Questão de Raciocínio Lógico — Fundamentos de Lógica — INSTITUTO AOCP 2023
Raciocínio Lógico›Fundamentos de Lógica
Código
qq971725
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-GO
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Escrivão de Polícia da 3ª Classe
Considere que uma das atribuições do Escrivão de Polícia da 3ª Classe é executar os trabalhos de datilografia/digitação necessários ao desempenho de suas funções e que João não é Escrivão de Polícia da 3ª Classe. Usando o raciocínio lógico, pode-se concluir que
AJoão não executa trabalhos de datilografia nem de digitação.
Bse João executa trabalhos de datilografia/ digitação, então ele é Escrivão de Polícia da 3ª Classe.
Cse João não é Escrivão de Polícia da 3ª Classe, então ele não executa trabalhos de datilografia/ digitação.
Dcaso João fosse Escrivão de Polícia da 3ª Classe, teria, entre suas atribuições, a execução dos trabalhos de datilografia/digitação.
Epara que João execute trabalhos de datilografia/ digitação, é necessário que seja Escrivão de Polícia da 3ª Classe.
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GabaritoD — caso João fosse Escrivão de Polícia da 3ª Classe, teria, entre suas atribuições, a execução dos trabalhos de datilografia/digitação.
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Raciocínio Lógico – Condicional e Validade de Argumentos
Gabarito: letra D. A premissa fornecida é: "Se alguém é Escrivão de Polícia da 3ª Classe, então executa trabalhos de datilografia/digitação". João não é Escrivão. Dessa premissa, a única conclusão logicamente válida é a reafirmação da condicional: se ele fosse Escrivão, teria essa atribuição (alternativa D). As demais alternativas cometem falácias lógicas (negação do antecedente ou afirmação do consequente).
A questão testa o domínio da lógica proposicional, especificamente a relação entre condicional e suas inferências válidas. Lembre-se: de uma condicional ( p \rightarrow q ) e a informação ( \neg p ), não se pode concluir ( \neg q ) (negação do antecedente) nem ( q \rightarrow p ) (conversão). A única inferência válida é a contrapositiva ( \neg q \rightarrow \neg p ), mas aqui não temos ( \neg q ).
Caso
Premissa (p → q)
¬p (João não é Escrivão)
Conclusão testada
Resultado lógico
A
V
V
¬q (João não executa)
Falácia (negação do antecedente)
B
V
V
q → p (se executa, é Escrivão)
Falácia (afirmação do consequente)
C
V
V
¬p → ¬q (se não é Escrivão, não executa)
Falácia (negação do antecedente)
D
V
V
p → q (se fosse Escrivão, teria atribuição)
Válido (reafirma a condicional)
E
V
V
q → p (ser Escrivão é necessário para executar)
Falácia (afirmação do consequente)
Condicional p → q: Premissa: Escrivão → executa; Dado: ¬p (não é Escrivão); Inferências válidas (Contrapositiva: ¬q → ¬p, Reafirmação: p → q (D)); Falácias (Negação do antecedente: ¬p → ¬q (A, C), Afirmação do consequente: q → p (B, E))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que João não executa trabalhos de digitação/datilografia. Erro: comete a falácia da negação do antecedente. Saber que João não é Escrivão não permite concluir nada sobre ele executar ou não a tarefa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que se João executa, então ele é Escrivão (conversão da condicional). Isso é a falácia da afirmação do consequente. A condicional original não garante que apenas Escrivães executam.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Também comete a negação do antecedente (assim como A). Dizer "se não é Escrivão, então não executa" é invalidado logicamente.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reafirma a condicional original: "se João fosse Escrivão, então teria a atribuição". Isso é logicamente equivalente à premissa, independentemente de João não ser Escrivão. A proposição condicional é verdadeira sempre que o antecedente é falso (no caso, João não é Escrivão), mas a afirmação condicional como um todo permanece válida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que ser Escrivão é necessário para executar a tarefa, ou seja, "só executa quem é Escrivão". Isso equivale à conversa da condicional (se executa então é Escrivão) – mesma falácia da alternativa B.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão comum entre condicional e bicondicional. Muitos candidatos pensam que "se A então B" significa que A é a única condição para B, mas na verdade é apenas uma condição suficiente. Lembre-se: de "A → B" e "¬A", nada se conclui sobre B. O raciocínio correto é reconhecer que a única inferência garantida é a contrapositiva ou a própria condicional.