe questiona o diagnóstico e lhe é explicado que um paciente córtico-dependente é aquele que apresenta
Aduas ou mais recidivas no período de 6 meses da resposta inicial ou ≥ 4 recidivas no período de 12 meses.
Buma recidiva dentro de 6 meses da resposta inicial ou 1-3 recidivas no período de 12 meses.
Cremissão completa após ≥ 4 semanas de uso de prednisolona na dose padronizada (2 mg/kg/d ou 60 mg/m2/dia).
Dausência de remissão após 4-8 semanas de uso de prednisona ou prednisolona na dose padronizada.
Eduas recidivas consecutivas durante a corticoterapia ou nos primeiros 14 dias da suspensão do corticoide.
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GabaritoE — duas recidivas consecutivas durante a corticoterapia ou nos primeiros 14 dias da suspensão do corticoide.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Síndrome nefrótica: definição de corticodependência
Gabarito: letra E. Paciente córtico-dependente é aquele que apresenta duas recidivas consecutivas durante a corticoterapia ou nos primeiros 14 dias após a suspensão do corticoide — é a definição clássica que distingue a dependência da recidiva frequente e da resistência ao corticoide. A alternativa E reproduz exatamente esse conceito, enquanto as demais descrevem outros padrões de resposta ao tratamento (recidivas frequentes, remissão tardia e resistência).
A síndrome nefrótica idiopática (SNI) é a glomerulopatia mais comum na infância, e a doença por lesão mínima (DLM) responde por mais de 90% dos casos nessa faixa etária. O tratamento inicial é feito com corticosteroides em altas doses, e a resposta a essa terapia define a classificação do paciente em sensível, dependente ou resistente. Essa classificação é fundamental porque orienta a conduta terapêutica subsequente: enquanto o paciente sensível responde bem a novos ciclos de corticoide, o dependente frequentemente necessita de agentes poupadores de esteroide (ciclofosfamida, ciclosporina, tacrolimo ou rituximabe) para evitar a toxicidade do uso prolongado.
A corticodependência é definida pela recidiva que ocorre durante a redução da dose do corticoide ou logo após a sua suspensão — especificamente, duas recidivas consecutivas durante a corticoterapia ou nos primeiros 14 dias após a suspensão. Isso indica que o paciente não consegue manter a remissão sem o uso contínuo do medicamento, ou seja, a doença "depende" do corticoide para permanecer controlada. É diferente da recidiva frequente, que é definida por duas ou mais recidivas em 6 meses ou quatro ou mais recidivas em 12 meses — nesse caso, o paciente responde ao tratamento, mas recidiva com frequência após a suspensão, sem necessariamente recidivar durante o uso ou imediatamente após.
A distinção entre esses padrões é crucial na prática clínica. O paciente com recidivas frequentes pode ser tratado com novos ciclos de corticoide a cada recidiva, enquanto o dependente de corticoide geralmente precisa de terapia imunossupressora adicional (ciclofosfamida, ciclosporina ou rituximabe) para permitir a redução ou suspensão do esteroide. A alternativa A descreve exatamente o critério de recidivas frequentes, não de dependência. A alternativa B apresenta números que não correspondem a nenhuma definição padronizada. A alternativa C descreve a remissão completa após o tratamento inicial, que é o esperado na maioria dos pacientes sensíveis. A alternativa D descreve a resistência ao corticoide, que é a ausência de remissão após 4-8 semanas de tratamento.
A pegadinha desta questão está em confundir os três padrões de resposta ao corticoide: dependência (recidiva durante o uso ou logo após a suspensão), recidiva frequente (recidivas repetidas após a suspensão) e resistência (ausência de resposta inicial). A banca explora exatamente essa confusão, apresentando definições que se misturam. Para acertar, é preciso memorizar os critérios exatos de cada categoria, pois são conceitos distintos com implicações terapêuticas diferentes.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as definições de corticodependência e recidiva frequente. A alternativa A descreve recidiva frequente (2 ou mais recidivas em 6 meses ou ≥4 em 12 meses), mas é apresentada como se fosse dependência. O candidato que não domina a diferença entre "recidivar durante o uso do corticoide" e "recidivar após a suspensão" cai na armadilha. Lembre-se: dependência = recidiva durante a corticoterapia ou nos primeiros 14 dias após a suspensão; recidiva frequente = 2 ou mais recidivas em 6 meses ou ≥4 em 12 meses.
Resposta ao corticoide (SNI): Sensível (Remissão completa após 4 semanas); Recidiva frequente (2+ recidivas em 6 meses, 4+ recidivas em 12 meses); Córtico-dependente (2 recidivas consecutivas durante a corticoterapia, ou nos 14 dias após a suspensão); Resistente (Ausência de remissão após 4-8 semanas)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve o critério de recidivas frequentes, não de dependência. A definição de recidiva frequente é "duas ou mais recidivas no período de 6 meses da resposta inicial ou ≥ 4 recidivas no período de 12 meses". O paciente com recidivas frequentes responde ao corticoide, mas recidiva repetidamente após a suspensão — diferente do dependente, que recidiva durante o uso ou imediatamente após a suspensão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Apresenta números que não correspondem a nenhuma definição padronizada na literatura. Não existe critério de dependência definido como "uma recidiva dentro de 6 meses" ou "1-3 recidivas em 12 meses". Esses valores não são utilizados para classificar a resposta ao corticoide na síndrome nefrótica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve a remissão completa após o tratamento inicial, que é o esperado na maioria dos pacientes sensíveis ao corticoide. A remissão após 4 semanas de prednisolona na dose padronizada indica sensibilidade ao corticoide, não dependência. A dependência é definida pela recidiva durante a redução ou após a suspensão, não pela resposta inicial ao tratamento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve a resistência ao corticoide, que é a ausência de remissão após 4-8 semanas de tratamento com prednisona ou prednisolona na dose padronizada. O paciente resistente não responde ao tratamento inicial, enquanto o dependente responde, mas recidiva ao tentar suspender o corticoide. São categorias distintas com abordagens terapêuticas diferentes.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reproduz exatamente a definição de corticodependência: "duas recidivas consecutivas durante a corticoterapia ou nos primeiros 14 dias da suspensão do corticoide". Esse é o critério clássico que caracteriza o paciente que não consegue manter a remissão sem o uso contínuo do corticoide, indicando a necessidade de terapias poupadoras de esteroide.