Adaptado de: https://www.medicina.ufmg.br/por-que-a-ingestao-deagua-e-essencial-no-tratamento-de-doencas/. Acesso em: 25 nov.
2022.
Em “Caso prefira variar, complemente a hidratação com sucos naturais e chás”, do Texto 2, a oração destacada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido e a correção gramatical do trecho, por
A“Porque prefira variar”.
B“Ainda que preferir variar”.
C“Logo prefira variar”.
D“Se preferir variar”.
E“Entretanto preferir variar”.
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GabaritoD — “Se preferir variar”.
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Reescritura de oração condicional: o valor de "caso"
Gabarito: letra D. A oração destacada "Caso prefira variar" é uma oração subordinada adverbial condicional, e a única substituição que preserva o sentido e a correção gramatical é "Se preferir variar", pois "se" é o conectivo condicional por excelência. No trecho, "caso" introduz uma condição para a ação de "complementar a hidratação": a ideia é que, se a pessoa quiser variar, ela pode complementar. A alternativa D mantém exatamente essa relação, com o verbo no presente do subjuntivo, como exige a estrutura condicional.
O comando
A questão pede uma substituição sem prejuízo de sentido e de correção gramatical. Isso significa que a alternativa correta deve:
preservar a relação semântica entre as orações (condição);
manter a correção sintática (conectivo adequado + modo verbal adequado).
Não se trata de interpretação de texto, mas de reescritura de frases — uma habilidade que exige reconhecer o valor dos conectivos e a estrutura das orações.
O texto e a oração destacada
No trecho "Caso prefira variar, complemente a hidratação com sucos naturais e chás", a oração "Caso prefira variar" expressa uma hipótese que, se realizada, autoriza a recomendação da oração principal. O conectivo "caso" é uma conjunção condicional, equivalente a "se", "contanto que", "desde que", etc. A oração principal está no imperativo ("complemente"), o que reforça o caráter de instrução condicionada.
A técnica: reconhecer o valor do conectivo
Para resolver, você precisa saber que "caso" é uma conjunção subordinativa adverbial condicional. Ela introduz uma oração que expressa a condição necessária para que o fato da oração principal ocorra. Outros conectivos condicionais: se, contanto que, desde que, a menos que, salvo se.
A substituição deve manter:
o valor semântico (condição);
a correção gramatical (o verbo deve permanecer no subjuntivo, pois é o modo típico das condicionais).
Veja a estrutura:
"Caso prefira variar, complemente a hidratação..."
Aqui, "prefira" está no presente do subjuntivo. A alternativa D mantém "prefira", pois "se" também exige subjuntivo. As demais alternativas ou trocam o valor semântico ou quebram a correção gramatical.
Análise das alternativas
Conjunções subordinativas: Condicionais (caso, se) ("Se preferir variar" — mantém sentido e gramática); Causais (porque) (Troca condição por causa); Concessivas (ainda que) (Troca condição por ressalva); Conclusivas (logo) (Troca condição por conclusão); Adversativas (entretanto) (Troca condição por oposição)
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Porque prefira variar" — O conectivo "porque" introduz causa, não condição. A frase ficaria "Porque prefira variar, complemente...", o que daria a entender que a complementação é consequência de uma causa, e não de uma condição. Além disso, "porque" normalmente rege indicativo ("porque prefere"), não subjuntivo. Erro: troca do valor semântico (causa em vez de condição) e inadequação do modo verbal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Ainda que preferir variar" — "Ainda que" é uma conjunção concessiva (indica oposição/ressalva, como "embora"). Além disso, a forma "preferir" está no infinitivo, mas o correto com "ainda que" seria o subjuntivo ("ainda que prefira"). A frase ficaria "Ainda que prefira variar, complemente...", o que mudaria o sentido: não é uma condição, mas uma concessão (mesmo que você prefira variar, complemente). Erro: troca do valor semântico (concessão) e erro de conjugação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Logo prefira variar" — "Logo" é uma conjunção conclusiva (indica conclusão, como "portanto"). A frase ficaria "Logo prefira variar, complemente...", o que não faz sentido: não há relação de conclusão entre as orações. Além disso, "logo" não exige subjuntivo. Erro: troca do valor semântico (conclusão) e quebra da lógica do período.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Se preferir variar" — "Se" é a conjunção condicional por excelência. A frase "Se preferir variar, complemente a hidratação..." mantém exatamente o sentido original: a complementação é uma recomendação condicionada à preferência por variar. O verbo "preferir" permanece no presente do subjuntivo ("preferir"), como exige a estrutura condicional. Correta: preserva o valor semântico e a correção gramatical.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Entretanto preferir variar" — "Entretanto" é uma conjunção adversativa (indica oposição, como "mas", "porém"). A frase ficaria "Entretanto preferir variar, complemente...", o que não estabelece condição, mas uma oposição que não existe no original. Além disso, "entretanto" não rege subjuntivo. Erro: troca do valor semântico (adversidade) e inadequação do modo verbal.
Conclusão
A única alternativa que preserva o sentido e a correção gramatical é a letra D, pois "se" é o conectivo condicional equivalente a "caso". As demais alternativas trocam o valor semântico do conectivo (causa, concessão, conclusão, adversidade) ou apresentam erro de conjugação. Gabarito: letra D.