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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaNeurologia
Código
qq970744
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Neurofisiologia Clínica
Considere os medicamentos a seguir:1. venlafaxina;2. pregabalina;3. lidocaína tópica (adesivo de lidocaína 5%).É(são) alternativa(s) para o tratamento da dor neuropática por lesão do plexo braquial:
  1. Aapenas 1.
  2. Bapenas 2.
  3. Capenas 3.
  4. Dapenas 2 e 3.
  5. E1, 2 e 3.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — 1, 2 e 3.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tratamento farmacológico da dor neuropática

Gabarito: letra E. Venlafaxina, pregabalina e lidocaína tópica (adesivo 5%) são todas opções válidas para o tratamento da dor neuropática, incluindo a dor por lesão do plexo braquial. A venlafaxina é um antidepressivo inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) com eficácia comprovada na dor neuropática; a pregabalina é um gabapentinoide de primeira linha; e a lidocaína tópica é uma alternativa para dor neuropática localizada. A questão cobra o conhecimento das classes farmacológicas e suas indicações no manejo da dor neuropática.

A dor neuropática é um tipo de dor crônica causada por lesão ou doença do sistema somatossensorial, seja no sistema nervoso periférico ou central. No caso específico da lesão do plexo braquial, há um dano direto aos nervos que inervam o membro superior, gerando dor com características neuropáticas, como queimação, choque, formigamento e alodinia. O tratamento farmacológico dessa condição é desafiador e baseia-se em medicamentos que atuam em diferentes mecanismos fisiopatológicos, não sendo analgésicos convencionais como AINEs ou opioides fracos, mas sim fármacos adjuvantes com ação específica na modulação da dor neuropática.

As principais classes de medicamentos com eficácia comprovada para dor neuropática são os antidepressivos (tricíclicos e IRSN) e os anticonvulsivantes (gabapentinoides). Os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina) e os IRSN (venlafaxina, duloxetina) atuam inibindo a recaptação de serotonina e noradrenalina no sistema inibitório descendente, o que impede a condução de potenciais de ação nociceptivos no corno posterior da medula. Os gabapentinoides (gabapentina, pregabalina) atuam ligando-se à subunidade alfa-2-delta dos canais de cálcio voltagem-dependentes nos neurônios pré-sinápticos, regulando o fluxo de cálcio e diminuindo a liberação de neurotransmissores excitatórios na fenda sináptica. A lidocaína tópica, por sua vez, atua bloqueando os canais de sódio nas terminações nervosas livres da pele, reduzindo a geração de potenciais de ação ectópicos na área da dor, sendo indicada para dores neuropáticas localizadas.

A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando a intensidade da dor, a localização, a resposta terapêutica e os efeitos colaterais. É importante iniciar com doses baixas e aumentar gradualmente, além de manter o tratamento por um período mínimo de 4 semanas antes de concluir que o medicamento não é efetivo. A combinação de medicamentos com mecanismos de ação diferentes pode ser necessária em casos refratários, e a abordagem multimodal é frequentemente a mais eficaz. No caso da dor neuropática por lesão do plexo braquial, todas as três opções apresentadas são alternativas válidas, pois a dor pode ser difusa e intensa, exigindo tanto tratamento sistêmico (venlafaxina, pregabalina) quanto tópico (lidocaína) para controle adequado.

A pegadinha desta questão está em considerar que apenas os gabapentinoides (pregabalina) ou apenas os anestésicos locais (lidocaína) seriam opções, excluindo os antidepressivos. No entanto, a venlafaxina é um IRSN com eficácia comprovada e amplamente utilizada no tratamento da dor neuropática, sendo uma alternativa de primeira linha, especialmente quando há comorbidades como depressão ou ansiedade. Portanto, a resposta correta é a que inclui todos os três medicamentos.

Dor neuropática
  • 1Mecanismo
    • Lesão do sistema somatossensorial
    • Periférico ou central
  • 2Tratamento farmacológico
    • Antidepressivos (IRSN)
      • Venlafaxina
      • Duloxetina
    • Gabapentinoides
      • Pregabalina
      • Gabapentina
    • Anestésico tópico
      • Lidocaína 5%
  • 3Estratégia
    • Doses baixas e titulação
    • Mínimo 4 semanas
    • Combinação multimodal
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que apenas a venlafaxina é alternativa. A venlafaxina é, de fato, uma opção válida, mas não é a única. A pregabalina e a lidocaína tópica também são alternativas eficazes para o tratamento da dor neuropática, tornando a alternativa incompleta e, portanto, incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que apenas a pregabalina é alternativa. A pregabalina é um gabapentinoide de primeira linha para dor neuropática, mas não é a única opção. A venlafaxina (IRSN) e a lidocaína tópica também são alternativas válidas, tornando a alternativa incompleta e incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que apenas a lidocaína tópica é alternativa. A lidocaína tópica é indicada para dor neuropática localizada, mas não é a única opção. A venlafaxina e a pregabalina são alternativas sistêmicas eficazes, tornando a alternativa incompleta e incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que apenas a pregabalina e a lidocaína tópica são alternativas. Embora ambas sejam opções válidas, a venlafaxina também é uma alternativa eficaz para o tratamento da dor neuropática, tornando a alternativa incompleta e incorreta.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que venlafaxina, pregabalina e lidocaína tópica são todas alternativas para o tratamento da dor neuropática. Isso está correto, pois cada uma representa uma classe farmacológica com eficácia comprovada: a venlafaxina (IRSN) atua no sistema inibitório descendente, a pregabalina (gabapentinoide) modula a liberação de neurotransmissores e a lidocaína tópica bloqueia canais de sódio nas terminações nervosas. Todas são opções válidas no manejo da dor neuropática, incluindo a por lesão do plexo braquial.

Gabarito: letra E

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