Questão de Medicina — Patologia Clínica — INSTITUTO AOCP 2023
Medicina›Patologia Clínica
Código
qq971092
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IF-MA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico
Sobre a nefrolitíase, assinale a alternativa INCORRETA.
AA formação de cálculos renais (nefrolitíase) representa uma condição de alta prevalência e recorrência, associada a crises álgicas intensas e de grande custo para o sistema de saúde.
BA nefrolitíase deve ser diferenciada da nefrocalcinose, na qual há deposição difusa de cálcio nos rins, incluindo o parênquima, principalmente em sua porção medular.
CTradicionalmente, a urolitíase é vista como condição aguda e benigna, apesar, obviamente, de muito dolorosa. Entretanto, tem-se demonstrado risco aumentado de doença renal crônica em portadores de cálculo renal e associação de nefrolitíase à hipertensão arterial, doença coronariana, obesidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus.
DOs cálculos formados por deposição de cálcio são os menos comuns e correspondem de 10 a 20% dos casos.
ENos últimos anos, tem-se notado um aumento na frequência de cálculos de ácido úrico entre portadores de obesidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus do tipo 2. Nesses grupos, o fator causal mais importante é o pH urinário persistentemente baixo.
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GabaritoD — Os cálculos formados por deposição de cálcio são os menos comuns e correspondem de 10 a 20% dos casos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Nefrolitíase: composição e frequência dos cálculos renais
Gabarito: letra D. A alternativa incorreta afirma que os cálculos de cálcio são os menos comuns, correspondendo a 10–20% dos casos — na realidade, são os mais comuns, representando cerca de 80% de todos os cálculos renais. As demais alternativas (A, B, C e E) estão corretas e refletem o conhecimento atual sobre a nefrolitíase.
A nefrolitíase é uma condição de alta prevalência e recorrência, caracterizada pela formação de cálculos no trato urinário. A compreensão da composição química dos cálculos é fundamental para o diagnóstico, tratamento e prevenção. Os cálculos são classificados principalmente em quatro tipos: cálcio (oxalato de cálcio e fosfato de cálcio), ácido úrico, estruvita (fosfato de amônio e magnésio) e cisteína. A frequência de cada tipo varia, e o conhecimento dessas proporções é essencial para a prática clínica.
A alternativa D erra ao inverter a frequência dos cálculos de cálcio. O texto de apoio é claro ao afirmar que "os cálculos contendo cálcio são os mais comuns e compreendem cerca de 80% de todos os cálculos". Os cálculos de ácido úrico, estruvita e cisteína são menos comuns, representando cerca de 9%, 10% e 1%, respectivamente. Essa inversão é uma pegadinha clássica: a banca troca o percentual dos cálculos mais comuns pelos menos comuns.
A alternativa E, por sua vez, aborda o aumento da frequência de cálculos de ácido úrico em pacientes com obesidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus tipo 2. O texto de apoio confirma que "incidência aumentada de cálculos de ácido úrico é encontrada em pacientes com resistência à insulina e diabetes melito tipo 2 (DM2), e isso tem sido associado a comprometimento da síntese de amônia, resultando em redução do pH urinário". O fator causal mais importante é o pH urinário persistentemente baixo, conforme destacado no texto: "a urina ácida constitui um fator de risco mais importante do que a hiperuricosúria na formação de cálculos de ácido úrico".
A alternativa C destaca a visão tradicional da urolitíase como condição aguda e benigna, mas ressalta o risco aumentado de doença renal crônica e associação com hipertensão arterial, doença coronariana, obesidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus. O texto de apoio menciona que "os estudos epidemiológicos observaram uma relação entre a nefrolitíase e a síndrome metabólica", corroborando a afirmação.
