Questão de Medicina — Nefrologia — INSTITUTO AOCP 2023
- Código
- qq971089
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- IF-MA
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico
- Aedema.
- Balbuminúria.
- Chipercolesterolemia.
- Dhipoalbuminemia.
- Ehipocolesterolemia.
GabaritoE — hipocolesterolemia.
Gabarito: letra E. A síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça (>3,5 g/24h), hipoalbuminemia, edema e hipercolesterolemia — portanto, a hipocolesterolemia (colesterol baixo) é a única alternativa que não faz parte do quadro, sendo a resposta pedida pelo comando "EXCETO". A dislipidemia nefrótica cursa com elevação do colesterol total e das frações, não com sua redução.
A síndrome nefrótica é uma síndrome clínico-laboratorial definida pela perda excessiva de proteínas pela urina, secundária a lesões da membrana basal glomerular e dos podócitos. Essa perda proteica maciça (proteinúria nefrótica, >3,5 g/24h em adultos) leva à queda da albumina sérica (hipoalbuminemia), que por sua vez reduz a pressão oncótica plasmática e favorece a saída de líquido do compartimento intravascular para o interstício, gerando o edema — que é a principal queixa e, muitas vezes, a única manifestação inicial. O edema nefrótico é depressível (sinal de cacifo/godet), tem predileção por regiões dependentes (face pela manhã, membros inferiores à tarde) e pode evoluir para anasarca com ascite e derrame pleural.
A hipercolesterolemia, por sua vez, é uma consequência bem estabelecida da síndrome nefrótica. A perda urinária de proteínas estimula a síntese hepática de lipoproteínas (incluindo LDL e colesterol total) como resposta compensatória à hipoalbuminemia, além de haver redução do catabolismo dessas partículas. Por isso, a dislipidemia nefrótica é classicamente hiperlipidêmica — colesterol total, LDL e triglicerídeos elevados — e nunca se manifesta como hipocolesterolemia. A tabela comparativa entre as síndromes nefrótica e nefrítica, presente na literatura de referência, confirma: na nefrótica, a hipercolesterolemia é marcante (+++), enquanto na nefrítica "não é esperada".
A pegadinha da banca está exatamente na inversão do prefixo: trocar "hiper" (aumento) por "hipo" (diminuição) no colesterol. O candidato que decora apenas que "há dislipidemia" pode marcar a alternativa errada por não atentar ao sentido do termo. A regra de ouro: na síndrome nefrótica, o colesterol está elevado (hipercolesterolemia), nunca reduzido.
Guarde o tripé clássico da síndrome nefrótica — proteinúria maciça, hipoalbuminemia e edema — e lembre que a hipercolesterolemia é a quarta alteração mais cobrada. É exatamente esse conjunto que separa as alternativas corretas da incorreta.
O edema é a manifestação clínica mais característica e frequente da síndrome nefrótica, sendo muitas vezes a única queixa inicial. Decorre da hipoalbuminemia com redução da pressão oncótica plasmática, retenção renal de sódio e aumento da permeabilidade capilar. É depressível, migratório (face pela manhã, membros inferiores à tarde) e pode evoluir para anasarca. Portanto, é uma alteração esperada no paciente nefrótico descompensado.
A albuminúria (proteinúria) é o achado laboratorial central da síndrome nefrótica, definida pela excreção urinária de proteínas >3,5 g/24h em adultos. A perda de albumina pela urina é o evento fisiopatológico inicial que desencadeia as demais alterações (hipoalbuminemia, edema, hiperlipidemia). É, portanto, uma alteração obrigatória e esperada.
A hipercolesterolemia é uma consequência clássica da síndrome nefrótica. A perda urinária de proteínas estimula a síntese hepática de lipoproteínas e reduz seu catabolismo, elevando colesterol total, LDL e triglicerídeos. A tabela de referência marca a hipercolesterolemia como +++ na síndrome nefrótica, confirmando que é alteração esperada.
A hipoalbuminemia é um dos critérios diagnósticos da síndrome nefrótica, resultante da perda urinária de albumina associada ao aumento do catabolismo. É a hipoalbuminemia que reduz a pressão oncótica e gera o edema. Portanto, é alteração esperada e obrigatória no quadro.
A hipocolesterolemia (colesterol baixo) é exatamente o oposto do que ocorre na síndrome nefrótica. O quadro cursa com hipercolesterolemia (colesterol elevado), e não com redução. A banca inverteu o prefixo "hiper" por "hipo" para confundir o candidato. Como o comando pede a alternativa que não é encontrada no paciente nefrótico, esta é a resposta correta.
A banca troca o prefixo "hiper" (aumento) por "hipo" (diminuição) no colesterol. Na síndrome nefrótica, a dislipidemia é sempre hiperlipidêmica — colesterol total, LDL e triglicerídeos elevados. O candidato que decora apenas "há dislipidemia" sem atentar ao sentido do termo cai na armadilha. Fique atento: "hipocolesterolemia" não existe no quadro nefrótico.
Gabarito: letra E — a única alteração que NÃO é encontrada na síndrome nefrótica descompensada é a hipocolesterolemia.
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