Questão de Psiquiatria — Distúrbio Bipolar e Transtorno de Humor — INSTITUTO AOCP 2023
PsiquiatriaDistúrbio Bipolar e Transtorno de Humor
- Código
- qq970874
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Psicoterapita/Psiquiatria da Infância e Adolescência/Psiquiatria Forense/Psicogeriatria
Na avaliação de um pedido de interconsulta psiquiátrica, dentro de um hospital geral, para avaliar possível transtorno depressivo de uma paciente de 30 anos, notou-se que a paciente foi diagnosticada recentemente com doença de Crohn. Recebeu o diagnóstico há 3 dias, com necessidade de internação por complicações clínicas. Desde então, a paciente passou a cursar com choro fácil durante as avaliações médicas, o que chamou atenção da equipe que a acompanhava na enfermaria. Mostrou-se surpresa em ser avaliada por psiquiatra, mas confessou ter ficado impactada com o diagnóstico de uma doença crônica e ter chorado em alguns momentos. Ela disse se preocupar com efeitos prolongados do uso de medicações e com o risco de complicações, mencionando o caso de um avô que teve câncer colorretal. Também queixou-se de dificuldades de dormir à noite no hospital por causa do barulho da enfermaria. No entanto não se sentia triste a maior parte do tempo, procurando no hospital alternar entre leituras sobre sua doença e outros livros, além de acessar a internet pelo celular. Antes da internação, vinha com bom funcionamento socio-ocupacional, limitado apenas pelos sintomas gastrointestinais. A paciente negou também ideação suicida ou sintomas psicóticos. Ela tem histórico de um episódio depressivo aos 20 anos, tratado com sucesso com escitalopram 20 mg/dia, o qual foi mantido por um ano. Desde então, ela manteve-se sem sintomas depressivos identificáveis. Na avaliação, mostrou-se inicialmente um pouco ansiosa, mas logo acalmou-se, humor eutímico, pensamento coerente e linear, afeto congruente e sem alteração psicomotora. A melhor atitude em relação ao caso dessa paciente é
- Aapós psicoeducação e acolhimento, recomendar ao médico responsável que nenhuma intervenção específica precisaria ser feita a respeito do quadro psíquico da paciente, além de aprofundar a comunicação médico-paciente.
- Breprescrever o escitalopram devido ao histórico de boa resposta prévia e para evitar uma recidiva do quadro depressivo.
- Corientar ao paciente uso de benzodiazepínicos para insônia, mesmo de forma sintomática e pontual estão proscritos devido ao risco de evolução para transtorno de estresse pós-traumático.
- Dcomo o quadro corresponde a uma exacerbação de um transtorno mental preexistente, exclui-se o diagnóstico de transtorno de ajustamento.
- Etrata-se de um quadro de transtorno de ajustamento em que deve ser recomendada psicoterapia de apoio.