Questão de Conhecimentos Gerais — Guerras, Conflitos e Terrorismo — VUNESP 2018
Conhecimentos Gerais›Guerras, Conflitos e Terrorismo
Código
vu031442
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2018
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar de Papiloscopista Policial
O número de mortes em conflitos agrários cresceu 15% em 2017 na comparação com o ano anterior, num total de 70 assassinatos. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que divulgou os dados nesta quarta-feira (23 de maio de 2018), trata-se do maior número desde 2003. Dentre as mortes registradas, a pastoral destaca quatro massacres que ocorreram na Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia, resultando em 28 assassinatos. O estado do Pará lidera o ranking de 2017 com 21 pessoas assassinadas, dez no massacre de Pau D’Arco, seguido pelo estado de Rondônia, com 17, e pela Bahia, com 10 assassinatos.(CartaCapital. https://www.cartacapital.com.br. 23.05.2018. Adaptado)Uma das justificativas para a violência no campo brasileiro relaciona-se
Aao processo histórico de concentração fundiária.
Bà minifundiarização da produção de matérias-primas agrícolas.
Cà industrialização de áreas remotas do território nacional.
Dà coletivização das terras improdutivas prevista na Constituição.
Eao avanço das monoculturas em direção das periferias urbanas.
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GabaritoA — ao processo histórico de concentração fundiária.
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Violência no campo brasileiro: causas históricas
Gabarito: letra A. A violência no campo, como a registrada nos dados da CPT, decorre sobretudo do histórico de concentração fundiária no Brasil, marcado pelo latifúndio e pela exclusão social de trabalhadores rurais. As demais alternativas não se relacionam diretamente com a dinâmica dos conflitos agrários.
O Brasil possui uma das maiores concentrações de terras do mundo, herdada do período colonial (sesmarias, capitanias hereditárias) e perpetuada por políticas que favoreceram o grande latifúndio. A luta pela reforma agrária e o desrespeito aos direitos de posse geram confrontos violentos, como os massacres mencionados na notícia.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa aponta o "processo histórico de concentração fundiária" como justificativa. É a resposta correta: a concentração de terras em poucas mãos gera desigualdade, expropriação de camponeses e conflitos pela posse da terra, resultando em assassinatos e massacres.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A "minifundiarização" (predomínio de pequenas propriedades) não é causa de violência agrária. Pelo contrário, a agricultura familiar e os minifúndios tendem a ser mais estáveis. O problema é o latifúndio, não o minifúndio.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A industrialização de áreas remotas pode gerar conflitos trabalhistas ou ambientais, mas não é a raiz histórica dos conflitos agrários. A violência no campo está ligada à luta pela terra, não diretamente à instalação de indústrias.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 184, prevê a desapropriação de terras que não cumprem a função social, mas não a "coletivização". A violência não decorre da previsão constitucional, e sim da resistência dos latifundiários à reforma agrária.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O avanço das monoculturas (como soja, cana) ocorre em áreas rurais, não em "periferias urbanas". Além disso, embora a expansão de monoculturas possa gerar conflitos, a justificativa histórica mais abrangente é a concentração fundiária, não o deslocamento para a periferia.
PEGA ESSA DICA!
Questões sobre conflitos agrários no Brasil costumam ter como resposta a concentração fundiária histórica. Lembre-se: o latifúndio é a base da violência no campo. Fique atento a alternativas que fogem desse núcleo, como "industrialização" ou "minifundiarização".