Questão de Pedagogia — Principais Autores — VUNESP 2015
PedagogiaPrincipais Autores
- Código
- vu016027
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Suzano - SP
- Ano
- 2015
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica - Educação Física
O Conselho de Escola da EMEF Alberto Santiago reuniu--se a fim de estabelecer critérios para a montagem das turmas/classes daquela unidade de ensino. Durante os trabalhos, um dos pais sugeriu o abecedário para classificar os alunos: nas turmas A seriam colocados os que, no ano anterior, tiveram as melhores notas; nas B, os com desempenho mediano; nas C, aqueles com “dificuldades de aprendizagem”. Completando essa ideia, outro pai sugeriu salas apenas de meninos e salas exclusivamente de meninas. Essas sugestões geraram um acirrado debate entre os presentes, havendo quem aprovasse as duas propostas, quem fosse a favor de apenas uma e, ainda, quem desaprovasse ambas.Sabendo que as alternativas a seguir exibem os principais argumentos apresentados pelos presentes na defesa de seus pontos de vista, assinale a que está corretamente fundamentada.
- AJúlia defendeu a formação de grupos homogêneos porque eles possibilitam que alunos com interesses semelhantes e com igual nível de aprendizagem atinjam ao mesmo tempo os objetivos visados; esse critério encontra apoio nas ideias de Piaget, para quem a educação é um processo imposto pela sociedade.
- BPaulo rejeitou a classificação dos alunos segundo o desempenho que tiveram no ano anterior alegando que, para Vygotsky, quem ajuda a criança a concretizar um desenvolvimento que ela ainda não atingiu sozinha é o mediador e, na escola, os principais mediadores são o professor e os colegas mais experientes.
- CPara Camilo, o critério de turmas homogêneas deve ser adotado, pois os fatores biológicos e sociais no desenvolvimento psicológico e a questão da cognição podem ser mais bem atendidos do que em turmas heterogêneas, como constam nas teorias psicogenéticas discutidas por De La Taille, Oliveira e Dantas (1992).
- DPara Luciana, colocar meninas e meninos em classes diferentes é apropriado, pois, segundo Scott (1995), essa medida parte das condutas consagradas pela tradição e colabora na formação de uma identidade, quer do feminino quer do masculino, indicando comportamentos adequados a cada gênero.
- ECláudia defendeu a montagem das classes a partir da separação por gênero porque, como diz Scott (1995), o trabalho pedagógico poderá reforçar o determinismo biológico nas relações entre os sexos, mostrando que o caráter das relações sociais é inequivocamente natural.