A alternativa B diferencia corretamente a nefrolitíase da nefrocalcinose, na qual há deposição difusa de cálcio nos rins, incluindo o parênquima, principalmente em sua porção medular. O texto de apoio menciona a nefrocalcinose em relação à hiperoxalúria primária, que "manifesta-se na infância com nefrolitíase, nefrocalcinose e insuficiência renal".
A alternativa A descreve a nefrolitíase como condição de alta prevalência e recorrência, associada a crises álgicas intensas e de grande custo para o sistema de saúde. O texto de apoio confirma que "a nefrolitíase é um importante problema de saúde pública" e que "impõe uma carga substancial sobre a saúde humana e consideráveis despesas financeiras para o país".
A afirmação está correta. A nefrolitíase é uma condição de alta prevalência e recorrência, conforme o texto de apoio: "a recorrência dos cálculos é comum, e a taxa de recidiva de cálculos renais é 50% em 5 a 10 anos e de 75% em 20 anos". Além disso, as crises álgicas intensas (cólica renal) e o custo para o sistema de saúde são aspectos bem documentados. O texto de apoio reforça que "impõe uma carga substancial sobre a saúde humana e consideráveis despesas financeiras para o país".
Alternativa B — ✅ Correta
A afirmação está correta. A nefrocalcinose é a deposição difusa de cálcio no parênquima renal, principalmente na medular, enquanto a nefrolitíase é a formação de cálculos no trato urinário (pelve renal, ureteres, bexiga). O texto de apoio menciona a nefrocalcinose em relação à hiperoxalúria primária, que "manifesta-se na infância com nefrolitíase, nefrocalcinose e insuficiência renal", evidenciando a distinção entre as duas condições.
Alternativa C — ✅ Correta
A afirmação está correta. Tradicionalmente, a urolitíase é vista como condição aguda e benigna, embora dolorosa. No entanto, o texto de apoio destaca a relação entre nefrolitíase e síndrome metabólica: "os estudos epidemiológicos observaram uma relação entre a nefrolitíase e a síndrome metabólica". Além disso, a associação com hipertensão arterial, doença coronariana, obesidade e diabetes mellitus é reconhecida na literatura, e o risco aumentado de doença renal crônica é uma preocupação atual.
Alternativa D — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A afirmação está incorreta. Os cálculos de cálcio são os mais comuns, não os menos comuns. O texto de apoio é explícito: "os cálculos contendo cálcio são os mais comuns e compreendem cerca de 80% de todos os cálculos". Os cálculos de ácido úrico, estruvita e cisteína são menos comuns, representando cerca de 9%, 10% e 1%, respectivamente. A banca inverteu a frequência, transformando os cálculos mais prevalentes em minoria.
Alternativa E — ✅ Correta
A afirmação está correta. O texto de apoio confirma o aumento da frequência de cálculos de ácido úrico em pacientes com obesidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus tipo 2: "incidência aumentada de cálculos de ácido úrico é encontrada em pacientes com resistência à insulina e diabetes melito tipo 2 (DM2)". O fator causal mais importante é o pH urinário persistentemente baixo, conforme destacado: "a urina ácida constitui um fator de risco mais importante do que a hiperuricosúria na formação de cálculos de ácido úrico".
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte a frequência dos cálculos de cálcio, apresentando-os como minoria (10–20%) quando na verdade são a maioria (cerca de 80%). Essa é uma armadilha clássica: o candidato que memoriza os percentuais de forma superficial pode confundir os cálculos de cálcio com os menos comuns. Fique atento: cálcio é o tipo mais frequente, e os demais (ácido úrico, estruvita, cisteína) somam apenas cerca de 20%.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, lembre-se da regra dos 80/20: 80% dos cálculos são de cálcio, e os outros 20% dividem-se entre ácido úrico (~9%), estruvita (~10%) e cisteína (~1%). Quando a questão mencionar percentuais, desconfie imediatamente se os cálculos de cálcio aparecerem como minoria.
Gabarito: letra D — a única alternativa incorreta, pois inverte a frequência dos cálculos de cálcio.