Questão de Psiquiatria — Transtornos Relacionados a Substâncias — INSTITUTO AOCP 2023
PsiquiatriaTranstornos Relacionados a Substâncias
- Código
- qq970890
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - PRM - Área de Atuação: Psicoterapita/Psiquiatria da Infância e Adolescência/Psiquiatria Forense/Psicogeriatria
Homem, 55 anos, engenheiro, foi levado pela esposa à consulta, a qual queixa do consumo exagerado de álcool do marido. O paciente mostra-se contrariado e diz que veio à consulta apenas por insistência da esposa para tratar de “ansiedade”. A esposa diz que o marido toma bebidas alcoólicas desde a adolescência e, ao longo dos anos, em alguns eventos sociais ou atividades de lazer, bebia a ponto de ficar fortemente embriagado e não se lembrar no dia seguinte do que fez. Fala que, há 10 anos, o paciente vem gradualmente aumentando a frequência e quantidade de álcool ingerida. Já, há mais de um ano, o uso é “difícil o dia que não bebe” e costuma tomar no mínimo 6 latas de cerveja ou então 4 a 5 doses de uísque. O paciente não vê problemas no seu padrão de uso, pois só bebe fora do trabalho e “nunca mistura” diferentes tipos de bebida alcoólica (exceto em festas e eventos sociais). Já a esposa diz que tanto ela quanto os filhos do casal incomodam-se muito com o quanto o paciente bebe e cita que ele costuma ficar irritado, agressivo verbalmente e inadequado socialmente. O paciente novamente discorda e diz que fica irritado porque falam para ele parar de beber. Ele também já teve alguns tremores de mãos se fica um dia sem beber.Para esse paciente, nesse momento, qual é a atitude ou intervenção mais correta a ser tomada pelo entrevistador?
- ANão focar inicialmente na modificação comportamental. Informar sobre os problemas do uso de álcool ao paciente e procurar aumentar as preocupações negativas com o uso.
- BPrescrever naltrexona, topiramato e benzodiazepínico e encaminhar para psicoterapia.
- CAconselhar redução da quantidade ingerida, procurar grupo de ajuda-mútua (alcoólicos anônimos) e psicoterapia.
- DEncaminhar para psicoterapia familiar, tirando o foco do paciente, conquistando, assim, sua confiança.
- EAumentar a responsabilidade do paciente pela mudança e ajudá-lo na elaboração de um plano de ação específico, optando pela linha de ação mais aceitável, acessível, adequada e eficaz.