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Questão de Português — Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas — INSTITUTO AOCP 2023

PortuguêsOrações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
Código
qq971736
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-GO
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Escrivão de Polícia da 3ª Classe
AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS JÁ AFETAM
NOSSAS VIDAS

CIÊNCIA HOJE: Quais lugares do planeta estão sendo (e serão no futuro) mais afetados pelas mudanças climáticas? E em relação aos biomas brasileiros?

ARGEMIRO TEIXEIRA: Metade da população mundial já vive sob risco climático, e os impactos são mais graves entre populações urbanas marginalizadas, como os moradores de favelas. Em geral, as áreas de alto risco às mudanças climáticas são regiões caracterizadas por grande densidade populacional, altos índices de pobreza e dependência de condições climáticas para o cultivo agrícola. Além disso, é importante falar que as áreas próximas da linha do Equador correm mais riscos do que as áreas temperadas. Todos os modelos mostram que, no Brasil, aumentarão a frequência e intensidade de ondas de calor e, por sua vez, aumentará o número de mortes. 

CH: Pode falar dos efeitos dessa crise climática na segurança alimentar e na saúde humana?

AT: Em todo o mundo, altas temperaturas e eventos climáticos extremos como secas, ondas de calor e enchentes já prejudicam a produção de alimentos. O fornecimento internacional de alimentos está sob ameaça. Os riscos de quebra generalizada nas colheitas devido a eventos extremos que atingem locais em todo o mundo aumentarão se as emissões não forem reduzidas rapidamente. Isto poderia levar à escassez global de alimentos e ao aumento de preços, o que prejudicará particularmente as pessoas mais pobres. O novo relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na tradução em português) sugere que esses fatores prejudicarão especialmente a agricultura no Brasil se as temperaturas continuarem a subir. A produção de arroz poderia cair em 6% com altas emissões. A produção de trigo poderia cair 21%, e a de milho poderia cair em até 71% até o final do século no Cerrado. Além disso, a combinação do aumento continuado de emissões de gases de efeito estufa com o desmatamento local pode causar uma queda de 33% na produção de soja e na das pastagens na Amazônia. Os impactos das mudanças climáticas também prejudicarão a pesca e a aquicultura no Brasil. Se as emissões seguirem altas, a produção de peixes cairá em 36% no período 2050-2070 em comparação com 2030-2050. Além de tudo isso, estudos sugerem que as mudanças climáticas refletem em mudanças no ambiente como a alteração de ecossistemas e de ciclos biológicos, geográficos, e químicos, que podem aumentar a incidência de doenças infecciosas (malária, dengue etc.), mas também de doenças não-transmissíveis, que incluem a desnutrição e enfermidades mentais.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/as-mudancas-climaticas-ja-afetam-nossas-vidas/. Acesso em: 7 set. 2022.

Em “[...] podem aumentar a incidência de doenças infecciosas (malária, dengue etc.), mas também de doenças não-transmissíveis [...]”, a expressão destacada sinaliza, entre os termos da oração, uma relação de
  1. Acorreção.
  2. Bexplicação.
  3. Cconcessão.
  4. Dadversidade.
  5. Eadição.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — adição.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da relação de "mas também" no período

Gabarito: letra E. A expressão "mas também" é uma locução conjuntiva coordenativa aditiva, equivalente a "e também", indicando que o segundo termo se adiciona ao primeiro, sem ideia de correção, explicação, concessão ou adversidade.

No trecho: "podem aumentar a incidência de doenças infecciosas (malária, dengue etc.), mas também de doenças não-transmissíveis", a conjunção simplesmente acrescenta um novo item à lista das doenças que podem aumentar. Não há retificação, justificativa, ressalva ou contraposição – apenas adição.

Vejamos cada alternativa:

1Aditivas
e, nem
mas também (correlativa)
2Adversativas
mas, porém, contudo
"mas" sozinho (oposição)
3Explicativas
porque, pois, já que
4Conclusivas
logo, portanto
5Alternativas
ou, ora...ora
Conjunções coordenativas
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Conjunções coordenativas: Aditivas (e, nem, mas também (correlativa)); Adversativas (mas, porém, contudo, "mas" sozinho (oposição)); Explicativas (porque, pois, já que); Conclusivas (logo, portanto); Alternativas (ou, ora...ora)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. "Correção" é típica de expressões como "isto é", "ou seja", que retificam ou esclarecem. "Mas também" não corrige nada; apenas acrescenta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. "Explicação" é marcada por conectivos como "porque", "pois", "já que". O trecho não explica por que algo ocorre, apenas lista mais um tipo de doença.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. Concessão (embora, apesar de) exprime quebra de expectativa. Não há obstáculo ou ressalva entre as doenças infecciosas e as não transmissíveis.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. Adversidade (mas, porém, contudo) estabelece oposição. O "mas" sozinho seria adversativo, mas o acréscimo de "também" anula esse valor – vira aditivo. O contexto confirma: o autor enumera doenças, sem contrastá-las.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Acerto: adição. "Mas também" é conjunção coordenativa aditiva correlativa, unindo dois elementos – doenças infecciosas e doenças não transmissíveis – em uma mesma linha de raciocínio. O texto não opõe, não explica, não corrige: apenas soma.

PEGA ESSA DICA!

Para distinguir "mas" (adversativo) de "mas também" (aditivo), observe se o segundo termo poderia ser substituído por "e também" sem alterar o sentido. Se sim, é adição.

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