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Questão de Português — Sintaxe — INSTITUTO AOCP 2023

PortuguêsSintaxe
Código
qq971875
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SEDUC-RS
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor - Matemática
MÉTODO CIENTÍFICO: POR QUE E COMO LEVÁ-LO PARA A PRÁTICA

Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais

Por Linaldo Oliveira – 16/02/2023

        Na sociedade atual, a Educação precisa levar o jovem a compreender e interpretar o mundo natural, social e tecnológico e a transformar a realidade em que se encontra utilizando estratégias científicas. Em outras palavras, falamos em “fazer ciência”.

        Entretanto, antes do verbo “fazer”, deveríamos enfatizar a importância de entender a ciência. De forma particular, as Ciências Naturais estão entre os componentes curriculares que abordam de forma direta a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para estruturar a sociedade e seus efeitos nos relacionamentos humanos. Ou seja, nós respiramos ciência! Entender como dependemos dela é crucial para a formação moral, cidadã e acadêmica dos nossos alunos.
       
        Olhando por essa ótica, entendemos que, ao desenvolver práticas que estimulem e desenvolvam a observação, a construção de hipóteses, a análise de dados e a conclusão dos nossos alunos, estamos formando indivíduos que futuramente serão mais socialmente ativos, críticos e criativos.


        Diversas metodologias que estão em alta hoje são baseadas nas etapas propostas pelo método científico – observação, hipótese, análise e conclusão. Quando o trabalho é interdisciplinar, estimula o estudante a utilizar o conhecimento combinado de diversas áreas – por exemplo, temos o STEAM, que conecta as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, ou o Design Thinking, que leva o aluno a trabalhar em soluções para diversas demandas selecionadas.


        Também é possível trabalhar o método científico por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Trata-se de uma oportunidade de conectar a escola e a comunidade, construindo com alunos projetos alinhados à grade curricular de forma interdisciplinar, contextualizada e significativa.


        Quando envolve uma melhoria de situações e dificuldades enfrentadas pela comunidade, os alunos costumam se sentir motivados e se engajar com as propostas. Minha sugestão é que converse com sua turma a respeito da rotina dos estudantes e das questões que enfrentam diariamente em suas comunidades. Pensar, em sala de aula, soluções para essas problemáticas geram projetos integradores que aumentam o engajamento do aluno e instigam a investigação por meio da curiosidade. 
Foi assim que aprendi a utilizar o método científico e a torná-lo algo cotidiano para os estudantes. Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21597/metodocientifico-por-que-e-como-leva-lo-para-a-pratica Acesso em: 12 abr. 2023.
Em relação ao subtítulo do texto “Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais”, assinale a alternativa correta.
  1. AAs orações “Analisar, testar e resolver” são coordenadas simétricas, isto é, poderiam estar posicionadas em outra ordem, sem que isso causasse prejuízo sintático ou semântico ao excerto.
  2. BA conjunção “e” tem o mesmo valor que em “Ele promete, e não cumpre”.
  3. CAs expressões “integral” e “dos alunos” são adjuntos adnominais e, portanto, poderiam ser omitidas sem que isso prejudicasse a sintaxe do período.
  4. DO sujeito do período é classificado sintaticamente como “indeterminado”, uma vez que não é possível identificá-lo.
  5. EA preposição “para” poderia ser substituída pela preposição “a” sem que isso prejudicasse a regência de “essenciais”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — A preposição “para” poderia ser substituída pela preposição “a” sem que isso prejudicasse a regência de “essenciais”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise sintática do subtítulo: orações, sujeito e regência

Gabarito: letra E. A alternativa E é a única correta, pois a preposição "para" em "essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais" poderia ser substituída por "a" sem prejuízo à regência do adjetivo "essenciais", já que ambas as preposições são admitidas pela norma culta nesse contexto ("essenciais para" e "essenciais a"). As demais alternativas cometem erros de análise sintática ou semântica, como veremos a seguir.

O comando da questão

A questão pede que o candidato analise o subtítulo do texto: "Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais". O verbo "assinale a alternativa correta" indica que devemos verificar cada afirmação sobre o trecho, identificando qual delas está de acordo com a norma culta e com a análise sintática correta. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática e semântica de um trecho específico.

O trecho em análise

O subtítulo é um período simples, com uma única oração: "Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais". O sujeito é composto ("Analisar, testar e resolver"), o verbo "são" é de ligação, e o predicativo do sujeito é "habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais". A análise correta de cada termo é fundamental para resolver a questão.

A técnica que decide

Para resolver, é preciso dominar três conceitos: orações coordenadas, adjunto adnominal e regência nominal. Vamos a cada um.

Orações coordenadas são aquelas que se ligam sem depender sintaticamente uma da outra. Podem ser sindéticas (quando há conjunção) ou assindéticas (quando não há conjunção, apenas vírgula ou pausa). No trecho, "Analisar, testar e resolver" são três verbos no infinitivo que funcionam como núcleos do sujeito composto. Eles não formam orações separadas, pois não há verbo flexionado em cada um; são apenas termos coordenados dentro do sujeito. A conjunção "e" liga o último termo aos anteriores, mas não há orações coordenadas, pois o período é simples.

Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina um substantivo, podendo ser um artigo, pronome, numeral ou adjetivo. No trecho, "integral" é adjetivo que caracteriza "desenvolvimento", logo é adjunto adnominal. Já "dos alunos" é uma locução adjetiva que também caracteriza "desenvolvimento", funcionando como adjunto adnominal. Porém, a alternativa C afirma que ambos poderiam ser omitidos sem prejuízo sintático, o que é falso: a omissão de adjuntos adnominais não prejudica a estrutura sintática, mas altera o sentido. A banca explora a confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal: o complemento nominal é exigido por um nome e não pode ser omitido sem prejuízo de sentido, enquanto o adjunto adnominal é acessório. No caso, "dos alunos" é adjunto adnominal, pois indica posse (o desenvolvimento pertence aos alunos), e não complemento nominal.

Regência nominal é a relação de dependência entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e seu complemento, que pode ser introduzido por preposição. O adjetivo "essencial" admite as preposições "a" e "para" para introduzir seu complemento. Exemplos: "essencial para a vida" e "essencial à vida" (com crase). Portanto, a substituição de "para" por "a" é possível, desde que se faça a devida crase quando o termo seguinte for feminino e admitir artigo. No trecho, "o desenvolvimento" é masculino, então não há crase: "essenciais ao desenvolvimento". A alternativa E está correta.

Análise das alternativas

"Analisar, testar e resolver"
  • 1Não são orações
    • Período simples
    • Sujeito composto (3 núcleos)
  • 2Conjunção "e"
    • Aditiva (liga termos)
    • ≠ "promete, e não cumpre" (adversativa)
  • 3"essenciais para o desenvolvimento"
    • Regência nominal
      • Admite "para" e "a"
      • "essenciais ao desenvolvimento"
    • "integral" e "dos alunos"
      • Adjuntos adnominais
      • Omissão altera o sentido
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "Analisar, testar e resolver" são orações coordenadas simétricas. Erro: não são orações, pois não há verbo flexionado em cada termo; são apenas verbos no infinitivo que formam o sujeito composto. Além disso, a ordem dos termos não é totalmente livre: "testar, analisar e resolver" seria possível, mas "resolver, testar e analisar" poderia alterar a ênfase. A banca confunde termos coordenados com orações coordenadas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a conjunção "e" tem o mesmo valor que em "Ele promete, e não cumpre". Erro: no trecho, "e" é conjunção aditiva, ligando termos de mesma função (núcleos do sujeito). Em "Ele promete, e não cumpre", o "e" tem valor adversativo, equivalendo a "mas" (Ele promete, mas não cumpre). A banca explora a polissemia da conjunção "e", que pode ter valor aditivo, adversativo ou até conclusivo, dependendo do contexto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "integral" e "dos alunos" são adjuntos adnominais e poderiam ser omitidos sem prejuízo sintático. Erro: de fato, ambos são adjuntos adnominais, mas a omissão não é possível sem prejuízo de sentido. A banca confunde acessório com dispensável: o adjunto adnominal é acessório do ponto de vista sintático, mas sua retirada altera a informação. Além disso, "dos alunos" é adjunto adnominal (posse), não complemento nominal, mas a alternativa não erra nisso; erra ao afirmar que a omissão não prejudica a sintaxe, o que é verdadeiro, mas o prejuízo é semântico. A alternativa é incompleta e, portanto, incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o sujeito é indeterminado. Erro: o sujeito é composto e determinado, pois é formado por três núcleos explícitos: "Analisar", "testar" e "resolver". Sujeito indeterminado ocorre quando não se pode ou não se quer identificar o agente, como em "Dizem que ele morreu" ou "Vive-se bem aqui". No trecho, o sujeito está claramente expresso. A banca explora a confusão entre sujeito indeterminado e sujeito oculto.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que a preposição "para" poderia ser substituída por "a" sem prejuízo à regência de "essenciais". Correto: o adjetivo "essencial" admite as preposições "a" e "para" para introduzir seu complemento. Exemplos: "essencial para a saúde" e "essencial à saúde". No trecho, "o desenvolvimento" é masculino, então a substituição seria "essenciais ao desenvolvimento", sem crase. A regência é preservada, pois ambas as preposições são aceitas pela norma culta. A banca testa o conhecimento de regência nominal e a possibilidade de variação prepositiva.

Conclusão

A questão exige domínio de análise sintática e regência nominal. A alternativa E é a única que apresenta uma afirmação correta, pois a substituição de "para" por "a" é possível sem prejuízo à regência. As demais alternativas cometem erros de classificação ou de interpretação do valor dos conectivos. Para questões como essa, lembre-se: verifique sempre se o termo é oração ou apenas termo da oração, e se a preposição é exigida pelo nome ou é apenas uma opção de regência.

Gabarito: letra E

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