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Questão de Direito Processual Penal — Da Prisão em Flagrante — VUNESP 2018

Direito Processual PenalDa Prisão em Flagrante
Código
vu031033
Banca
VUNESP
Órgão
PC-BA
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
No que concerne à prisão em flagrante, à prisão temporária e à prisão preventiva, assinale a alternativa correta, nos estritos termos legais e constitucionais.
  1. ANenhuma delas tem prazo máximo estabelecido em lei.
  2. BA primeira pode ser realizada pela autoridade policial, violando domicílio e sem ordem judicial, a qualquer horário do dia ou da noite.
  3. CA segunda somente é cabível em crimes hediondos ou assemelhados, podendo durar 30 (trinta) ou 60 (sessenta) dias.
  4. DA segunda demanda ordem judicial e prévio parecer favorável do Ministério Público.
  5. EA terceira pode ser decretada de ofício pelo Juiz durante o inquérito policial.
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GabaritoB — A primeira pode ser realizada pela autoridade policial, violando domicílio e sem ordem judicial, a qualquer horário do dia ou da noite.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prisões cautelares: flagrante, temporária e preventiva

Gabarito: letra B. A prisão em flagrante é a única que pode ser executada pela autoridade policial com violação de domicílio sem ordem judicial, a qualquer hora do dia ou da noite, em razão da exceção constitucional ao princípio da inviolabilidade domiciliar para flagrante delito (CF, art. 5º, XI). As demais alternativas contêm erros quanto aos prazos, hipóteses de cabimento e forma de decretação.

Prisão Cautelar

Prazo Máximo Legal

Hipóteses de Cabimento

Exige Ordem Judicial?

Pode Violar Domicílio sem Ordem?

Flagrante

Não tem prazo fixo, mas exige apresentação ao juiz em 24h (art. 306, §1º, CPP)

Qualquer crime em situação de flagrância (art. 302, CPP)

Não (pode ser realizada pela autoridade policial ou qualquer do povo)

Sim, a qualquer hora (CF, art. 5º, XI)

Temporária

5 dias (prorrogável por +5); 30 dias para hediondos (prorrogável por +30) – Lei 7.960/89

Diversas hipóteses (art. 1º, Lei 7.960/89), não só hediondos

Sim (decisão judicial)

Não

Preventiva

Não tem prazo fixo, mas sujeita a revisão periódica (art. 316, CPP)

Requisitos do art. 312 do CPP (garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal, etc.)

Sim (decisão judicial)

Não

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que nenhuma das prisões tem prazo máximo. Erro: a prisão temporária possui prazo máximo legal (5 dias, prorrogável por mais 5; 30 dias para crimes hediondos, prorrogável por mais 30 – Lei nº 7.960/89). A prisão preventiva não tem prazo fixo, mas está sujeita a revisão periódica. A prisão em flagrante, embora não tenha prazo máximo em si, exige que o auto seja apresentado ao juiz em até 24h (art. 306, §1º, CPP), sob pena de relaxamento. Logo, a assertiva é falsa.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A prisão em flagrante pode ser realizada por qualquer pessoa, especialmente pela autoridade policial. Em caso de flagrante delito, é permitida a entrada em domicílio alheio sem consentimento do morador e sem mandado judicial, a qualquer horário (dia ou noite), conforme a exceção prevista no art. 5º, XI, da Constituição Federal: “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”. A alternativa reproduz corretamente essa possibilidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a prisão temporária (segunda) cabe apenas em crimes hediondos ou assemelhados e dura 30 ou 60 dias. Erro: a prisão temporária é cabível em diversas hipóteses (art. 1º da Lei 7.960/89), não apenas hediondos. O prazo geral é de 5 dias, prorrogável por igual período; para crimes hediondos e equiparados, o prazo é de 30 dias, prorrogável por mais 30 (total de 60 dias). A alternativa restringe indevidamente as hipóteses de cabimento e confunde os prazos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a prisão temporária demanda ordem judicial e prévio parecer favorável do Ministério Público. Erro: embora exija ordem judicial, o juiz deve ouvir o MP no prazo de 24h (art. 2º, §1º, Lei 7.960/89), mas não há necessidade de parecer favorável; o MP pode opinar contra e o juiz ainda pode decretar a prisão. A expressão “prévio parecer favorável” é incorreta, pois o juiz não está vinculado ao órgão ministerial.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sustenta que a prisão preventiva (terceira) pode ser decretada de ofício pelo juiz durante o inquérito policial. Erro: o art. 311 do CPP estabelece que, durante a investigação (fase pré-processual), a prisão preventiva somente pode ser decretada mediante representação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público, vedada a decretação de ofício pelo juiz. A exceção existe apenas na fase processual e em situações específicas (Lei Maria da Penha, art. 20). Portanto, a assertiva é falsa.

NÃO CAIA NESSA!

Para não confundir, lembre: flagrante → pode violar domicílio a qualquer hora sem ordem; temporária → tem prazos curtos (5/30 dias) e é restrita a hipóteses legais; preventiva → no inquérito só mediante representação/requerimento, nunca de ofício.

MNEMÔNICO
PRECISA
PRProva (da existência do crime)EExistênciaCCrimeIIndíciosSSuficientesAAutoria. Em síntese: prova da existência do crime + indícios suficientes de autoria
Requisitos para indiciamento e prisão preventiva

Gabarito: letra B

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