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Questão de Medicina — Neurologia — INSTITUTO AOCP 2023

MedicinaNeurologia
Código
qq970811
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
EBSERH
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Neurofisiologia Clínica
Qual é o diagnóstico sindrômico do portador de AVC que mais frequentemente apresenta subluxação de ombro?
  1. AHemiplegias proporcionadas.
  2. BHemiplegias com predomínio crural.
  3. CHemiplegias com predomínio braquial.
  4. DParaplegias crurais.
  5. EMonoparesias crurais.
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GabaritoC — Hemiplegias com predomínio braquial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Subluxação de ombro no AVC: hemiplegia braquial

Gabarito: letra C. A subluxação glenoumeral é complicação mais frequente nas hemiplegias com predomínio braquial, pois a flacidez e a perda do tônus muscular do membro superior comprometem os estabilizadores dinâmicos do ombro (manguito rotador e deltoide), permitindo o deslocamento inferior da cabeça umeral. O conhecimento da síndrome motora predominante no AVC é essencial para o raciocínio clínico e a reabilitação.

A subluxação de ombro é uma complicação comum e precoce no paciente hemiplegico pós-AVC, ocorrendo principalmente na fase flácida, quando há perda do tônus muscular e da ação estabilizadora dos músculos que sustentam a articulação glenoumeral. O ombro é uma articulação de grande mobilidade, mas de pouca estabilidade óssea, dependendo fundamentalmente de estruturas musculares e ligamentares para se manter congruente. Quando o AVC acomete o território da artéria cerebral média, o déficit motor costuma ser mais intenso no membro superior, caracterizando a hemiplegia com predomínio braquial (ou braquiocrural, com maior comprometimento do braço). Nesse cenário, a fraqueza do deltoide e do manguito rotador, associada à flacidez inicial, favorece a ação da gravidade e a subluxação inferior da cabeça do úmero.

A literatura médica e os manuais de reabilitação apontam que a subluxação glenoumeral é mais frequente e mais grave nas hemiplegias com predomínio braquial, justamente porque o membro superior fica mais comprometido e o paciente perde precocemente o suporte muscular do ombro. Nas hemiplegias com predomínio crural, o membro inferior é o mais afetado, e o ombro, embora possa apresentar algum grau de fraqueza, mantém melhor a estabilidade articular. Essa distinção é fundamental para o diagnóstico sindrômico e para a conduta preventiva e terapêutica.

Na prática clínica, o médico deve avaliar o padrão de comprometimento motor do paciente com AVC, identificando se há predomínio braquial, crural ou se a hemiplegia é proporcionada. Essa avaliação orienta não apenas o prognóstico funcional, mas também a prevenção de complicações como a subluxação de ombro, a capsulite adesiva e a dor neuropática. A subluxação, se não prevenida e tratada, pode evoluir para dor crônica, limitação funcional e dificuldade na reabilitação do membro superior.

A banca explora a associação direta entre o padrão de hemiplegia e a complicação articular. O candidato deve lembrar que a subluxação de ombro é complicação típica da hemiplegia com predomínio braquial, e não das formas proporcionadas ou com predomínio crural. Essa é a chave para a resolução correta da questão.

1Predomínio braquial
Subluxação de ombro (fase flácida)
Fraqueza de deltoide e manguito rotador
2Predomínio crural
Ombro preservado
Menos complicações articulares
3Proporcionada
Comprometimento semelhante
Subluxação menos frequente
Hemiplegia pós-AVC
LEVELsoulevel.com.br
Hemiplegia pós-AVC: Predomínio braquial (Subluxação de ombro (fase flácida), Fraqueza de deltoide e manguito rotador); Predomínio crural (Ombro preservado, Menos complicações articulares); Proporcionada (Comprometimento semelhante, Subluxação menos frequente)

Alternativa A — ❌ Incorreta

As hemiplegias proporcionadas apresentam comprometimento semelhante entre membro superior e inferior. Embora o ombro possa ser afetado, a subluxação é menos frequente e menos intensa do que nas formas com predomínio braquial, pois o tônus e a força do membro superior são relativamente preservados em comparação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Nas hemiplegias com predomínio crural, o déficit motor é maior no membro inferior. O ombro, embora possa apresentar fraqueza, mantém melhor a estabilidade articular, tornando a subluxação menos comum. A banca tenta confundir o candidato ao associar a complicação ao membro mais comprometido, mas a subluxação é típica do predomínio braquial.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A hemiplegia com predomínio braquial é a que mais frequentemente apresenta subluxação de ombro. A fraqueza do deltoide e do manguito rotador, na fase flácida, compromete os estabilizadores dinâmicos da articulação, permitindo a subluxação inferior da cabeça umeral. Essa é a associação clássica descrita na literatura de reabilitação e neurologia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As paraplegias crurais acometem os membros inferiores, sem comprometimento dos membros superiores. Portanto, não há relação com a subluxação de ombro, que é complicação de hemiplegias com envolvimento do membro superior.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As monoparesias crurais afetam um único membro inferior, sem comprometimento do ombro. A subluxação glenoumeral não é complicação esperada nesse quadro, pois a articulação do ombro não está envolvida no déficit motor.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o padrão de hemiplegia e a complicação articular. O candidato pode associar a subluxação ao membro mais comprometido, mas a regra é clara: a subluxação de ombro é típica da hemiplegia com predomínio braquial, não da crural ou proporcionada. Lembre-se: a fraqueza do deltoide e do manguito rotador é o fator determinante.

Gabarito: letra C

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