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Questão de Controle Externo — Controle de Constitucionalidade e Controle Externo — VUNESP 2017

Controle ExternoControle de Constitucionalidade e Controle Externo
Código
vu027090
Banca
VUNESP
Órgão
TCE-SP
Ano
2017
Nível
Superior
Cargo
Agente de Fiscalização
No exercício de suas atribuições constitucionais, se o Tribunal de Contas se defrontar com uma norma que entenda ser inconstitucional, ele
  1. Apode declarar a inconstitucionalidade da norma com efeitos erga omnes.
  2. Btem o poder de deixar de aplicar a norma ao caso concreto que está sob seu julgamento.
  3. Cnão pode deixar de aplicar a norma, pois não tem poderes jurisdicionais.
  4. Ddeve suspender o processo no qual se questiona a norma, e encaminhar o caso ao Poder Judiciário para apreciar a questão da inconstitucionalidade.
  5. Edeve proceder ao julgamento do caso concreto em face da legislação vigente e, ao final, remeter o caso ao Judiciário para decidir a questão da inconstitucionalidade.
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GabaritoB — tem o poder de deixar de aplicar a norma ao caso concreto que está sob seu julgamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tribunal de Contas e Inconstitucionalidade de Normas

Gabarito: B. O Tribunal de Contas, órgão administrativo de controle externo, não detém competência para declarar a inconstitucionalidade de norma com efeitos erga omnes (típica do controle concentrado exercido pelo Poder Judiciário). Entretanto, pode — e deve —, no exercício de seu poder de fiscalização da legalidade e legitimidade dos atos administrativos, deixar de aplicar a norma que reputa inconstitucional ao caso concreto sob seu julgamento. Esse é o chamado controle incidental de constitucionalidade exercido por órgãos administrativos, conforme entendimento consolidado no STF (ex.: MS 24.448/DF).

A banca testa o conhecimento sobre a natureza jurídica das decisões dos Tribunais de Contas e os limites de sua atuação frente a leis inconstitucionais.

Tribunal de Contas e Inconstitucionalidade

Poder de declarar inconstitucionalidade (erga omnes)

Poder de deixar de aplicar a norma no caso concreto

Natureza do controle

Fundamento

Alternativa A

Sim

❌ Incorreta

Alternativa B (Gabarito)

Não

Sim

Controle incidental

✅ Correta

Alternativa C

Não

Não

❌ Incorreta

Alternativa D

Não

Suspende o processo

❌ Incorreta

Alternativa E

Não

Aplica a norma e remete ao Judiciário

❌ Incorreta

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o Tribunal de Contas pode declarar a inconstitucionalidade com efeitos erga omnes. Isso é incorreto: a declaração de inconstitucionalidade com eficácia geral é privativa do Poder Judiciário, especialmente no controle concentrado (STF, TJ’s). O Tribunal de Contas não exerce jurisdição; suas decisões não fazem coisa julgada material e não vinculam terceiros.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O Tribunal de Contas, quando se depara com uma norma que entende inconstitucional, pode recusar sua aplicação no caso concreto que está apreciando. Isso decorre de seu dever de controle de legalidade e do princípio da supremacia da Constituição. Trata-se de controle incidental, sem efeito erga omnes, válido apenas para aquele caso específico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o Tribunal de Contas não pode deixar de aplicar a norma porque não tem poderes jurisdicionais. Engano: a ausência de jurisdição não impede o controle incidental. O órgão administrativo, ao aplicar a lei, deve observar a Constituição; se houver conflito, prevalece a norma constitucional, podendo o Tribunal deixar de aplicar a lei inconstitucional no caso concreto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere que o Tribunal deve suspender o processo e encaminhar a questão ao Poder Judiciário. Isso não é obrigatório: o Tribunal pode decidir ele próprio sobre a inaplicabilidade da norma ao caso. Não há necessidade de remessa prévia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o Tribunal deve julgar o caso concreto com base na legislação vigente e, ao final, remeter ao Judiciário a questão da inconstitucionalidade. Essa providência é desnecessária e não encontra amparo no ordenamento. O Tribunal já pode, no momento do julgamento, afastar a norma inconstitucional.

NÃO CAIA NESSA!

A confusão mais comum é atribuir ao Tribunal de Contas o poder de declarar a inconstitucionalidade com efeitos gerais (alternativa A) ou, no extremo oposto, negar-lhe qualquer possibilidade de recusar a aplicação da lei (alternativa C). A chave é lembrar que o controle incidental é exercido por qualquer órgão que aplique a lei, inclusive administrativos, desde que sem efeito erga omnes.

Gabarito: letra B

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