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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaNeurologia
Código
qq970808
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Neurofisiologia Clínica
Qual é a forma clínica mais comum de paralisia cerebral?
  1. AHipotônica
  2. BEspástica
  3. CAtáxica
  4. DDiscinética
  5. EMista
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GabaritoB — Espástica

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Paralisia Cerebral: formas clínicas

Gabarito: letra B. A forma clínica mais comum de paralisia cerebral é a espástica, responsável por cerca de 70–80% dos casos. As demais formas (hipotônica, atáxica, discinética e mista) são menos frequentes, e a classificação se baseia no tipo de distúrbio do movimento predominante.

A paralisia cerebral (PC) é um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, causadas por lesão não progressiva no cérebro fetal ou infantil. A classificação clínica mais utilizada divide a PC em formas segundo o distúrbio motor predominante: espástica, discinética (ou extrapiramidal), atáxica, hipotônica e mista. A forma espástica é a mais prevalente, caracterizada por hipertonia, hiperreflexia e sinal de Babinski, decorrente de lesão do trato corticoespinhal (neurônio motor superior).

A forma discinética envolve movimentos involuntários (distonia, atetose, coreia) e está associada a lesões dos gânglios da base, frequentemente por asfixia perinatal. A forma atáxica cursa com incoordenação, tremor e alterações de equilíbrio, por lesão cerebelar. A hipotônica, mais comum em lactentes, caracteriza-se por hipotonia generalizada e, muitas vezes, evolui para outra forma. A mista combina características de mais de um tipo, sendo a combinação espástica + discinética a mais comum.

Na prática clínica, o reconhecimento da forma predominante é essencial para o planejamento terapêutico: a espástica responde bem a toxina botulínica, baclofeno intratecal e fisioterapia; a discinética pode se beneficiar de fármacos anticolinérgicos e estimulação cerebral profunda; a atáxica exige reabilitação focada em equilíbrio e coordenação. A banca explora justamente a memorização da prevalência: o candidato que confunde as formas ou não sabe qual é a mais comum erra a questão.

Guarde a hierarquia de frequência: espástica > discinética > atáxica > hipotônica, sendo a mista uma combinação. É exatamente essa ordem que separa a alternativa correta das demais.

1Espástica (70–80%)
Hipertonia, hiperreflexia, Babinski
Lesão do trato corticoespinhal
2Discinética (10–15%)
Movimentos involuntários (distonia, atetose)
Lesão dos gânglios da base
3Atáxica (5–10%)
Incoordenação, tremor
Lesão cerebelar
4Hipotônica (rara)
Mais comum em lactentes
Evolui para outra forma
5Mista
Combina tipos (ex.: espástica + discinética)
Paralisia cerebral (formas clínicas)
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Paralisia cerebral (formas clínicas): Espástica (70–80%) (Hipertonia, hiperreflexia, Babinski, Lesão do trato corticoespinhal); Discinética (10–15%) (Movimentos involuntários (distonia, atetose), Lesão dos gânglios da base); Atáxica (5–10%) (Incoordenação, tremor, Lesão cerebelar); Hipotônica (rara) (Mais comum em lactentes, Evolui para outra forma); Mista (Combina tipos (ex.: espástica + discinética))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A forma hipotônica é uma apresentação menos comum, geralmente observada em lactentes, e frequentemente evolui para outra forma (espástica ou discinética). Não é a mais prevalente. A hipotonia pode ser um sinal inicial, mas a maioria das crianças com PC desenvolve espasticidade.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A forma espástica é a mais comum, correspondendo a cerca de 70–80% dos casos de paralisia cerebral. Caracteriza-se por hipertonia espástica, hiperreflexia, clônus e sinal de Babinski, decorrente de lesão do neurônio motor superior. É a resposta correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A forma atáxica é rara (cerca de 5–10% dos casos) e cursa com incoordenação, tremor e alterações de equilíbrio, por lesão cerebelar. Não é a mais comum.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A forma discinética (ou extrapiramidal) é menos frequente que a espástica, ocorrendo em cerca de 10–15% dos casos. Caracteriza-se por movimentos involuntários (distonia, atetose) e está associada a lesões dos gânglios da base.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A forma mista combina características de mais de um tipo (ex.: espástica + discinética), mas não é a mais comum isoladamente. A forma pura espástica é a prevalente.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar a prevalência, lembre-se da ordem: espástica (70–80%) > discinética (10–15%) > atáxica (5–10%) > hipotônica (rara). Em provas, a banca costuma cobrar a forma mais comum e as características que a diferenciam das demais — memorize o percentual e o mecanismo (lesão do trato corticoespinhal).

Gabarito: letra B

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